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23
Out08

... deixa-me rir... oh Pedro!!!...

sherpas

A PERGUNTA INDISCRETA E OUTRAS HISTÓRIAS


Pedro Lomba
Jurista - pedro.lomba@eui.eu

1Sábado passado esbarrei com um conhecido meu já não sei bem onde. Na taxonomia das amizades, os conhecidos ocupam um lugar intermédio. Não são estranhos que possamos ignorar. Mas não são mais do que isso: conhecidos. Vi que não tinha muito para lhe dizer. Por mais que me esforçasse, não me saía nada. E logo percebi porque é que eu estava ali em esforço meio-fundista à procura de uma frase e nada: os meus 15 minutos de conversa possível com o sujeito já tinham sido usados na primeira vez que nos vimos.

Andy Warhol antecipou uma vez que, na sociedade do espectáculo e da televisão, todos seríamos famosos por 15 minutos. Eu acrescento que todos teremos 15 minutos de conversa com cada ser humano que nos passar pela frente. Durante 15 minutos tornamo-nos especialistas em delicadezas, fazemos perguntas de conveniência, comentamos amenidades. E depois o tempo acaba. Ouvem-se os acordes de despedida enquanto alguém, talvez os dois, hesita em fazer a pergunta fundamental.

A pergunta fundamental é a pergunta indiscreta. Toda a amizade começa por uma pergunta indiscreta, uma pergunta que atiramos à outra pessoa, como um teste ou uma ousadia. A resposta é sempre uma incógnita. Às vezes, os nossos interlocutores sabem ser inteligentes e evasivos; outras vezes, dizem o mínimo que podem, por educação ou prudência. E, noutros casos ainda, reagem com dureza, provavelmente perplexos com tanta curiosidade.

Pouca coisa nos incomoda mais do que a indiscrição que não pedimos e não desejamos. Encaramo-la como informação a mais e esforçamo-nos por abortar à partida o que têm para nos dizer. Se os segredos dos outros nos oprimem, não é porque nos consideramos indignos desses segredos; o que pensamos é que os outros são indignos de nos ter como ouvintes. O risco da indiscrição forçada é pretender obrigar à amizade. Mas a amizade não é um dever. A amizade é um direito.

2. Sempre achei que o plagiador desafiava a norma da época. Quando hoje tudo se sabe ou pode saber, o plagiador é o optimista que espera que ninguém note. Na semana passada escrevi sobre o contrato de concessão do terminal de Alcântara que o Governo renovou há pouco tempo à Liscont/Mota-Engil. Eu fazia uma pergunta séria: se o Governo tinha a intenção de libertar a área ribeirinha dos caixotes portuários, porque é que decidiu renovar a concessão da Mota-Engil por mais 27 anos, oferecendo- -lhe de bandeja novos privilégios? No dia seguinte, verifico que o ex-dirigente do CDS e hoje membro da Nova Democracia Jorge Ferreira assinou um artigo no jornal online daquele partido plagiando quase integralmente o meu texto. Não sou esquisito. Mas, se não for pedir muito e só por brio, será que para a próxima também posso assinar?|

   ... in DN!!!...

 

   ... tal e qual!!!... Já agora... será que o Pedro pode assinar???... Plagiar... é muito feio!!!... Enfim!!!... Sherpas!!!...

 

... só cá!!!... Chiça!!!...

 

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