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06
Fev09

... o dinheiro... "maldito" dinheiro!!!...

sherpas

Qual é a coisa, qual é ela, comum, na essência, à "Operação Furacão" e aos casos BPN, BPP, BCP e Freeport?

 

... o dinheiro sem dono!!!...

 

Pedro Ivo Carvalho in... http://jn.sapo.pt/Opiniao/

 

Qual é a coisa, qual é ela, que, escudada numa legalidade convencionada entre estados, vai minando, dia após dia, mês após mês, ano após ano, qualquer tentativa de democratizar os ganhos e as perdas dos honestos e dos desonestos?

 

Qual é a coisa, qual é ela, com que todos dizem querer acabar mas ninguém acaba? Qual é a coisa, qual é ela, que faz com que as loucuras financeiras de sempre - as mesmas que, por ora, vivem em fase de recolhimento - possam, na realidade, continuar a ser cometidas sem que delas se vislumbre um sinal?

 

A coisa tem um nome: offshore. Ou, numa designação mais romântica, paraísos fiscais. O conceito vulgarizou-se pelos piores motivos. Porque a ele surgem associados movimentos financeiros duvidosos e negócios obscuros, como o tráfico de droga e de armas; a corrupção envolvendo empresários e políticos; o branqueamento de capitais.

 

Pese embora a constituição das sociedades offshore - baseada na fixação de empresas fora do país de origem com o fito de obter benefícios fiscais - ser uma actividade perfeitamente legal, a verdade é que, num mundo cada vez mais competitivo, diz-nos o senso comum que quem tem muito dinheiro não vive propriamente entusiasmado com a ideia de pagar muitos impostos. E não quer, sobretudo, ter à perna os "chatos" dos reguladores.

 

Que o digam as instituições bancárias, na sua esmagadora maioria com interesses em sociedades offshore. Com os resultados que se sabe.

No capítulo "e agora o que fazemos?" há quem, como a procuradora Maria José Morgado, defenda a extinção pura a simples destas sociedades. E há quem, como o primeiro-ministro, José Sócrates, seja levado a concordar, mas lembre, como fez há dias no Parlamento, que esta Primavera não pode ser feita só com uma andorinha - no caso, a portuguesa.

 

Provavelmente, terão ambos razão. Não acabar com os offshore significa continuar a pactuar com esquemas mafiosos assentes na circulação do chamado dinheiro sem dono: não se sabe de onde partiu, pouco ou nada se sabe por onde passou, quase nunca se descobre no bolso de quem vai acabar. Mas extinguir os offshore num só país, de uma forma desbragada, não terá grandes efeitos práticos, como sugere o também secretário-geral do PS, na moção que vai levar ao congresso do partido. Ou seja, acabe-se com eles em tese, mas mantenha-se bem viva a zona franca da Madeira .

 

É este, de resto, o cerne do problema: à concordância mais ou menos generalizada entre os líderes europeus para apagar o conceito do mapa não corresponde depois qualquer decisão política. Sobretudo porque há o entendimento de que quem der o primeiro passo não estará a patrocinar uma ruptura, mas sim a prejudicar os interesses estratégicos do país. Ou, dito de outra forma: se ninguém decide, por que carga d' água havemos nós de dar o primeiro passo?

 

... palavras... para quê???... Está na "moda"... por todo o MUNDO, lavado, limpo ou sujo, resmas e resmas de dinheiro para quem o rouba, s´proveita dos off shores ou não!!!... A honestidade era VERDE... veio um BURRO e comeu-a!!!... Enfim!!!... Sherpas!!!...

 

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