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Morreu Carlos Candal 
18.06.2009 - 12h19 Maria José Oliveira
Carlos Candal, membro histórico do Partido Socialista e deputado por aquele partido em várias legislaturas, faleceu hoje aos 71 anos de idade.

Carlos Candal estava internado nos Hospitais da Universidade de Coimbra desde 14 de Maio, data em que se sentiu mal durante uma acção de pré-campanha de Vital Moreira na Universidade de Aveiro. Já hospitalizado, Carlos Candal sofreu dois acidentes vasculares cerebrais de que nunca recuperou.

O funeral do fundador do PS vai realizar-se em Aveiro, mas ainda não tem data marcada. Em comunicado divulgado esta tarde a Câmara Municipal de Aveiro, terra natal do político, anunciou que vai decretar luto municipal por três dias.
Na mesma nota o presidente da autarquia, Élio Maia, lamenta a perda de “um aveirense de excepção, um lutador de causas, um tribuno eloquente e capaz, um senhor na concepção mais solene da palavra”.

Carlos Manuel Natividade da Costa Candal, nascido a 1 de Junho de 1938, iniciou a sua actividade partidária no meio universitário, quando presidiu à Associação Académica de Coimbra numa altura (primeiros anos da década de 60) em que irrompia a contestação estudantil do ensino superior ao regime do Estado Novo e à guerra colonial.

Licenciado em Direito, Candal participou na organização do 2º Congresso Republicano, em Aveiro, em 1969, e foi membro da Comissão Executiva do 3º Congresso da Oposição Democrática, em 1973 (participação que lhe valeu, 30 anos depois, a atribuição da Medalha de Mérito Municipal).

Ainda em 73 Carlos Candal foi um dos 27 delegados ao Congresso da Acção Socialista Portuguesa (ASP), realizado na cidade alemã de Bad Munstereifel, no qual a ASP foi transformada em Partido Socialista.
Após o 25 de Abril foi eleito pelo PS para a Assembleia Constituinte e, um ano depois, manteve-se na bancada socialista da Assembleia da República, tendo exercido as funções de deputado até 1983. Decidiu então fazer uma pausa de cerca de dois anos, mas em 1985 retornou ao Parlamento e ali ficou mais dez anos.

Em 1995 iniciou o seu percurso no Parlamento Europeu, tendo cumprido dois mandatos (de 1995 a 1999 e de 1999 a 2004). Aqui foi membro efectivo da Comissão de Assuntos Jurídicos e Mercado Interno e suplente da Comissão de Petições; ocupou também o cargo de vice-presidente da Delegação para as Relações com os países membros da ANASE, o Sudeste Asiático e a República da Coreia.


Autor do “Manifesto anti-Portas em Português Suave”

No mesmo ano em que rumou para Estrasburgo protagonizou um dos episódios mais polémicos da política nacional ao divulgar o seu “Manifesto Anti-Portas em Português Suave”, um libelo sarcástico e corrosivo contra Paulo Portas e Pacheco Pereira. Nesse ano de eleições legislativas, que dariam a vitória ao PS de António Guterres, Carlos Candal pretendia com esse texto desafiar os candidatos do CDS e do PSD pelo círculo de Aveiro, Portas e Pacheco Pereira. Portas, no entanto, era o mais atingido no manifesto, com Candal a acusá-lo de ser um “bluff” político.
Candal estava ainda a cumprir o seu segundo mandato no Parlamento Europeu quando anunciou a sua candidatura a bastonário da Ordem dos Advogados, tendo então sido derrotado por José Miguel Júdice.
 
A sua actividade partidária e política nunca o afastou de Aveiro. Por isso aceitou ser presidente da Assembleia Municipal durante dois mandatos (1997 e 2005).
A 14 de Maio último, em período de pré-campanha eleitoral, Carlos Candal desmaiou durante um encontro do cabeça de lista do PS às europeias, Vital Moreira, com estudantes universitários, em Aveiro. Candal foi assistido no local por uma equipa médica e depois transportado para o Hospital de Aveiro. Antes de abandonar o auditório da Universidade de Aveiro, Candal, que era o mandatário distrital da candidatura de Vital, não deixou de manifestar o seu habitual humor: “Desculpem lá ter-vos estragado isto. Hoje não fumo mais.”

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