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... coisas do Sherpas!!!...

... comentários sobre tudo, sobre nada... imagens diversas, o que aprecio, críticas e aplausos, entre outras coisas mais!!!...

... coisas do Sherpas!!!...

... comentários sobre tudo, sobre nada... imagens diversas, o que aprecio, críticas e aplausos, entre outras coisas mais!!!...

18
Nov20

... dualidades esquisitas!!!... (ANTIGA )

sherpas

…dualidade esquisita, esta…a dos tempos modernos, quanto a religiões, quanto a políticas, quanto a saberes, quanto a indivíduos, pois então, os que prestam e…os que não prestam, simplesmente, sem mais!!!...Entrámos, por força da economia, num triste dilema, numa situação de impasse, de estagnação absoluta, de avanços e recuos, assumidos ou não, tal a indecisão…da figura primeira, mediática dos sete costados, demagogia pura, quanto a políticas experimentais, as que, muito a medo, ao invés, por vezes, com denodo, com arrojo… se arremessam para os cabeçalhos dos jornais, para os noticiários das televisões…para ver no que dá, com tremenda incúria, com espavento, irresponsavelmente, experimentação, quiçá!!!...

GENEVE 227

…maniqueus, arrivistas, quanto a religiões, quanto a políticas!!!... Ambições, mais que muitas, curtas vistas, pouca escolha, entre o bem, ou o bom, como entre o mal, ou o mau!!!... Maniqueísmo puro, simplista, irracional, nosso mal, mal do Mundo inteiro, quanto a fundos, quanto a dinheiros!!!... Aventesmas modernas, as que nos diminuem, as que nos espantam, as que nos atemorizam!!!... Mostrengos pouco diáfanos, quanto a sapiências, como excelências, com uma população, por inteiro, prostrada a seus pés, pouco críveis, dentro das suas extravagâncias iluminadas olhando, com sobranceria, uma multidão de ineptos…simples minudências, aparências descartáveis, pouco rentáveis, miragens, imagens difusas, obtusas!!!...

 

…tantos estudos, tantos pareceres, tantos colóquios, tantos manuais escritos, obras publicadas, valentes calhamaços, a nível País, a nível europeu, a nível mundial, sobre o mesmo, o de sempre…a economia, esta, a que anda pelas ruas da amargura!!!... Sumidades empoladas, com cátedra, sem serem mágicas, claro…com as suas mesinhas, com as suas tácticas, com os seus estratagemas, falando, divagando, uma e outra vez, quantas (???...), não sei, já lhes perdi o conto, sobre dinheiros, sobre milhões, sobre a dita… na industria, no comércio, no turismo, inseguros, incertos, pouco espertos…erram sempre, ou quase!!!... Quanto à agricultura, à pesca, já desistiram, com a integração, com os subsídios…sumiram, deixaram de existir!!!...

 

…é ouvi-los, quando… do alto da sua jactância, convencidos por completo, no que dizem, no que afirmam, pespegam opiniões absurdas, sobre o que desconhecem, o que ignoram porque, queiram ou não, não são, não sabem!!!... Cada um sabe de si, do seu ofício, da sua arte, da sua profissão e, quanto a mim…fica-se por aí, sem mais!!!... Sobre economia, como todos lidamos, um pouco, com dinheiros, poucos, simples tostões…é raro o que não tem, conhecimentos ligeiros, básicos, essenciais, nada mais!!!... Quem se orienta e sabe lidar com tostões, com um pouco de boa vontade e a devida oportunidade, também saberia, desde que se propusesse e tivesse oportunidade disso, mesmo sem pareceres alheios, lidar com milhões, milhares deles, pois então, sem tantos erros crassos, disparates profundos, desnortes completos, pouco ou nada…ecléticos!!!...

 

…o mal, o grande mal, reside nisso, precisamente, o de não darmos valor aos saberes dos outros, nas políticas, nas religiões, nas profissões, autênticos maniqueus, por mim ou…contra mim, arrivistas de trazer por casa, irracionais, nada mais!!!... Quantas vezes, a solução para os nossos males, não está nas mãos dos outros, de terceiros, de alheios…dentro das suas capacidades, amplas verdades, mais valias, diferentes das nossas, quando falhas, quando inoperantes, quando ineficazes, pouco capazes!!!... Cada um…vale por si, dentro dos seus conhecimentos, dentro das suas funções…por mais comezinhas que sejam!!!... Quando tenho problemas de canos, de torneiras, cá em casa…um canalizador, para mim, com os seus saberes, é um Senhor, sem favor!!!... Tal como um electricista que, ao me resolver situações relacionadas com a sua função, merece todo o meu respeito e…consideração!!!... Ponho neste pedestal, todos e cada um, desde mecânicos, passando por ferreiros, agricultores, professores, varredores, médicos, economistas, advogados, jardineiros e…políticos, quando capazes!!!...

 

…denego, rejeito, em qualquer arte, em qualquer profissão, o incompetente, irresponsável, o hipócrita, mentiroso, o falso, traiçoeiro, o arrivista, maniqueísta e…outros tantos, os assoberbados, convencidos e…deslumbrados, pobres coitados, bacocos, simplesmente!!!... A humildade é uma bênção imensa, qualidade, por excelência!!!... Mal dos que a não possuem!!!... Somos Deuses…na Terra, pena que, uns, se considerem mais que…outros!!!... Ninguém é de ninguém, todos somos de…todos, é evidente!!!...  Sherpas!!!...

17
Nov20

... no meu MUNDO!!!...

sherpas

no meu Mundo, meu caro, tão alongado… mui raro,

para os que, agora, começam...

tanta coisa boa, na vida, tenho pena, não conheçam,

20100904(082).jpg

pela idade, talvez, pela índole, pela deformação,

era uma vez...

noutros tempos, os de então!!!...

 

por tudo passei, tudo quis conhecer... fui evoluindo, não em revolução,

num ter de ser,

numa imposição, absurda…

não havia outra opção, era a ditadura, pura e dura!!!...

 

horizontes mui restritos, muitas proibições, poucos sonhos, ilusões,

meia dúzia de escolhidos,

carneirada, aos montões...

 

poucas coisas boas… na vida, uns copos, umas toiradas, futebóis e pouco mais,

uma Senhora de Fátima, uma reza, uma missa,

tratados como irracionais,

 

uma labareda apagada, que se não atiça, uma vida de nada,

uma tropa forçada,

uma guerra confusa, vida peada,… mais que obtusa!!!...

 

era o tempo dos machões, das “gajas”, objectos… simples nadas,

dos marialvas,

dos palavrões, das patuscadas, gentes pouco letradas,

 

dos valentes, coisas poucas, muita parra, pouca uva,

sombras passadas, loucas, que teimam, que persistem,

pelo teu caso… ainda existem!!!...

 

no meu Mundo, também teu, no presente, no que vivemos

quero que existam coisas boas, um céu,

acreditando, no que cremos...

 

respeitando os diferentes, sendo iguais, quanto a género, sem gajas... mais que aviltadas,

honestas, sérias, decentes,

assim penso, assim espero, sem serem, sequer, abusadas!!!...

 

ouvir o gargalhar duma criança, feliz… num contentamento,

num futuro, numa esperança,

sem miséria, acometimento,

 

sem choro, raiva, lamento, num equilíbrio mais apurado,

com justiça, sem distinção... castigando o culpado,

compreendendo, dando perdão!!!...

 

saúde, ensino, educação, oportunidades a rodos,

por aqui, por todo o lado, segurança, devoção, respeito máximo… por todos,

sem baixezas, sem desprezados!!!...

 

o meu Mundo, meu caro, tão diverso, tão raro, com as coisas boas da vida,

para os que começam agora, é obrigação… por nós sentida,

antes que nos vamos embora!!!...

 

fácil de entender, espero, aguardo… expectante,

é aquilo que eu quero,

desde sempre, de muito antes!!!... Sherpas!!!...

11
Nov20

... tanto se tem falado sobre fado!!!...

sherpas

… tanto se tem falado sobre fado, tanto se tem cantado, por tanto lado,

sempre foi choro, lamento, destino...

mais picado, repicado… um desatino,

DSC04063

música brejeira, de pasmar... quantos o cantaram, por amor, com sentimento,

musas de antanho, fadistas com jeito,

que bem o souberam entoar,

 

enlevo, dor profunda, cá de dentro, canção nacional, sem defeito,

engrandecida pelo Marceneiro...

pela Severa, pela Dona Amália, fado corrido, da Mouraria, fado menor,

fado canalha, fado gingão, fado dinheiro, fado embuçado, da fidalguia,

 

fado torcido, fado avinhado… um pormenor,

fado Lisboa, cantado à toa, fado Coimbra, fado boémio, fado maior!!!...

 

… fado sentido, fado triste, de embalar, fado guitarra, com alma, com garra,

fado da noite, fado de cantar,

fado dos copos, fado da farra...

 

fado destino, fado velhinho, fado saudade, quanta vileza, quanta verdade,

quanta partida, na hora da despedida,

fado desgosto, lacuna, realidade...

 

fado dum Povo, que chora…cantando, fado fadista, arrivista, louco,

fado de artista, que zomba, sonhando,

com tudo, com pouco, notas soltas, arrastadas, ao despique!!!... Sherpas!!!...

10
Nov20

... gosto de coisas simples!!!...

sherpas

… gosto de coisas simples, pela beleza que contêm,

não complexas, humildes...

quando nos chegam, advêm,

image.jpeg

sem subterfúgios, sem rodeios, palavras claras, sem enleios,

vindas de fonte segura...

ruminadas, criadas, a jorros, com fartura,

 

almas abertas, puras, dadas, numa conversada, não calculada,

num rodopio de sons, sorrisos...

numa proximidade conquistada,

 

sem outros objectivos,

escondidos, imprecisos, muitas vezes… disfarçados,

mais que congeminados!!!...

 

… falar, olhos nos olhos, como somos, como sabemos,

sem mistelas, sem abrolhos...

dizendo tudo que queremos,

 

levados pela corrente, no seio da minha gente,

falando até às tantas...

tal como, quando crianças,

 

inocentes, umas canduras, interlocutores que nos ouvem,

que nos contestam, respondem,

com saberes deles próprios, originais, impecáveis, sem dissonâncias, desacertos,

sem constrangimentos… apertos!!!...

 

… não, faz-de-conta constante, não, elitismo balofo,

respeitando o semelhante,

não, mostrando a bagagem, citando, com exagero,

sem arte, sem esmero,

 

como vejo, de passagem, quando leio, logo me aparto,

de enjoado, descarto...

não aprecio, quem rebusca, quem ousa, vasculha, empurra,

 

gente, por vezes, patusca... que tanto mostra, tanto atulha,

mostrando sapiências rotundas, sobre genes, sobre amibas, sobre teorias quânticas,

sobre filosofias e sonhos, sobre génios e imbecis,

 

com sentenças bem antigas, pensadores de coisas alheias,

complicadas, já falidas...

bases sólidas com que alteias, comportamentos, fadigas,

 

decifras, investigas, palavras doutros, amigas,

quando te distancias, te ergues, sobressaindo,

fazendo de conta, fingindo...

 

nomeando os que nomeias, num arrevesado constante,

pedantismo, bem assumido,

numa conversa, complexa, mui truncada, avessa,

aos que conversam… comigo!!!...

 

… gosto de descomplicar, ser igual, comparar, estar ao nível do humilde,

do que trago sempre comigo,

com quem gosto de falar, olhos, nos olhos, como deve,

de amigo, para amigo,

 

sem jactâncias, sem abrolhos, daquilo que nos concerne, sem mistérios, sem alucinações,

sem enganos, mistificações...

sem ínfimas discrepâncias, como sou… sem destempero,

com acerto, com esmero!!!... Sherpas!!!...

08
Nov20

... são más recordações!!!...

sherpas

… são más recordações, momentos passados,

revisitados...

cúmulo de emoções, estranha sensação de quem já viveu, defuntos que voltam quando se olham,

quando se choram,

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tempos que soltam, espectáculos que exibem, imagens que assolam,

histórias que fingem, memória da mata, picada de medo, coluna serpenteante,

tropas à força, petardo que soa, rebentamento... estilhaços que passam,

 

corpos que caem, tiros repetidos, gritos,

gemidos,

sangue que jorra, membros decepados... olhos com raiva, pedaços virados,

 

incomodados, longe de tudo, pobres soldados, párias do Mundo, arma na mão,

ombro no ombro, camaradagem tão sólida, pedra na estrada,

lama que atola, suor que gela... arrepios por nada,

 

receios encrespados, destinos tão tristes, mãe que se recorda, anos de escola, amigos de então,

estendidos no chão...

ouvidos despertos, corpos cobertos, camuflado em acção, disfarces tão pertos,

 

hordas enormes... são brancos, são pretos,

são gritos, aflição,

 

não é diversão, foram cenas de pranto, desencantos na guerra,

longe da terra...

folhagem tão densa, tão pouco se pensa, com arma na mão, soldados sem raiva,

 

dever, obrigação, mente de Pátria ofendida,

luta pela vida,

estendidos no chão... choro, reza, perdão,

 

convulsão, lágrima escondida, espectáculo que mostra, esconde, diverte,

ocasião,

renega, perverte!!!... Sherpas!!!...

08
Nov20

... como bando de galinhas...

sherpas

… como bando de galinhas alvoroçadas, em galinheiro assolado, invadido,

perante raposa voraz, gulosa,

agressora famélica, atenta, desperta, com esvoaçares de asas, debandadas,

cacarejar aflito, repetido,

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de galo, contristado, diminuído, ave possante, bem formosa,

que se esconde, não se afecta...

deixando o poiso, local de alerta,

 

inchado, colorido, vaidoso, com cantares de vitorioso,

em tempos de acalmia, perante as pobres,

tão isolado, encolhido, quanto te isolas… enquanto sofres!!!...

 

… adversário bem forte, pela frente, sentindo garras, sentindo dente,

nervoso, inseguro, como galinha, bico caído, baixinho,

enrolado com elas, como uma pinha,

 

temeroso, num cantinho, galinheiro que se agita, formigueiro,

bicharada alvoroçada...

raposa gulosa, matreira, faminta, animal feroz, que se agita,

 

olhando de soslaio, com pinta, uma e outra vítima,

saboreando, com deleite, o banquete...

muito antes, porque se antecede,

 

com gozo, um primor,

fazendo sofrer, sem dor, galo e galinhas,

juntos… como pinhas!!!...

 

… galinheiro pacato, com galo, de rompante, com estalo,

algazarra, confusão, raposa ou raposão...

como fábula, já contada, quebra do remanso, da ilusão,

 

fuga precipitada, cacarejares vários,

doutros galos, de galinhas diversas...

com precipitação, com pressas,

 

asas que se agitam, que se enfunam, aves que temem, que fogem,

que se apinham...

que se congregam, afundam, umas nas outras, que rinham,

 

diminuídas, confundidas,

espavoridas… muito antes de feridas!!!...

 

… não há escape, não há saída, força de bloqueio imponente,

é o fim de toda uma vida,

na boca aberta, no dente...

 

da raposa gulosa, voraz, matreira, sem apelação,

sem guarda alerta, galo capão,

enrodilhado a um canto, nervoso, agastado,

vencido, desencanto,

capoeira avassalada… triste fado!!!... Sherpas!!!...

07
Nov20

... abençoados... os simples!!!...

sherpas

... no seu pequeno MUNDO, era feliz, sorrindo, bom agrado, entre vulgares,

e, o tempo passa,

tão diferente, como gente, todos lhe achavam graça,

como quem diz...

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não lhe levavam a mal, aceitavam-no, fazia parte, naquele sítio, em qualquer local,

quase ex-libris daquela urbe,

ave à solta, em liberdade... na sua cidade,

 

uma referência incontornável, tão perdido, tão confuso,

tão inocente, para a família, uma consternação,

andava de mão em mão...

 

nas ruas que percorria, com sorriso alargado,

não levava a mal, vivia o seu sonho,

não o lembro tristonho...

 

uma alma distinta, fazia parte, sendo pouco, não era louco,

alguma esperteza, resposta rápida,

adolescente, ainda...

 

franzino, ágil, irrequieto, olhos abertos, desejoso, tendo nada, rua comprida,

lojas abertas, entrava, saía,

depois, depois... lá ia,

parte incerta, alguma casa, porta aberta, onde comia, descansava,

dormia,

 

sem escolaridade, foi crescendo, brincando, correndo, linguarejar confuso,

ladino, da vida, mui profuso...

tudo o maravilhava, observando, guardando,

conhecimento que buscava, andando, andando,

 

sorrindo, sendo aceite, fazendo parte, sendo enfeite,

elemento com falhas,

entre vulgares, tão puro, sem gralhas,

alguns monossílabos, apenas... pardal sem penas,

 

muitas agruras, consternação, na família, profunda aceitação,

era mais um, na povoação...

 

diversão sem fim, sua opção, almas simples, tão puras,

fazia parte, quase ex-libris,

como quem diz...

 

por vezes, quase sem querer, alguma contradição

no seu pequeno viver, algo que o machucava...

transmutava-se por completo, barafustava, gesticulava,

 

produzia sons, palavras ininteligíveis,

fazia coisas incríveis...

causava estragos, bradava aos céus, perante impotência que sentia,

tristonho, carrancudo, ia-se-lhe a alegria,

 

ficávamos incréus, estranhávamos, sentiamos, também,

diligente, como mãe, surgia, condoída...

olháva-nos de frente, criança bem protegida,

 

lá ia, para casa,

pardal sem penas... debaixo da asa,

 

depois, mais tarde, aparecia como se nada tivesse acontecido,

vivendo a cidade...

vivendo o seu sonho, grande sorriso, muita alegria, outro dia,

outra verdade,

 

passaram-se anos, adolescente, ainda, deixou de aparecer,

quase ex-libris da urbe,

inocência entre enganos... algumas graçolas, gastando botas,

enquanto percorria seus cantos, recantos,

 

suas maravilhas, ilusões tão grandes,

alma pequena, simples, entre normais,

carinho dos pais...

 

desgosto imenso, lembro, quando penso,

partiu, em sossego...

sem gritos, sem medo,

 

povoado mais triste, reino tão GRANDE, domínio futuro,

igual, como os outros, abençoado, na certa,

mente mais desperta...

 

certamente, risonho,

juntinho a seu sonho!!!... Sherpas!!!...

07
Nov20

... parece ter sido ontem!!!...

sherpas

… parece ter sido ontem, a jantarada,

éramos bastantes, mais jovens em idade, em número,

num dia comemorativo, despedida, pretexto… por nada,

não sei bem qual a razão, indiferente, o género,

solteiros, casados, homens, mulheres,

num local determinado, restaurante com quintalão,

numa noite quente, de Verão,

união na vontade, nos quereres,

DSC09841

na hora aprazada, lá estávamos,

comemos, bebemos, rimos… por tudo, por nada,

 

o tempo foi passando, falámos, recordámos,

o jantar foi quase banquete, sem fim, sem término,

arrastou-se até às tantas, entrou pela madrugada,

cá fora, naquele espaço, no quintalão, estava fresquinho!!!...

 

… alguém se lembrou duns amigos, foliões e fadistas,

vai daí, num repente, numa decisão súbita,

agarrou no carro, foi buscá-los… aos artistas,

sem apresentação prévia, surgiram à vista,

 

ar de gingões, com guitarras, sorridentes,

habituados que estavam àqueles eventos,

dedilharam uns acordes, afinaram as vozes, contentes,

deram um ar de mistério, com os seus acordes, momentos,

ficámos parados, com os copos nas mãos, pensativos, atentos,

tudo mudou, interiorizámos, calados,

fomos ouvindo fados lânguidos, arrastados,

 

letras já conhecidas, entoadas por todos, baixinho,

unidos no sentimento, no fado, na canção,

éramos tantos, bebericando cerveja, provando o vinho,

esquecido o jantar, já banquete… de prolongado!!!...

 

… horas mortas, não perdidas, no quintalão,

magia no ar, comunhão plena por todo o lado,

olhares embevecidos, já esquecidos… conduzidos,

pelos acordes, pelos fados, pelos artistas,

grandes, completos fadistas,

 

com reportório vasto, bem produzidos,

alentejanos dos sete costados,

duma aldeia próxima, ali ao lado,

nestas andanças, mais que habituados,

veio o passarinho, às tantas da madrugada,

outras modas mais brejeiras, cantares nossos, lamentos,

todos juntos, em uníssono, de improviso… uma desgarrada!!!...

 

… o tempo ia passando, noite mais aprazível, mais frescos,

brisas saborosas, agradáveis, no meio de tanta gargalhada,

com fados, com cantares alentejanos, depois da jantarada,

 

do banquete, pela idade, pelo número, pelas comidas e bebidas,

horas sentidas, bem vividas… não perdidas, nunca esquecidas!!!... Sherpas!!!...

06
Nov20

... o LOBO e... o PEDRO!!!...

sherpas

… gosto de “estória” antiga, tirar conclusão, depois de lida,
bem digerida,
exemplo de vida, ilusão,

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moral de quem a engendrou, tradição que ficou, repetida,
tão contada,
ouvida...

mencionada, por tudo, por nada, comparação, em todo o MUNDO,
quanta lembrança,
como... quando criança,

tenho feito, com outras, agora, pela circunstância, quanto defeito,
mais recordo, ainda, velhinha, qual MATUSALÉM,
de pais para filhos, retoque, aperfeiçoamento,
neste “mundilho” de lamento...
mais aquém, mais além, “cadilhos”

pendência d´outrora que vai embora,
esvanece, trata como insignificância,
perde valência...
tão abaixo da excelência, minudência,
quase esquece, imensa teia, franja, parca,
sem importância,

eram muitos no povoado, serrano, agreste, todos, com seu bocado,
algum gado...
predominantemente ovelhas, todas juntas, cordeiros, vulgares, badanas,
novas, velhas, não m´enganas, arrebanhas,

precisão, quando nos chamas,
conduzes... ocasião,

comunitário, entregue ao cuidado de um que outro rapaz, novo, vida airada,
deslizava,
sem preocupação... grande cajado,

cão, como companheiro, fero lobo,
temido adversário assim cuidava... quem calhava,

lá se iam revezando, entendendo, guardando, até que, por pirraça, algum descuido,
já conhecido...
convicto brincalhão, sua queda, sua raça, de seu nome Pedro, o eloquente,
pouquinha gente,

travesso, incompetente, ficou de guarda ao rebanho,
quanto engano...

no alto daquela serra, povoléu na sua lide, fazendo pela vida, na horta, na casa,
no estábulo, na conversa costumeira,
no sol que s´apanha...
no cigarro com que se deleita,

na roupa que s´enxuga, na mama que se dá, puxa que não puxa, bola que ciranda,
de lá, para cá, rotina,
conversa mole... quase à tardinha,

que vem o LOBO, que vem o LOBO, um vozeirão
alvoroça o POVO...
amesquinha aldeão,

estremece a família, gera confusão, provoca antipatia,
do alto daquela serra, com intenção, não se cansava, repetia,
que vem o LOBO, que vem o LOBO,
tão perverso, entoava,
escondido por pedregulho...

quanto engulho, manha, mentira,
olhava para tanta aflição...
insensível, enquanto atirava maldição,

esbaforidos, velhos, novos, pequenos, também,
homens, mulheres,
tachos, panelas, colheres...

foram mais além, com pedras, paus, foices, martelos, varas retorcidas,
caras fechadas, enlouquecidas...
olhavam, olhavam, não viam nada,
rebanho pastava,

sonora gargalhada, mentiroso brincalhão,
rebolando-se no chão...
ria, ria, ria, provocando antipatia,

os dias passaram, revezavam-se as vezes,
esqueciam-se as fezes...
a rotina regressava, a senhora lavava,
o homem lavrava,

os mais novos, brincavam, puxa daqui, puxa d´acolá,
de lá para cá, de cá para lá...
normalidade no aldeamento, na serra agreste, rebanho de todos,
tão simples, tão tolos,

que vem o LOBO, que vem o LOBO, repetiu-se a cena,
esforço inaudito,
povoléu aflito...

ganância de todos, fúria desmedida,
aí vai, encosta arriba...
quando chegados, outra partida,

risos, gargalhares, enfados, esgares,
costas curvas, suaves arfares,
tristonhos, perante…

dengoso pedante, mentiroso activo,
tratante…
cativo,

mentira tão dura... perdura, perdura,
escarnece de ser vivo, patrício, na certa,
que prémio, oferta (?)

mais tarde, tentou, gritou, gritou,
que vem o LOBO, que vem o LOBO, mau cariz,
refocilante, perto de si, junto a seu nariz...

abatendo ovelhas, matando, com ímpeto, rasgando vestes do Pedro,
um que outro arranhão, que vem o LOBO, que vem o LOBO,
no vale, o POVO, olhava, fingia que não ouvia,
não ligava, sequer, o LOBO zurzia,
matava, comia…

quem conta um conto... aumenta-lhe um ponto,

não serviu d´emenda ao mentiroso, rumoreia-se na aldeia, em surdina,
que quando mais novo,
num clube restrito, não foi LOBO,
foi lobito...

encontrava-se c´a fera, dizem… em recôndita gruta,
períodos repetidos,
mentiras, ditos...

partidas, chalaças, outras trapaças, pratinhos do dia,
vera simpatia...

episódios na serra, abatimento com vítimas, consequências gravosas,
cenas mentirosas...
lamentos, mortes, de facto, um caso, outro caso,
não raro,

contínuo prejuízo, ruído, arranhões, sustos, alguns encontrões,
muitos milhões...
estratégia, concerto,
miséria, defesa d´amigos tão íntimos,
puro acerto,

indiferentes a aflitos, com gritos,
com gritos…   Sherpas!!!...

04
Nov20

... imitando a maior democracia do Mundo???... (antiga)

sherpas

…no dia cinco de Outubro, pois então, o da comemoração da implantação da República Portuguesa, mais uma vez… bato na tecla, tentando alertar os mais jovens, os que irão herdar as asneiras feitas, as instabilidades provocadas, as ganâncias exacerbadas de alguns, com grave prejuízo dos ditos, pelos vistos!!!...

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… não somos americanos, nem parecidos, sequer… muito originais, diferentes, povo antigo, independente, vai para nove séculos, claro!!!...

 

…porque raio os havemos de imitar???... Se fosse o contrário, vá que não vá!!!...

 

… imitando a maior democracia do Mundo, pois então… no pior e no melhor, mostrando o que somos, (???...) o que pretendemos, (???...) mistificando propositadamente, fazendo de conta que… não conta, o feito, quando desfeito, sem préstimo, sem sumo, políticas cometidas, ainda há pouco, com péssimos resultados na vida de cada um, fazendo crer que, sendo absolutamente iguais ao passado, agora, somos diferentes, botando discursos de convencimento, dando espectáculo com tambores, com fanfarras, com músicos em voga, com idas à pesca, em barcaça reduzida, periclitante, grande gesto, num acto de coragem, fazendo das tripas, coração… tal como o outro, noutras autárquicas passadas, quando mergulhou nas águas poluídas do Tejo!!!...

 

São assim, sempre assim foram!!!... Não esclarecem, não mostram, não cumprem, não justificam, não são transparentes, não são líderes com liderança inflexíveis, não comparecem em certos locais, autênticos lodaçais de promiscuidades e corrupções, não chamam a atenção para os desbocados, não puxam as orelhas aos militantes malcriados, não os impedem de chafurdar, ainda mais, na porcaria que originaram, que mantêm, que todos conhecemos!!!... É uma democracia à Americana, uma chicana, uma série de bandeiras que se agitam, uma mão cheia de palermices, uma luta frenética, insensata, um balúrdio de massa que se gasta, sorrisos sacanas, beijinhos que se espalham, espicaçares e picardias… uma graça, uma demagogia barata, um populismo tremendo, sem emenda, sem seriedade, sem verdade!!!...

 

É a política, são os políticos… é toda uma populaça que se arrasta, que se convence, que se deixa ir, mais uma vez, mergulhada na ignorância, escolhendo o mais valente, o menos indicado, por vezes, esquecendo o que lhe fazem, uma e outra vez!!!...

 

… somos o que temos, temos o que somos… pelos políticos que mantemos, infelizmente!!!... Tempos modernos que permitem arguidos em processos, enrolados em desvios de dinheiros, participarem na campanha, como se nada!!!... Ganhadores, segundo as tais sondagens que fazem… os média deste País, grandes culpados da estupidificação geral, porque inclinados, tal como eu, como tantos, afinal!!!... Reconheço que não será este o melhor caminho!!!... Culpo-me, também!!!...

 

… quando chegará o dia da mudança, da que se aguarda, da que virá alterar as condições de vida das pessoas, sem mentiras, nem logros???... Pergunta que me faço, para a qual… não obtenho resposta, por enquanto!!!... Lá vão entoando hinos e canções, provocando estardalhaço, distribuindo beijos e abraços, algumas rosas, isqueiros e canetas, dando show gratuito, fazendo de conta que não é nada com eles… a triste situação em que nos encontramos, cada vez mais tesos e tristes, depressivos, sem perspectivas de mudança, a curto prazo!!!...

 

A juventude, na hora da verdade, quando necessitam do primeiro emprego… lá se vai apercebendo que a vidinha não é bem um mar de rosas, como pensava, quando em concertos, em bares e discotecas, com bejecas ou shots, meio embriagadotes, com almas gémeas, para se completar, em caso de necessidades biológicas, sexuais e outras que tais, em casa dos pais, com a carteira dos ditos, no banco dos mesmos!!!... Escandalizam, barafustam, entram em si, vão a todas as manifs, tornam-se participativos… embora na hora tardia!!!... Coisa de cotas, anitos anteriores, ainda novatos, de vida airada!!!... Não ligavam a políticas, não conheciam políticos… quanto engano!!!... Certo é que os referidos, na sua ausência, na sua indiferença… fizeram-lhes a pavana, estragaram-lhes a vida!!!... Vida é política, políticos somos todos, independentes, indiferentes, filiados ou não, com… ou sem inclinação!!!...

 

… se esclarecidos, devidamente alertados, mais dados e abertos para o que nos rodeia… quiçá, mais difícil se tornaria, aos profissionais, aos partidos e seus quadros, os bem forrados… manipular o nosso cantinho, como bem entendem, como pretendem, só no período de campanha, pelo voto, pela vitória, pelo posicionamento!!!... A partir daí, como sabemos, vai sendo hábito… viram-nos as costas, como sempre!!!...

 

Tão pouco haveria arguidos, nestas andanças, se a sociedade fosse mais exigente com esta gente!!!... As modernices não se resumem a uma série de… palermices!!!... Vai sendo tempo!!!... Nós, os eleitores, temos os pássaros na mão e de acordo com a Constituição da República Portuguesa, as coisas não vão como deviam ir… levam muitos maus jeitos, defeitos de espantar, não respeitam o instituído, o legislado!!!... Sherpas!!!...

03
Nov20

... estendidos no chão!!!... (antiga)

sherpas

E vós, ó bem nascida segurança… da Lusitana antígua liberdade…

… vindo da sua residência privada, numa pressa, bem acomodado na sua viatura de topo, espelhada… com aquele cheirinho a couro, refastelado nos assentos de trás, com chauffeur apropriado, rememorando a jantarada de ontem no meio daquela gentalha forrada, num hotel de classe superior, como gosta… tal como a roupa que usa, último grito, um primor, sentindo-se centro de todas as atenções!!!... Maravilha!!!… Quando ainda dava os primeiros passos no mundilho da política, ainda com alguma ideologia, já desfeita, agora mais real e concreta, pouco aberta… neste Portugal repleto de falatórios e invejas, desconfiado e desconfiando sempre, contente do seu papel que lhe caía bem… quem lhe diria que, tal aconteceria!!!...

DSC04103.JPG

E vós, ó bem nascida segurança… da Lusitana antígua liberdade…

 

… sombra móvel, rápida e segura, bem escura, reluzente, sem dar por nada, avenida acima, escoltada, avenida abaixo, noutros sentidos!!!... Quando assim vai não costuma olhar, sequer… para os esquecidos, para os pobres mortais, para os vulgares, de pé… junto a um café, estendidos no chão, sentados num jardim, encostados a uma porta, desempregados, deitados e sem objectivos definidos, andando de cá para lá, numa azáfama constante, ganhando quase nada, tirando para a bucha e… pouco mais!!!... Portuguesinhos pequeninos, seus súbditos… pensava, como se fora rei, quase monarca passado, pela maioria que lhe tinham ofertado aquando das eleições, sem preocupações… para isso tinha uma quantidade exagerada de assessores, de pensadores, de escrevinhadores de discursos, de conselheiros sempre ao jeito e… em último caso, tinha todo um partido, assim tinha ficado determinado no Fórum em que botara palavra, em que os tinha convencido, mais uma vez!!!...

 

E vós, ó bem nascida segurança… da Lusitana antígua liberdade…

 

… enquanto pensa na reunião, nos discursos tão elevados, lá em cima, no pavilhão frente a plateia de estadão, gentes finas, refinadas, assistência que se prevê, mais uma vez sorri, enaltecido com ele próprio, nada preocupado com aquelas moscas ou moscardos, à volta do que se vê, quando se crê centro de tanta atenção!!!… Que estadão, que situação de privilégio, já pensando na voltinha que irá dar a um grande País do Oriente, tratado com todas as deferências, sorrindo, sorrindo sempre… bem envolvido pelos que pensam por ele, que estão sempre com ele, que o trazem ao colo, que o orientam, que lhe sopram aos ouvidos todos e quaisquer ruídos, que lhe ventilam opiniões, que lhe tratam das questões fáceis ou difíceis, que o preparam na hora, que o posicionam quanto a ângulo mais favorável por causa do boneco que há-de aparecer nas televisões, quanto a respostas que há-de dar depois de sabidas as… perguntas, todas juntas ou aos poucos, logo se verá, na altura!!!...

 

Vós, poderoso Rei, cujo alto Império… o Sol, logo em nascendo, vê primeiro…

 

… por agora, que jubilo, que emoção, ali ao lado, de passagem… enrolados em papelão,

manta suja, já rota, negação de quem não é, coisa pouca, vencidos, vulneráveis, esquecidos, quase transparentes pelas penúrias, neles… seu olhar não se detém, outras gentes, sem dinheiro, sem vintém, deitados no chão… rendidos!!!... Nunca viu um ministro andando a pé, falando com um indigente, com um mendigo ou… sentado na mesa dum café, frente a pessoas vulgares, misturado, sem seguranças, bem longe das contradanças, dos folclores concertados, das palmas, dos foguetórios, dos hotéis com tantas estrelas, dos negócios congeminados, das inaugurações, envoltórios, das câmaras das muitas telas… ia pensando enquanto se ia dirigindo para o seu destino!!!... Como chefe de todos os ministros fazia o seu papel, um regalo, doce sabor, que vigor… quando rodeado pelos parasitas que o alimentam, pelas vaidades que o aumentam, pelas mordomias que ostenta, quando intenta governar, assessorado pelos bem pagos, tão longe da realidade, dando a cara… fazendo de conta, na hora!!!...

 

Vós, poderoso Rei, cujo alto Império… o Sol, logo em nascendo, vê primeiro…

 

… fazem figura de parvos, quando se manifestam, quando gritam, quando esbracejam, quando cantam seus desvarios, quando passam, bem longe da crua verdade, esfomeados amalgamados, os esquecidos… mais que vencidos!!!... Vezes por outras, quando se excedem… incomodam, um facto!!!... O outro lado da moeda, coisa que se leva de vencida com mais uma promessa adequada, ligeiramente disfarçada, mantendo o tom, mantendo o dom, mantendo a mordomia em que se encontra, mais o parceiro com quem se reúne semanalmente, muito igual e distanciado do simples mortal, sua referência… entre outras já passadas!!!...

 

Vós, poderoso Rei, cujo alto Império… o Sol, logo em nascendo, vê primeiro…

 

… eles aí vão, com buzinas que avisam… vai passando a excelência, com exigência, com urgência, calcando terreno que pisam, pensando, com determinação, naquela reunião, na câmara de televisão, na tirada de momento!!!… Que deleite, que gozo desmesurado, dinheiro tão bem aplicado em proveito dele, dos seus companheiros de governação, do seu entorno, no dos outros como ele, mais milhão, menos milhão, junto aos endinheirados, multidão dos acostumados, não ligando aos postos de lado, estendidos no chão, ali, naquele canto, rua paralela à avenida, sem trela, pior tratados do que um cão, vida de grande desencanto, com cama de papelão, lençol de papel de imprensa, que se não avalia, não pensa, cobertor roto e sujo, pertença de quem nada possui, não tem, nem dinheiro, nem vintém!!!... A culpa não me pertence, pensava… sempre assim foi e, pelos vistos… continuará!!!...

 

Vereis amor da pátria, não movido… de prêmio vil, mas alto e quase eterno

 

… pelos pobres, pelos miseráveis se avalia um País, mesmo este, o que se contradiz, penso eu enquanto o vejo passar no carrinho de serviço, BMW de topo acabadinho de estrear, é norma, é habitual, só ligam quando precisam, depois… passam sem olhar, tão pouco!!!... Esqueçamo-nos dos mais notáveis, dos que progrediram, enriqueceram, dos que, bem sucedidos na vida a levaram de vencida, dos que acumularam, não deram, juntaram mais e mais, se fizeram mais iguais, se alcandoraram, por portas travessas, às recuas, às avessas, por caminhos tortuosos, ínvios… a Poderes incomensuráveis, influenciados por influências, tenebroso Mundo das excelências, manigâncias inacreditáveis!!!... Esqueçamo-los por um momento, penso eu… enquanto o vejo passar, façamos outro pensamento, lembremos os… miseráveis, os que dormem no chão, sobre um cartão, num portal, cobertos por papel de jornal, os que estendem a mão quando pedem um tostão, sem teres, pobres que são… quando os olho, com comiseração!!!...

 

Vereis amor da pátria, não movido… de prêmio vil, mas alto e quase eterno

 

… penso que também são Nação, gostaria que os nossos governantes quando passam sem olhar, parassem, descessem do carrão e pusessem os pés no chão, olhassem nos olhos os que são o… inverso dos felizardos, todos bem posicionados, essa gente rejeitada e tosca, gente miserável e infeliz que existe, que aumenta, que dá nas vistas, é que… por eles, se avalia um País, mesmo quando se contradiz!!!... Penso que, com as políticas que se praticam na União Europeia, estes restos que se acumulam por cá, os miseráveis, por lá… em qualquer País da dita, se avolumam a olhos vistos, pelo capitalismo selvagem que se pratica, pelo desemprego que aumenta, pela classe média que desaparece, pela lei da selva que se implementou, pelo triste exemplo que se buscou, do lado de lá do charco!!!... Pobreza envergonhada vai aumentando, miséria que se não disfarça, que dá nas vistas… pelo que ouvi, pelo que tenho lido, soma e segue, uns larguíssimos milhões de estendidos no chão, suplicantes, mendicantes!!!... Para onde te encaminhas… Europa Social???... Dá que pensar!!!... Sherpas!!!...

01
Nov20

... ensopado de borrego!!!...

sherpas

ribatejo 037.jpg

…mesa alongada, tosca, bancos corridos, conversas,

ao lume, gato que se enrosca,

lugares vazios, tripeças,

 

petisquinhos vários, queijos, paios, azeitonas,

copos, jarros, na mesa…nos armários,

pipas altas, enormes, matronas,

 

presenças de destaque, no lagar, um sussurro, um cantar,

um sorriso, uma gargalhada,

um dito, uma fumarada...

 

cigarros que se acendem, se apagam, copo que se entorna, que escorre,

ensopado que aparece, odores que se espalham,

tumulto que se acalma…que ocorre ???...

 

tempo de degustação, sabores,

males que se afastam, olores...

momentos, silêncios, instantes, barulhos, cantares,

tanto agora, como dantes!!!...

 

…ensopado de borrego, na altura, no tempo da erva fresca, na Primavera,

pelo Alentejo, bênção, gostosura,

com tinto da região, o que se espera,

 

sabor, cheiro, paladar, supremo manjar, carnes tenras, saborosas, borregos jovens...

perdição dos Deuses, requinte dos homens,

 

um dos pratos apreciados, degustados, neste recanto do Paraíso,

com sabor a cravinho, um cadinho, com pão escuro…um aviso, alentejano,

batatinhas, aos bocados, bem quentinho,

 

uma lareira bem à vista, acesa, fulgurante,

num recanto,

faz deslizar o vinho, faz-nos sentir…um encanto,

 

um gozo no viver, no conviver, partilhando nossos sentires,

nossas vidas, nossos prazeres, surgindo, por vezes, o canto,

arrastado, pausado, em comunhão,

esquecendo o choro…o pranto,

 

em união, por momentos, por instantes,

tal como antes...

numa fraterna almoçarada, num jantar, num petisco, numa adega, num lagar,

 

num pretexto, conjugação de vontades,

emoção… só visto,

amálgama de desejos, dores, sofrimentos, beijos,

 

encarnação de tantas verdades, sentados à mesa, com um copo,

com um canto,

com ensopado de borrego, lareira, num recanto,

satisfação…enlevo!!!... Sherpas!!!...

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