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... coisas do Sherpas!!!...

... comentários sobre tudo, sobre nada... imagens diversas, o que aprecio, críticas e aplausos, entre outras coisas mais!!!...

... coisas do Sherpas!!!...

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16
Mar09

... "erectus" - "habilis" - "sapiens" !!!...

sherpas

... não gostaria d´arcar com tal responsabilidade, nem pensar, dum possível refazamento do MUNDO, disto tudo que me seduz, me conforta, m´afronta e incomoda, me diminui e revolta, m´engrandece quando me sinto concorde, grato pela existência que tenho, m´embeveço perante obra d´espanto, espírito que redunda em comunhão universal, ruído que se torna melodia q´embala, acalma, visão tão doce, colorida, harmonia equilibrada, discussão sensata na busca de solução mais proveitosa para todos, gentes com créditos, dignas por valores, éticas no proceder, sem dissabores, sem ganâncias, sem trapaças já feitas ou por fazer, mantendo-as lá no alto, sem desconfiar, idolatrando quase sem me sujeitar de todo, pelo que sou, individualidade q´ostento, gosto de sentir, dando e mostrando tal como sou, falhas e exemplos, falho como tantos, mais um!!!...

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... não... não gostaria d´arcar com tal responsabilidade, nem pensar, dum “possível refazamento do MUNDO”!!!...

 

... voltando ao início, muito antes de sermos... um princípio, ser esquisito, medroso, não erectus, refugiado em buracos, no alto d´arvoredo espesso, receoso, com medo de tanta grandeza que não entendia, sofrendo agruras, comendo raízes, folhas, bagas, aguentando intempéries no corpo peludo e nu, aconchegado com outros iguais, animais, sem menos, sem mais... indefeso perante garras, perante dentes tão grandes, perante forças descomunais, perante tamanhos d´espanto, ínfimo no que era, sendo o que foi!!!...

 

... posição que s´alterou... olhando mais alto, sobre dois pés, duas pernas abertas, inseguras, ainda, usando pedras com mão que possuía habilidade rara, polegar que facilitava, carcaças espalhadas pelo solo, vendo o efeito, encontrando saída no prolongamento que conseguia no enfrentamento com outros, mais esperto, mais ousado, sobrepondo-se, mais forte do que antes, “habilis”, construindo com pedras, com paus, com ossos, gregário, cioso do grupo!!!...


... não... não gostaria d´arcar com tal responsabilidade, nem pensar, dum “possível refazamento do MUNDO”!!!...

 

... ganharam a habilidade de... matar, defendendo, atacando, fugindo, escondendo, sendo mais capazes na fortaleza encontrada, progredindo, chacinando mais e mais, provando e comendo numa dieta q´alteraram, subjugando, impondo na astúcia que lhes vinha, toque que os distinguia da maioria dos outros seres, evoluindo, mais sedentários, construindo, semeando, pastoreando, acumulando para épocas mais escassas o que lhes sobrava, relacionando com grupos mais próximos, trocando produtos, carnes, sementes, peles, ferramentas rudimentares, aliando na defesa comum, aliando no ataque premeditado, procriando, procriando e aumentando a olhos vistos, sobrevivência perante o desconhecido, mais conhecido, observando, deduzindo, concluindo, assentando arraiais, construindo abrigos mais seguros, mais agradáveis!!!...

 

... não... não gostaria d´arcar com tal responsabilidade, nem pensar, dum “possível refazamento do MUNDO”!!!...


... surgiu o ter... com ele, o querer, com ele, a supremacia, com ele, o PODER, com ele, as distensões, as invejas, as ilusões, as ambições, os territórios, a distinção entre quem, entre ninguém, a vontade de ir, conhecer, de conquistar, de dominar tudo e todos!!!... Enganos!!!... Sem fundamento esta minha pretensão, olhando para trás, avaliando sem julgar, deitando abaixo todos os ídolos, todos os recessos que nos ligam a conquistadores heróicos, aventureiros, exploradores antigos, bem remotos, escritos que nos chegaram, cantando todas as glórias passadas, impérios de trapo no pé, feras incomensuráveis, façanhas e mortandades, estratégias bem gravadas na pedra, na folha, na pele, no barro, na obra que se levantou, perdurou, encantou!!!...

 

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... moldados nestes valores, enraivecidos... tal como os primeiros, continuámos matando sob falsos argumentos, pisando mais fracos, mais débeis, mais vulneráveis, calcando com gosto, uns contra os outros, quase em família, em casa d´outros bem longe, mais perto, indiferente!!!... Enaltecendo os mais hábeis, escribas de então, escribas d´agora... fizeram a história, contaram-na, recontaram-na, vincaram-na bem na nossa memória, fizeram-nos como somos... monstros, às vezes!!!...


... não... não gostaria d´arcar com tal responsabilidade, nem pensar, dum “possível refazamento do MUNDO”!!!...

 

... longe de tentar, sequer... estudo antropológico da HUMANIDADE, pensando no gesto, pensando no dedo, na posição erecta do ser, na habilidade do mesmo, na sapiência adquirida, acumulada, repetida, no engrandecimento do que nos deveria envergonhar, dos erros cometidos, na obra que descreve, enaltece um feito, um roubo tremendo, no engano do voluntarioso sobre o mais néscio, inocente q´aguenta, atrocidades tão grandes, imponência d´excelsos, de confissões, de credos, d´étnias diversas, ganâncias de medo, luxuriantes desgarrados, tristes bocados, intervalos degradantes de vidas tão curtas, nos Deuses que não são, nos filhos da puta, nas agremiações também, desejos d´alguns, ambições duns tantos, mesquinhez que confundo, pequenez que m´afronta quando a vontade desponta nos escritos que faço sobre isto, sobre aquilo, refazendo TUDO se possível me fora, arcando com o MUNDO, tarefa tão grande, vergonha que tenho!!!...

 

... enfim... desgarramentos na errância d´espírito vadio que m´assola, “portento” pequeno me sinto, perante...


... pensando no dedo... sinto temor, quando penso na direcção errada, no calcamento do botão, na eclosão do cogumelo gigante, continuidade da triste realidade, irracionalidade q´arruina, desfazendo num instante HUMANIDADE degradante, início do fim, era de sempre, num gesto, numa ira, numa injúria, numa defesa, num ataque de surpresa, rarefacção do que nunca foi perfeito, “erectus” sem jeito, “habilis” inútil, “sapiens” defeito!!!... Sherpas!!!...

 

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