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... coisas do Sherpas!!!...

... comentários sobre tudo, sobre nada... imagens diversas, o que aprecio, críticas e aplausos, entre outras coisas mais!!!...

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06
Ago08

... as divagações do... tradutor alaranjado!!!...

sherpas

PODE SER QUE NÃO TARDE


Vasco Graça Moura
escritor

Para alguns jornalistas, comentadores e opinion makers, não tem pelos vistos grande importância que surjam riscos de violação da Constituição e muito menos que o Presidente da República se arvore em garante do nosso texto fundamental, dos mecanismos institucionais e do equilíbrio de poderes nele estabelecidos. E ainda menos importância têm nove ilhotas perdidas que dão pelo nome de Açores lá para as bandas do Atlântico Norte, a propósito de cujo estatuto a questão se levantou.

No tocante à comunicação social, não será difícil admitir que a reacção teria sido bem diferente, e até de entusiástico aplauso ao PR, se se tratasse da apreciação de um estatuto para a Madeira. Aí, as almas seriam lépidas a desabotoar o seu vasto patriotismo, dariam largas à manifestação dos seus enérgicos anticorpos quanto ao feudo do dr. Jardim e a voz havia de se lhes embargar de comoção indignada ao evocar o sacrossanto texto constitucional.

Um responsável açoriano, dizendo-se mandatado pelo PS para o efeito do que estava a debitar, advertiu mesmo de que de pouco valeria ao PR insistir no seu ponto de vista, pois todas as minudências que, no estatuto dos Açores, não tivessem sido objecto de crítica da parte do Tribunal Constitucional ficariam incólumes por vontade da maioria.

O homem não percebeu que o PR fez um aviso muito claro e cujo sentido vai muito mais longe do que o simples aceno com a possibilidade de um veto político. A desenhar-se como hipótese, essa anunciada reacção de insensibilidade da maioria socialista ao que poderia ser fundamento de um eventual veto político colocaria na calha outras questões. Nomeadamente a de saber se, antevendo-se com clareza a impossibilidade de garantir o respeito da Constituição por via desse mesmo veto, o PR não acabaria por ter de antecipar-se, lançando mão de outras figuras constitucionais e extraindo todas as consequências da situação em termos assaz desagradáveis para a maioria.

Veremos o que se passa, mas é pouco provável que Sócrates se atreva a afrontar o PR em matéria de tal importância. O PS lá terá de meter o rabinho entre as pernas.

Em todo o caso, e independentemente desta ordem de considerações, o coro que criticou Belém, glosando, em vários registos de conspícua originalidade, a fábula do mons parturiens, mostrou que a mesma comunicação social que se encarregou de avolumar as especulações e as expectativas quanto à comunicação presidencial, ao longo de todo o dia 31 de Julho, foi a que se revelou mais decepcionada.

No fundo, ela esperava que o PR tivesse "feito outra coisa" (leia-se: dissolvido o Parlamento). E mesmo fazendo acriticamente o jogo servil da maioria não deixava de ter consciência de que a realidade o justificava.

O Governo que temos não presta para nada. Mostra-o todos os dias, nos mais variados quadrantes e sob as mais variadas perspectivas. Tem falhado em tudo o que anuncia, estropiado tudo o que prevê, desgovernado quase sempre, escamoteado ou manipulado aspectos essenciais, vivido de sessões contínuas de propaganda verbosa numa chocante impunidade.

Com o Governo português, é assim: tudo bichas de rabiar e fogo de vistas, pandeiretas e coreografias de feira, efeitos efémeros a estralejar nos ares e depois não se fala mais nisso. Língua portuguesa ou acordo com a Embraer, exames de Matemática ou computadores para as crianças, conforme o momento que passa, nada significa uma acção real do Governo e tudo serve para a banha de cobra mediática.

Os media têm com que se ocupar durante dois ou três dias e na semana seguinte haverá mais pantominas semelhantes e notícias inconsistentes, além dos afogamentos nas praias, dos acidentes de viação, dos assaltos e dos tiroteios, das apreensões de droga e de armas, das agressões à polícia ou dos polícias que possuem caçadeiras de canos serrados e ainda por cima se sujeitam a que lhas tirem, com a compunção crónica do dr. Rui Pereira a debitar as falas inócuas e suaves do costume.

Afinal, até os adeptos e simpatizantes do PS estavam à espera de que o PR se resolvesse a enxotar esta gente do poleiro. Havia outras coisas e ainda não foi desta. Mas pode ser que não tarde.|

 

... in DN!!!...

 

... forte e... feio!!!... Pela raiva que se sente em cada palavra escrita, em cada parágrafo... no texto completo, quando enaltece o que não presta, abananado e intervenção de treta com tabús dum P.R. inclinado... mais me convenço que a COISA vai mal, lá p´rás bandas do laranjal!!!... Males passados, amanhanços desmedidos, governanças e fartanças, desnortes continuados... clube dos que buscam carreira ou vidinha boa, já foram, já não são!!!... No entanto... em Portugal tudo é possível, já nada digo!!!... Não gostei do "enxotar esta gente" tal como da "escumalha" do Sarko, pontapé indigno nas pessoas, em todo um País que votou!!!... Coisinha tonta... oh Vasco, óculos embaciados quiçá, recalcamentos, dinheiros que faltam!!!... É a vida... meu caro, em cima, em baixo, sem alternativa credível com a "velha" senhora que se esconde, não opina, aproveita qualquer deixa da presidência, toma hábito de clausura e quando "aventa" é como sabemos!!!... Há uma certa cautela, por parte dos que votam em consciência, em relação aos que se preocupam em demasia com os dinheiros da CGD, com as barras de ouro do Banco de Portugal, com o ensino privado que vai pifando, com a saúde de quem está doente, com os negócios que vão perdendo, d´arromba... quando gerem com desvios, CASOS recentes ainda!!!... Tenho pena!!!... Chiça!!!... Sherpas!!!...

 

... já não há "homens de sucesso garantido" ou... vão diminuindo, aos poucos???...

 

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