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... coisas do Sherpas!!!...

... comentários sobre tudo, sobre nada... imagens diversas, o que aprecio, críticas e aplausos, entre outras coisas mais!!!...

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03
Mar09

... acasos!!!...

sherpas

... nestes tempos d´incerteza... caminhos tenebrosos que s´amontoam, encruzilhadas dúbias bem confusas, palavras de negação intensa, forcejo de quem ainda teima por projecto que é defeito, modo de vida vergonhoso, discrepâncias tão degradantes na curta existência que temos, sendo homens, sendo mulheres, balbúrdia de pensamentos me tolhem de surpresa!!!...

 

... dou por mim, noutras paragens....recordação dum passado longínquo, meninice, adolescência, vida simples que vivi na terra que foi minha, quando surgi, por acaso!!!... Não fui combinado, escolhido com antecedência, fabricado no exterior num tubo de ensaio qualquer, injectado no útero duma mulher, inseminado... como agora fazem!!!... Fui... um descuido, aconteci, bem ou mal recebido na altura, não recordo, era pequeno!!!... Sei que, com a convivência... s´afeiçoaram e me deram tudo o que precisei, alimentos, formação, exemplo de vida, respeito por quem m´engendrou, reciprocidade efectiva!!!... Tal como as plantas... bem regado, fui crescendo em harmonia, viajei por onde podia!!!...


... quantos sonhos... na imaginação fértil que tinha, aventuras e desafios, lutas e desgarramentos próprios de qualquer criança, na rua que foi minha!!!... Companheiros que... já lá vão, grupos bem numerosos numa amizade em borbotão, irrequietos, curiosos, dando passos pequeninos, alargando horizontes na escola que frequentei, nos livros que fui lendo com voracidade incontrolável!!!... Não buscava saberes de vulto... procurava respostas para tudo que me rodeava, perguntas que me fazia, constantemente, ainda faço!!!...

 

... desiludido... insistia, à medida que sonhava, tentava antever o desconhecido!!!... Ainda tento... no dealbar que s´aproxima, com o mesmo espírito de antes!!!... Fiz-me homem... num rompante, depois de muitas peripécias, com altos, com baixos, quase a cair, quase deixando de ser... contratempos que acontecem!!!... Olho para trás, recordo...


... tanto e tanto episódio, sensação que me vem, cheirinho de peixe frito... juntinho a mar do norte, povoação simpática, colorida, população sorridente, cerveja leve e fresquinha, sol que ainda desponta, antes d´adormecer, numa esplanada fresquita depois de viagem pelo desconhecido num transporte colectivo, arengares que m´eram estranhos, interrogação que me fazem num inglês q´eu percebo, partindo duma mesa ali ao lado!!!...Curiosidade tão natural... à que respondi com um certo orgulho, lembrando Pátria afastada, “where do you come from” exclamação, braços abertos... ah, Portugal, “very nice place” “beautifull” “ know very well”, acolhimento imediato, ambiente amigo, mais confortável!!!... Pequeninos... na ponta mais ocidental desta EUROPA q´é nossa, pobrezinhos como todos, acalentamento que me conforta quando encontro, quando desponto no início duma conversa!!!...

 

... sou dado, sempre fui... sem hipocrisia ou cinismo, entabulo diálogo fácil com qualquer filho de Deus, de Allá, de Jeová, de Buda, doutra prédica q´exista, desde o Japão aos antípodas, lá do norte gelado à savana africana e seca, no País que me pertence, por nascimento... num que me é apresentado, vou conhecendo, quando me desloco, quando lembro!!!...


... longa avenida, na primeira vez que a calcorreei... cor, multidão de gente, barraquinhas coloridas, esplanadas finas ou normais, figuras, figurinhas, um que outro figurão, linguarejar diverso, sorrisos de satisfação, festa quase permanente, homens “estátua” imaginativos aguardando parca moeda no pano, no chapéu, no copo de plástico, na lata onde tilintava ao cair, displicente, ali ao pé, no chão!!!... Flores diversas, arranjos, pássaros em gaiolas ou em poleiros... tendas com jornais, revistas, furinho d´ocasião, jogo pela calada num arranjinho para incautos, passos dados, olhos abertos, máquina digital sempre à mão para... recordar depois!!!...

 

... quilómetros bem puxados, um não acabar tão grande, variado e sem cansar... pára aqui, descansa ali, aprecia com minúcia, pergunta a quem é natural, recebimento sempre igual!!!... Mais tarde... pelo gosto, apaixonado que fiquei, voltei vezes sem conta!!!...


... normalmente em tempo quente... no Agosto tórrido do Alentejo, por campos, por vales, caminho conhecido de sobra, amigos num molho, tenras idades, despindo camisas, comendo amoras silvestres, um figo na quinta ali perto, uma vara de ramo d´oliveira que se fazia, fustigando o vento, fazendo ruído, uma partida, pequena patifaria q´acabava em gritaria, sons bem elevados nas gargalhadas que dávamos, correndo, andando, intervalando com o que calhava... sem conhecimento dos pais, à tardinha, ainda abafada, bem quente!!!... Com que gula, quando chegados à fonte... sofregamente, engolíamos litros e litros d´água!!!...

 

... saciados, mais frescos, mais dispostos... descíamos a encosta, numa vontade imensa, roupas em desalinho, botas ou sem botas, tal como Deus nos criou, mergulho nas águas escuras da ribeira q´era destino!!!... Abençoados momentos...castigos que vinham depois, porque era proibido pelos pais, local de mortes por afogamentos!!!... Tempos e... benefícios adquiridos, por lá, por cá, em qualquer lugar, acasos!!!... Sherpas!!!...

 

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