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... coisas do Sherpas!!!...

... comentários sobre tudo, sobre nada... imagens diversas, o que aprecio, críticas e aplausos, entre outras coisas mais!!!...

... coisas do Sherpas!!!...

... comentários sobre tudo, sobre nada... imagens diversas, o que aprecio, críticas e aplausos, entre outras coisas mais!!!...

29
Jul10

... todos diferentes???...

sherpas

 

...a farra, a grande farra, para alguns, uma pequena percentagem, continua, vai de vento em popa, beneficiando os que sempre se beneficiaram e, em bom juízo, até não precisavam de mais... para quê tantos castelos na areia quando se possui uma só vida e ela, a vida, é tão curta???... Porque não reduzir as ganâncias e tentar equilibrar as diferenças, tão grandes, entre os bem situados na vida e...os que vegetam, os que quase não podem sobreviver, tão magra é a reforma ou o vencimento, quando o têm, claro... porque não acabar com a farra, a grande farra escandalosa que se vai vivendo por este País com uma total indiferença perante os que nada ou pouco têm???... Cada vez mais nos assemelhamos ao Triunfo dos Porcos, ( todos iguais mas, uns mais...). Tão iguais que nós somos, tão diferentes que parecemos, na carteira... aquela que tanto pode estar forrada como, dum momento para o outro, esvaziar por completo... sejamos mais humanos com os humanos mais desgraçados, sem clubites nem partidarites... apostemos no combate feroz aos dois milhões de pobres que existem em Portugal porque:

 

- Todos diferentes, todos iguais/todos iguais mas, outros mais/seres tão complexos e diversos/animais tão esquisitos no pensar/de cores diversas e dispersos/por locais onde têm de habitar/nascidos da mesma maneira/duma mãe que os concebeu/burguesa, operária, rameira/frutos dum amor que morreu/dum amplexo, duma união/dum comungar, duma paixão/ungidos, logo à nascença/pelo estigma da diferença/no berço que os acolheu/de rendinhas e bordados/no colo que os recolheu/vazio, o dos desgraçados/de quem nada tem para dar/de quem está nu, desamparado/aqui e em qualquer lugar/esquecido, posto de lado/por falta de todos os meios/embora parecido com os tais/os fartos, os que estão cheios/os diferentes, os mais iguais/os que só pensam no bem estar/no que o dinheiro proporciona/no vestir, comer e gozar/dentro e fora da sua zona/esquecendo, quase por querer/os explorados e ignorantes/os que se fartam de sofrer/os calcados, como dantes/pelo sistema, pelos interesses/dos que não querem abdicar/das mais valias, das benesses/que não querem partilhar/com a multidão de irmãos/tão diferentes, tão iguais/que, estendendo suas mãos/vão morrendo, mais e mais/esfomeados, escorraçados/esquecidos ou ignorados/num Mundo materialista/dominado pelo dinheiro/matéria infecta, pouco altruísta/mal maior e primeiro/de mentes curtas, obtusas/sem sentimentos, confusas/dos tais seres complexos e diversos/egoisticamente imersos/em mesquinhas e vãs ganâncias/de matérias bem palpáveis/em doses grandes, abundâncias/de pouco valor, não duráveis/porque a vida é passageira/virtualmente ilusória/tal como os bens, o dinheiro/jactâncias de curta memória/que tanto se dão com o primeiro/como com o último da história/neste tão grande carrossel/nesta existência imparável/neste tão veloz corcel/desta era incomparável!...

 

...os verdadeiros estadistas preocupam-se mais com os menos carentes do que com os amigos ou companheiros de partido, para não falar neles próprios, alguns, tão pavões e autistas que...até embaçam de...inchados e tontos com o Poder... ainda é tempo de arrepiarem caminho e governarem a sério os que, pelas circunstâncias, nem para comer, têm dinheiro suficiente... há muita pobreza e, nessa pobreza, há muita miséria em Portugal... é a opinião dum insignificante e vulgar cidadão anónimo que se preocupa com estas COISAS do País onde vive...

 

... Sherpas!!!...

 

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27
Jul10

... trajectória!!!...

sherpas

{#emotions_dlg.confused}{#emotions_dlg.smile}{#emotions_dlg.sad} 

… comédia que faz rir, chorando a bandeiras despregadas,

sem insinuação,

qualquer tipo de conspiração,

na ocasião mais indicada,

na mania d´Obama,

início universal do que se transformou em chama,

 

pela defesa de valores, contra o mal,

promessa q´incendeia, se torna universal,

 

proventos q´enlouqueceram tantos,

cúmulo d´horrores, d´enganos,

diminuíram, não enobrecem

qualquer bando racional,

consciente do irracional,

símios burlescos que se guindaram bem alto,

tratando outros de baixo extracto,

como escória, sujo trapo,

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esperança que se vislumbra, somente,

quando se pretende,

 

inversão de caminhada agreste,

cólera, fome, peste,

incontinuidade de mente doente,

desarrastamento de maleita grave,

finalização dum tormento,

grato sorriso, embevecimento,

puro embuste, grande entrave,

terror que bastou,

ensandecimento numa jaula onde se sufragou,

período tétrico que terminou,

 

subjugados a alienados

q´ainda s´escondem, sonegados,

desde altas torres que s´abateram,

muitos milhões que morreram,

responsáveis a tempo inteiro,

desde o último, ao primeiro,

 

página seguinte dum livro que vou lendo,

enquanto vivo, enquanto penso,

num MUNDO que é de TODOS,

muitos sãos, muitos loucos,

panóplia extensa, percurso imenso,

contos que são estórias,

histórias que são contos,

encenações que marcaram pontos,

encontros, desencontros,

início que é final doutras … vilipendiadas trajectórias!!!... Sherpas!!!...

 

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25
Jul10

Caravaggio: how he influenced my art

sherpas

David LaChapelle – Photographer and film director

Caravaggio is often called the most modern of the old masters – there's a newness, a contemporary feel to his work that painting prior to him just didn't have. It's like when [fashion designer Alexander] McQueen came on the scene, everything else [in the fashion world] suddenly looked old. Caravaggio used light like a photographer and his pictures are cropped like photographs. One that sticks in my mind is Boy Bitten By a Lizard. That's a beautiful example of the one-source light that we identify Caravaggio with, that he pioneered, but it's also a wonderful captured moment, this boy's sort of feminine reaction to the lizard's bite. It's a photograph before photography.

 

... in http://www.guardian.co.uk/artanddesign/2010/jul/25/caravaggio-scorsese-lachapelle-peter-doig

 

The flower in the boy's hair and the blouse coming off his shoulders I think signify that the boy is a male prostitute. But in no sense does Caravaggio judge the boy. He didn't strive to paint the court and the aristocracy – he was painting the courtesans and the street people, the hookers and the hustlers. That's who he felt comfortable with, empathised with. Back then that was considered blasphemous but actually that's where Jesus pulled his disciples from – the street people and the marginalised. That's why in [my photography series] Jesus Is My Homeboy I had people from the street dressed in modern clothing, in modern settings, with Christ, because that's who Jesus would be with if there was a second coming.

 

It's through one of my contemporary art heroes, Derek Jarman, that I got really turned on to the artist. I'm really good friends with John Maybury whose mentor was Jarman and when Jarman's film Caravaggio came out in the 80s I was living in London. It had a really big impact on me, I wanted to learn more about Caravaggio, I just loved his aesthetic. While Michelangelo was aspirational, using bodies at the height of perfection, Caravaggio was much more of a realist. The kind of beauty he depicts isn't in any sense what we see traditionally in painting of that time. He always found beauty in the unexpected, the ordinary – in the street urchin's face, the broken nose, and the heavy brow. That's why Caravaggio is a very sympathetic figure to me. I too try to find the beauty in everyone that I photograph, whether it's the kids in South Central LA who invented the new dance form I documented in Rize, or the transsexual Amanda Lepore who I've photographed a lot. People think she is freakish but I don't – I love her.

 ... FOTO de... David la Chapelle

 

Today, if you took a photograph with the type of bodies Michelangelo used it would look like a [Calvin Klein] Obsession advert, whereas Caravaggio depicted the elderly, the imperfect, even death. You never turn your head away from a Caravaggio piece no matter how brutal it is because there's such a balance of horror, of unsightly bodies and violent scenes, with such great beauty.

Martin Scorsese – Film-maker

I was instantly taken by the power of [Caravaggio's] pictures. Initially I related to them because of the moment that he chose to illuminate in the story. The Conversion of St Paul, Judith Beheading Holofernes: he was choosing a moment that was not the absolute moment of the beginning of the action. You come upon the scene midway and you're immersed in it. It was different from the composition of the paintings that preceded it. It was like modern staging in film: it was so powerful and direct. He would have been a great film-maker, there's no doubt about it. I thought, I can use this too...

 

So then he was there. He sort of pervaded the entirety of the bar sequences in Mean Streets. He was there in the way I wanted the camera movement, the choice of how to stage a scene. It's basically people sitting in bars, people at tables, people getting up. The Calling of St Matthew, but in New York!

... criações de... SCORSESE

 

Making films with street people was what it was really about, like he made paintings with them. Then that extended into a much later film, The Last Temptation of Christ. The idea was to do Jesus like Caravaggio.

Taken from Caravaggio: A Life Sacred and Profane by Andrew Graham-Dixon (Allen Lane). Read our review of this book

Peter Doig – Painter

It's always a challenge for a contemporary artist to be of their time but when you look at Caravaggio's paintings you can really imagine the context, because he used ordinary people and everyday clothes. The paintings feel very real. Edward Hopper, for instance, did the same. He was very aware of what people looked like in his time, what people were wearing. Equally Caravaggio's paintings were obviously very brave when they were made and they continue to be viewed with that spirit, and that's what's so exciting. The paintings are quite sinister – they have an air of menace, and they're obviously very sexual.

 

I first saw his work at the Royal Academy's Painting in Naples exhibition in the early 80s. I was in my early 20s then and I'd been aware of his work before but I'd not really paid it much attention. I found them immediately accessible, and quite different from other Renaissance paintings.

 

Sometimes the paintings actually don't seem quite right. I'm not talking about the straight portraits, but works like The Seven Acts of Mercy, where it looks as though he's looked at seven different incidents and then pieced together a picture out of these incidents. So there's no kind of logic to it in a realist way – it's not pretending to be a scene that you would actually see.

... pintura de... Peter Doig

 

In it two grown-up cherubs seem to be flying sideways. Initially you wonder what they're doing there because they seem very awkward. But when you twist your head you see they're obviously having sex. It's quite an extraordinary piece of painting in its own right within the full painting. I was quite excited and very surprised when I first saw that. It seemed very radical. I remember thinking that he must've enjoyed himself when he was making his work.

Polly Morgan – Taxidermist and artist

What I can see in a Caravaggio painting is as important as what is hidden. I might painstakingly spend months making something, only to light it in such a way that large parts of it are in shadow. Shadows need light to exist and what I love about Caravaggio's paintings are that the less he reveals, the more tactile and sculptural his figures become. I could compare it to pornography; show everything and it doesn't work, allude to something and it's compelling.

 

In Sleeping Cupid, there is a weight to Cupid's body that is absent in most depictions of him mid-flight. Here he looks spent. When I made my work To Every Seed his own Body, a blue tit collapsed on a miniature prayer book, I wanted to convey a sense of heaviness and fatigue through it's posture.

 ... obra de taxidermista... POLLY MORGAN

 

Caravaggio's elevation of the mundane and degenerate is what makes him unique for his time. He succeeds in bringing beauty to subjects that are commonly dismissed. This is something I've attempted in works where I've taken creatures that are typically considered vermin and shaped them in appealing ways. To have your take on beauty challenged is reinvigorating.

Polly Morgan's latest show, Psychopomps, is at Haunch of Venison, London W1, until 25 September.

Isaac Julien – Artist and film-maker

When I first saw Caravaggio's paintings in Rome I remember having what people call an art sickness. I was so in awe of the work, its aura and mastery – it was like a rapture. Bacon's works have this same kind of aura but it seems to be something that's missing a bit from contemporary art, which has other aims, other questions to pose.

 

I've always been interested in the use of lighting in Caravaggio's work. In the 80s I assistant-directed a film called Dreaming Rivers which we lit entirely by candlelight, a specific reference to Caravaggio's lighting. I even went with the cinematographer to look at some Caravaggios. I'm struck by the way his paintings use the architecture of light, its plasticity, how it forms the body, and I've borrowed that in several of my works. These things have been so astutely articulated in Caravaggio's works that they're almost, in a prophetic sense, cinematic. Making my documentary about Derek Jarman with Tilda Swinton I also saw this deliberate relationship [to Caravaggio's work] being made in Jarman's films, where basically there's an abandoning of sets as such. Instead he works with light and dark.

 

One work I find striking is The Denial of St Peter. It's a very troubling scene with such accusatory positioning. It's really about how things are communicated through the intensity of the gazes. But it's also the portions, the framing, the lighting, the colour, all of those aspects of communicating this particular moment. It's so cinematic.

Tom Hunter – Photographer and artist

For me, Caravaggio set the stage for what every contemporary artist seems to be striving for – to live an authentic life and then to talk about, to depict, that experience. Take Tracey Emin, sewing the names of everyone she slept with in a tent, or photographers like Nan Goldin and Sally Mann – their work is all about their own lives. You initially think all of Caravaggio's paintings are about God and religion but they're not, they're actually about his life and the times around him. They are living histories – that's why his work is so powerful for me.

 

There's a Caravaggio painting at the National Gallery called The Beheading of St John the Baptist, which I've returned to again and again. In it John the Baptist is on the floor; he has just been killed and Caravaggio gets the atmosphere totally right. Caravaggio was involved in a sword fight, and he actually killed someone: that's what seems to be recreated here, and that's why the morbid gravitas of that situation really comes out of the painting.

 ... FOTO de... TOM HUNTER

 

Caravaggio is like the opposite of the rich and famous fashion photographer of today, who would only be photographing Kate Moss. He was one of the first people to look at the ordinary people and tell their stories and that was really inspiring for me. In my series Living in Hell and Other Stories [shown at the National Gallery, 2005-2006] I wanted to talk about the everyday life around Hackney. I found a headline in the local paper about a woman being attacked in front of her children outside her council flat, which I depicted in Halloween Horror, a translation of Caravaggio's The Beheading of St John the Baptist. I wanted to record that horrific scene so it wasn't just a disposable headline, so that people would look at it and think, "My god, this isn't ordinary – a woman being mugged on her doorstep, in one of the richest cities in the world, in this day and age."

Of course the way he used light has also been an influence on me. The whole thing about photography is the painting of light – when I was taught photography I was told, "You shouldn't leave that bit too black because there's no detail there, you shouldn't have that bit too bright...", that sort of thing. But in Caravaggio's work there are amazing light contrasts and your imagination is left to explore the dark areas. His lighting has clearly been used in film too. Take Blade Runner, with its amazingly lit scenes, dark areas and beams of light through long corridors – that all seems to come from Caravaggio.

 

... CRIATIVOS d´então... CRIATIVOS d´AGORA!!!... Sherpas!!!...

 

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23
Jul10

... no cantinho da insensatez!!!...

sherpas

  … no cantinho da insensatez,

era uma vez,

numa irmandade muito unida,

de passagem, de fugida,

sem anel, sem poder,

fazendo o gosto ao dedo,

só para inglês ver,

num faz de conta de medo,

mostrando artes, saberes,

entre outras coisas, haveres,

pertinácia bem voraz,

de quem, de tudo é capaz,

com perfídia, insinuação,

convencidos… sem razão!!!...

 

 

… qual Alice esfusiante,

num País de brincadeira,

coelho com relógio, cartola,

rainha déspota, foleira,

cartas de brincar, como escolta,

maravilhas mirabolantes,

falando ao mesmo tempo,

sem juízo, entretenimento,

numa pressa que desfaz,

numa fúria que não contém,

desmedida, quase sombria,

corrida louca, um vaivém,

aríete que se atira,

reviravolta que se solta,

imbecilidade com que se fica,

quando se pensa… medita!!!...

no que temos à nossa volta!!!...

 

… quase um crime, pesadelo,

enrolados neste novelo,

debitando o que nos vem,

dando a outros, a alguém,

o que sentimos, com desdém,

com entrega, devoção,

consoante a formação,

o que fazemos no momento,

dando alma, sentimento,

pedaços de nós, também,

bocadinhos que nos apoucam,

quando os deixamos, quando voam,

sem destino, a parte incerta,

enquanto o cinto… se aperta!!!...

 

… maravilhas que sobram,

que arruínam, desiludem,

quando há gentes que se portam,

quando escrevem, assumem,

papel diverso e tonto,

Alices desmesuradas, enlouquecidas,

como entretém, contraponto,

lutas bem descabidas,

numa harmonia inexistente,

calcando vontades e gente,

maravilhas fictícias, de espantar,

quando fazem, desfazem,

quando acabam por inventar,

o que já foi escrito, pensado,

noutro sítio, noutro local,

não correm, não pensam, não agem,

pensamento incerto, desmesurado,

de quem já está instalado,

cantando o mesmo fado,

num Paraíso encantado,

de plástico… falsificado!!!... Sherpas!!!...

 

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23
Jul10

... plantas aromáticas!!!...

sherpas

 

… ervas aromáticas, bálsamos, sabores,

cheiros e cores,

pequenos matizes, directrizes,

orientação de quem as usa,

na própria alimentação,

satisfação,

espontâneas, bem felizes,

toques de mestre apurado,

na alquimia do guisado,

na magia do sensual,

nas artes duma planta, de flores,

numa borrifadela certeira,

num cheirinho, de encantar,

tanto em planta, como sucedâneo,

em líquido, convertidas,

nos perfumes, nos odores,

enlevo, sedução… amores,

nas carícias da lavanda,

alfazema que emana,

cheiro suave, leve e fino.

no enxoval… do menino!!!...

 

… coentros e rabanetes,

lá cantava o fadista,

dando um toque nos vinagretes,

dão sabor, alegram a vista,

orégãos, numa salada,

pezinhos de coentrada,

uma salsa, bem aplicada,

corta, dá um gosto refinado,

numa mesa repleta, farta,

apetece cantar o fado,

quando se mistura o tinto,

quando se trinca aquela carne,

com que sabor me fico,

quando mordo, quando me arde,

a malagueta, no ponto,

no assado, feito no forno!!!...

 

… ai que boa açorda de marisco,

condimentada com coentros,

belo manjar, bom petisco,

tomilhos, verbenas, ramos de cheiros,

encantamentos, surpresas,

paladares refinados,

pipas de alho, nas favas,

cheiro de alfazema, quando lavas,

enxoval do teu menino,

lavanda que me inebria,

desde quando pequenino,

regalo e fantasia,

quando elaboras, com esmero,

uma sopa da panela,

também chamada de pedra,

tal como gosto, como quero,

 

hortelã viçosa e bela,

sem falha, nenhuma quebra,

com todos os acompanhantes,

tanto agora, como dantes!!!...

 

… alecrins, funchos e louro,

nas carnes, no peixe, no forno,

retoque de esmeralda, fino ouro,

não um simples adorno,

um complemento, um sabor,

um paladar, um cheiro, um gosto,

uma invenção, um segredo… um amor,

ervas aromáticas, uma bênção,

perfeição, engenho, com gosto,

uma planta, uma semente… uma flor,

bálsamos, pequenos matizes,

encruzilhadas… directrizes!!!... Sherpas!!!...

 

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21
Jul10

Festival violence: gentleness and decency will survive these vile attacks

sherpas

... por lá...

 

To see the violence that marred T in the Park and Latitude as some awful fall from innocence does the festivals a disservice

 ... por lá...

 

... in http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2010/jul/21/festival-gentleness-decency-survive-vile-attacks

... por lá... 

 

More than strawberries at Wimbledon, rained-off Test matches and politicians' holidays, one image is now solidly built into the British understanding of summer: as seen in just about every current commercial break, a festival crowd, joyously jumping around to anthemic indie-rock and rejoicing in the apogee of modern togetherness. Strange to think, perhaps, that the tangled roots of all this go back to events – from the original, police-free Glastonbury, through illicit acid house parties and beyond – that the straight world tended to greet with a mixture of panic and hostility. Now the promise is of family-friendliness, a visit from Prince Charles, and unending coverage on the BBC.

 ... por lá...

 

This week, then, has brought particularly unsettling news. A week after an alleged sexual assault and two attempted murders at Scotland's T in the Park, last weekend's Latitude festival saw two reported rapes and an incident in which a girl was harassed and chased by a pack of "drunken yobs". At any event, such news would be grim, but part of yesterday's massed gasp of shock was traceable to what Latitude is: a self-consciously high-end event, keen to attract a more mature kind of attendee, and a byword for cultured relaxation rather than lairy excess. Hence one of the choicest quotes from Melvyn Benn, the chief executive of Latitude's organisers, Festival Republic: "It is difficult to find any nastiness or aggression at Latitude. This is shocking."

 ... por cá...

 

It is, but a few points demand to be made. One is about the rather naive view of festivals that defines whole swaths of the summer's media coverage, much of it put together in comfy backstage compounds by people whose experience of the nitty-gritty is limited, to say the least. Breathlessly enthusiastic satellite news reports ("Dave from Wrexham – is this your first Glastonbury?") and the obligatory Saturday morning pictures of girls astride their boyfriends' shoulders do not quite convey what anyone who has spent three days out in the fields will know: that once tens of thousands of people are temporarily living cheek by jowl and many are set on joyously losing their minds, the festival experience can sometimes go awry.

... por cá... 

 

Often thanks to their chemical intake, I know plenty of people whose summer weekends have at least partly been defined by fear, disorientation, and brushes with unpleasant people who were there for something other than the vibes. At 1994's Glastonbury, for instance, I can well remember the fear spread by a shooting on the Saturday night, as well as subsequent news that someone had been slashed in the face (on the Monday, the Guardian's headline was, "Music festival peace and love marred by overdose death and gun attack"). It doesn't quite fit with what might be called the BBC3 worldview, but it's an obvious enough point: there is a certain part of the festival milieu – or, rather, the illicit economy – that will always teeter into nastiness, and worse.

 ... por cá...

 

Quite apart from that kind of incident, the news from Latitude points up something arguably even more uncomfortable. Consider again an account of that aforementioned girl's experience at the hands of those "yobs": "They had stuck their hands down her top and pinched her bum. She hid in the toilets so they wouldn't know where she was staying before coming back." There is not much organisers can do about it, but perhaps this is what occasionally happens once festival culture has become everyone's property. It'll sound hopelessly sniffy, but what the hell: back when some of the big festivals were defined by a sense of countercultural esprit de corps, many elements of the human zoo were present and correct – but you rarely encountered what might be called the stag weekend demographic.

 ... por cá...

 

Still, in response to the current festival-related headlines, no one should get too carried away. In late 1969, when an 18-year-old named Meredith Hunter was stabbed to death by Hells Angels at the Rolling Stones' infamous outdoor concert at Altamont in northern California, the incident entered rock lore as the Death of the Hippie Dream, rather than a stupid consequence of the band's decision to contract-out "security" to pool cue-wielding thugs. Similarly, to characterise the events at T in the Park and Latitude as some awful fall from innocence would suit the over-excited terms in which such events are reported but do a disservice to the underrated revelation that burns through each year's festival season.

 ... por cá...

 

Our take on the modern outdoor ritual is coloured by understandable nostalgia for the glory days of Hawkwind and free admission, and a hyperactive culture often stops us realising which aspects of contemporary living are truly remarkable – but our festival culture definitely is. It is some token of most human beings' capacity for gentleness and decency that the season usually passes without serious incident; moreover, it's fascinating that as our everyday lives seem to find us ever more atomised and terrified of each other, so millions of people feel an ever greater need to spend weekend after weekend in each other's company. Rather than the odd ugly incident, it's that story that deserves our attention, and it should be a cause for nothing but (outdoor) celebration.

 

... com música, entrega total, amizade da boa... é mais bonito, não é???... Sherpas!!!...

 

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20
Jul10

... há mais cores no arco-íris!!!...

sherpas

… enxergamos… coloridos mais densos!!!...

 

… quando enlaçados, bem juntos, comunhão intensa,

dois corpos se unem, partilhando quereres perfeitos,

esvoaçando por céus,

fazendo dos sonhos,

meus,

imaginando outras cores,

nos entregamos à voragem

da paixão que nos consome,

deixando de ser homem,

no corpo duma mulher,

nos braços que recebe

desejos que são teus,

 

uníssonos, em amálgama,

clímax se produz

no recesso duma cama,

objecto que se inflama,

lençóis que nos cobrem

maravilhas que vemos,

momentos que temos,

amor que se partilha,

 

no meio de tantos caminhos,

carícias afagos, beijos,

incontáveis torvelinhos,

montes de encantamento,

graal, cálice santo, receptáculo,

vale da criação,

sem obstáculo,

 

eterno feminino,

adoração,

menir gigante,

exaltação,

erectus penetrante,

entoação de encanto,

um hino,

rendidos, lado a lado, prostração,

 

profunda adoração,

cores que modificam,

se esvaem, intensificam,

alucinação,

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confusa viagem,

magia que transforma,

sede que inebria,

noite que se faz dia,

acalmia, tão grande fome

recebendo toque divino,

formando união de facto,

 

conjugação dum acto

que nos seduz, reluz,

nos conduz num arco-íris

em coche feito de prata,

enxergamos coloridos mais densos,

tons de profunda luxúria,

apensos,

{#emotions_dlg.smile}{#emotions_dlg.smile}{#emotions_dlg.smile} 

no gozo, na formosura,

no prazer que possuímos,

teus olhos que são meus,

nos meus que Deus me deu,

quando choramos, quando rimos,

 

no âmago que completa,

vida que recomeça,

prolongamento do que somos,

quando nos entregamos,

quando fomos

Deuses, num vasto Olimpo,

dois Mundos no infinito,

 

quase rogo, quase afirmo,

naquela entrega sem enganos,

cores tão lindas, diversas,

vários tons, tamanhos,

enxergados num curto hiato

por olhos que nunca viram,

quando riram,

choraram… sentiram!!!... Sherpas!!!...

 

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20
Jul10

... criatura!!!...

sherpas

… encruzilhada complicada,

ideias que se atropelam,

confrontam,

afluem,

afrontam,

 

envolvem gentes confusas,

arbítrios de quem julga,

não comunga,

enviesa, oculta

no que considera luta,

valores que não possui,

diabólico sorridente,

prometedor,

como no alto da colina com o Senhor,

 

explanando,

com braços abertos,

dádivas de maravilha,

tesouros, tentações,

criando tantas ilusões

nas mentes dos menos professos,

 

repetição dum acto,

atentado que é pecado,

desrespeito pelo que somos,

quando esquecemos quem fomos,

ludibriados de novo,

como incautos,

como Povo,

 

sabor que tenta,

bocado amargo,

tempo parado,

filme antigo já passado,

rejeitado,

 

simplificamos,

vamos no logro,

não medramos,

regredimos,

caímos no fundo dum poço,

enlameamos dignidade,

afogamos na miséria,

atolamos o corpo todo,

 

desfazemos a esperança,

invertemos a realidade,

vivemos sonho ruim

na vida que se não padece,

futuro que não chega,

avança como cavalo,

bofetada como estalo,

dor que chega,

permanece,

quando, amnésico, tudo esquece,

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convencimento,

mais um repente,

triste ausente

sempre presente,

 

espreita como fera raivosa,

faminta,

cruel, desairosa,

pronta p´ró combate

pela posse,

satânico que se afila,

se firma,

como se fosse,

 

relâmpago que tudo apaga,

encandeia,

cerra olhos, cerra mentes,

tudo instila,

tudo mastiga,

espezinha quando castiga,

numa luta,

numa briga,

 

povo que lavas no rio,

ignorância que te mantém,

quem nada tem,

simples pavio,

chama de quem é ninguém,

contributo que procura

quando sem créditos,

ruptura,

descoberta… a criatura!!!... Sherpas!!!...

 

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19
Jul10

DIREITOS HUMANOS em ANGOLA

sherpas

Segundo relato da agência Lusa, Angola foi confrontada com acusações de parcialidade do sistema judicial, indícios de tortura e prisões arbitrárias durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, realizada em Genebra.

Apesar de vários países terem reconhecido os esforços do país no sentido de respeitar os Direitos Humanos, a situação em Angola ainda é muito complicada.


... in http://www.diariodaafrica.com/2010/02/direitos-humanos-em-angola.html


Há três anos, o governo angolano deu 48 horas para a agência de Direitos Humanos da ONU deixar o país pelo fato de não ter gostado de um relatório com críticas ao país.

E a agência foi embora, expulsa de Angola.

No fim do ano passado, um caso de desrespeito aos Direitos Humanos teve bastante repercussão.

Um funcionário da agência de migração do governo angolano foi detido em casa, acusado de ter roubado uma moto e um telefone celular.

Os policiais que o prenderam, segundo relatos da família, o espancaram na frente dos pais, da mulher e dos filhos.

Havia outra pessoa presa, também acusada de cumplicidade no crime.

Segundo a família, os policiais obrigaram os dois a se beijarem na boca na frente de todos.

O homem acabou morrendo dias depois na cadeia, em consequência das torturas recebidas dos policiais.

Recentemente, policiais angolanos deram entrevistas a um jornal local, sob anonimato, dizendo que, por causa dos baixos salários, seriam obrigados a extorquir dinheiro da população.

Algo que muitos policiais de trânsito fazem diariamente para engordar o salário.

É interessante observar o ritual: mandam o motorista parar o carro, pedem documentos, inventam normas, dizem que falta um papel etc.

Afastam-se do carro, o motorista desce e começa a negociação.

Já escrevi antes que o grande problema das multas de trânsito nem chega a ser o alto valor a ser pago. Multa tem que ser alta mesmo para desestimular as infrações.

O problema é que, ao contrário de qualquer país, em que o cidadão autuado recebe a multa em casa, aqui o policial confisca a carteira de motorista.

Coloca no bolso e vai embora.

O motorista que recebeu a multa tem que fazer o pagamento e, com o comprovante na mão, ir à esquadra policial reaver a carteira.

O que acontece é que essa carteira muitas vezes nunca chega à esquadra.

Quando chega, o cidadão é obrigado a enfrentar uma jornada para conseguir encontrar a carteira de motorista.

É tanta confusão que as pessoas preferem pagar propina.

O a gasosa, como se chama aqui.

O policial fica com 10% ou 20% do valor da multa que deveria aplicar e o motorista é liberado.

Não que os motoristas sejam inocentes.

Em geral, estão sem a documentação, dirigem sem habilitação, os carros não têm condições de trafegar e por aí vai.

A gasosa é algo institucionalizado em Angola.

Não ouso mais dizer que é errado.

Da última vez, várias pessoas defenderam os pobres policiais e me pediram para eu me colocar no lugar deles, que não têm dinheiro para alimentar a família.

Perguntaram se eu não faria o mesmo.
Provavelmente não.
Mas cada povo encontra o seu caminho.
A gasosa é o atalho que os angolanos encontraram para lidar com a falta de estrutura, de leis e a impunidade no país.
Mas, como alguém já disse antes, nem sempre o atalho é o caminho mais curto.

 

... ANGOLA é NOSSA... dos angolanos, evidente???... Creio que... NÃO!!!... CHIÇA!!!... Sherpas!!!...

 

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17
Jul10

... alvoroço!!!...

sherpas

 

… tem sido alvoroço,

motivo de conversa,

tanto estudo, pareceres,

populaça com muita raça,

confronto que fica, não passa,

oposição incontida fala de escândalo,

obra não feita, fraco esboço,

resultado de tempo recuado, mais esconso,

exclusão, logro que veio da promessa,

apartada da sociedade,

bem longe dos senhores,

fora da redoma doirada,

para ali deitada, mal arrumada,

 

amontoado de coisa qualquer,

pacote de liberdades, incúria, puro laxismo,

política do pau de sândalo,

presente que tão bem se sente, mais cheirosa,

madeira rica, bem nobre,

cuidados mil, redobrados,

madeira de pinho, mais reles,

armazenada, lenho pobre,

 

etnias tão diferentes,

integração que se  entoa,

resultado que não perdoa,

empilhados em castelos,

distintos do bairro de lata,

caixotes que não dizem nada,

segregados com seus defeitos,

incultos na maioria,

vida à toa, multiplicadora,

tendo a rua como senhora,

ignorância como meta,

estratégia de quem comanda

naquilo que se não projecta,

 

barril de pólvora em estado latente,

massa informe, fraca gente,

 

antropólogos, cientistas, filósofos,

sociólogos, arquitectos da saúde, dos prédios,

engenheiros que se postam, com prémios,

comentadores, jornalistas de sensação,

chefes d´Ordens existentes,

religiosos que se escondem, amorfos,

senda nebulosa no que mais lhes convém

como se não foram ninguém,

soluções em barda, justificação,

programa das distensões,

nas confissões dos perdões,

 

armas que saltam, estrondeiam,

discussões que se arrastam,

juras, vinganças, roubos,

afastamento dos que odeiam,

imagens que dão notícia,

mídia que não interessa

que reporta, faz conversa,

anima família inteira

bem postada no sofá,

recreação da situação

perante quem está, não está,

 

folhetim barato, culpas que rodam, giram,

ajustamento,

pedras que apanham, atiram,

aproveitamento,

quem nada fez, nada faz,

atrapalha, não é capaz,

 

recolhido na posição,

atoarda como reposição,

aviltamento perante,

tão ou mais extravagante,

na semelhança de estrondo,

quando iguala, compondo,

 

zaragatas que matam vizinhos,

são bocados, são cadinhos,

são revoltas, pequeninos,

formação que se descurou,

negócio, droga, oportunidade,

outro mundo, realidade

de quem não governou,

empilhou,

 

casas sem alma, bairros sem estruturas,

conjecturas,

dependentes doutras figuras,

 

planeamentos d´arrecadação,

ajuntamento, inacção,

motivo d´outro passeio,

como roteiro, como recreio,

não integração no meio,

território díspar, desconforme,

sem trabalho, com muita fome,

aflição de quem não tem, vício que tem,

saída como repente

massacrando bens, roubando gente,

gritando desventuras, tormentas,

recantos que são guettos profundos,

matérias inflamáveis, outros mundos,

paroxismos que deflagram,

enfrentamentos que matam,

motivo de muitos estudos,

apurados engenhos, artes,

portas que se abrem, cerram,

quando lutam, quando berram,

 

esquecidos, já apagados,

reacendidos noutros lados!!!... Sherpas!!!...

 

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17
Jul10

... agarrar palavras simples!!!...

sherpas

… agarrar palavras simples,

tonitruantes, rebuscadas,

arrumá-las na prateleira,

obedecendo a regras concretas,

de qualquer maneira,

espalhá-las a nosso gosto,

salpicadas como entendermos,

umas em cima, outras ao lado, desenhando no papel, de costas viradas,

intervaladas,

mostrando caras, rostos, ideias vulgares, mais complexas,

trocar sentidos, dando entenderes,

fazendo crer,

comparar uma gota brilhante de chuva miúda de Verão

com diamante facetado, pedra rara,

 

uma rosa vermelha num jardim

com uma imagem que nos persegue,

que amamos com muitos quereres,

criar um facto novo, uma ilusão,

olhar, quando se pára,

 

uma diminuta criatura que se afasta dos nossos pés,

se protege, não esmaga,

 

pensarmos na imensidão,

adorarmos estrela portentosa, energia,

que nasce, morre todos os dias,

sentir a brisa do mar que marulha, se enrola

em finas, doiradas areias que se espraiam,

saborear fruto delicioso,

degustá-lo, descrevê-lo,

no pensamento surgem novos termos,

duros, amenos,

 

como as tintas dum pincel, tons fortes, mais ligeiros,

quentes, confortáveis, ténues, sombreados,

tão delicados,

na pintura que fazemos,

nos poemas que escrevemos,

sentires que nos arrebatam, conquistam, arrastam,

ajeitamos,

quando cruzamos,

damos forma ao texto,

no papel, no contexto,

salpicadas, saltitantes,

fazendo crer,

mudas ou gritantes,

 

aos jorros, como inundação que nos avassala,

quando se instalam,

quando falam, se interpelam,

se isolam,

extrapolam,

incontidas… ganham vida,

 

sensação boa, criação que se obtém,

imaginação,

azul que nos rodeia, cor dos nossos sonhos,

cinzentos que nos acabrunham

quando nos pomos

nas dores que não sentimos,

fingimos,

intensa labareda nos rodeia,

paixão que transfigura o que vemos,

olhamos mais além,

confundimos,

presos em masmorras medonhas,

fugimos,

arrumamos palavras nas prateleiras,

ordenadas,

sem sentido, salpicadas,

simples ou… rebuscadas!!!... Sherpas!!!...

 

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16
Jul10

... arquitectura do Neolítico!!!...

sherpas

… uma ida ao campo, no Alentejo… por esta altura, final de Inverno quase Primavera, calor espantoso, por vezes, preenche-nos de gozo, de satisfação, pelos verdes em quantidade, pelos campos coloridos com a suas flores que despontam, com matizes variados, pelos pássaros que volteiam e nos encantam com seus chilreios, pelos troncos seculares e retorcidos das oliveiras velhas, pelos cheiros que nos rodeiam, pelos sons dos chocalhos que se ouvem de alguns animais que pastam nas redondezas, pelo silêncio que, num contraste repentino, nos invade, nos faz pensar, recolher em nós, pensar no que fomos, no que somos!!!... Cansativo pelo desnivelado das terras, pela falta de sombras, campinas a perder de vista, poucos montados, terrenos de cultivo, celeiro de Portugal diziam nos tempos do ditador… cevada, aveia e trigo, um que outro olival!!!... As azinheiras e os sobreiros foram, em grande parte, substituídos pelos eucaliptos e pinheiros, árvores de desenvolvimento rápido, melhor negócio… estupidez tão grande ou mais do que a dos cereais!!!... Agora, terras votadas ao abandono, vendidas aos espanhóis, destinadas a pastos vedados… onde se alimentam animais de grande porte, vacas, cavalos e bois, alguns rebanhos de ovelhas, porcos pretos, sem pastor, porqueiro ou vaqueiro, quase desolação!!!... Não dá para entender!!!...

 

… enfim, depois duns passos, tão naturalmente… deparei com um monumento megalítico já conhecido, uma anta ou dólmene, arte funerária dum passado longínquo, pedras enormes que nos espantam pela grandiosidade, pela imensa vontade de prolongar a memória através dos séculos de algum ou alguns indivíduos de extracto superior, depois de mortos porque… nestas coisas da vida e da morte, mesmo a milhares de anos atrás, quatro ou cinco mil anos a.c. ou mais, período neolítico no final, já se fazia distinção entre os mais e os menos, pois então!!!... Fase da pedra lascada, dos medos tremendos, da ignorância total, ainda… rabiscos confusos, imagens de bichos no interior das covas, sons guturais que se foram transformando em comunicação numa fala difusa!!!... Busca de bagas e de frutos, descobertas ocasionais, avanços lentos mas seguros, o fogo que manobravam desde há mais de 500 000 anos, a roda que os movimentou nesta idade mais próxima que menciono, a do neolítico, 3500 anos a.c., a necessidade de se tornarem sedentários pelos animais que domesticaram, pelo pastoreio que iniciaram, pelas plantas que aprenderam a cultivar, pelo armazenamento das mesmas em épocas de escassez, continuando a viver em buracos de pedra, uma que outra casa rudimentar, divisão única, materiais existentes, ali à mão, pedras que se amontoavam, necessidade de defesa, aproximação uns dos outros, agregados mais numerosos apelidados de castros ou citânias!!!... Os Deuses eram muitos, os medos inumeráveis, a morte um mistério, a fecundação… um meio de subsistirem, de serem mais e fortes, a vida reduzida por animais desconformes, por confrontos com outros grupos, por carências ou calamidades que surgiam!!!...

 

… mais adiante, no meu passeio… pedra gigante e erecta, não anta ou dólmene, não homenagem aos mortos, espécie de falo portentoso, menir lhe chamam os arqueólogos, preito e gratidão aos Deuses da fertilidade, da fecundação, dependência e vontade de prosseguirem na sua caminhada naquela grande escuridão, entre gestos e quebras e requebros do corpo… lá se iam entendendo, fazendo destrinça entre os mais e os menos, consoante as valias, alguns teres e haveres, quando agregados, que já acumulavam… sobras para… repastos, excessos que tinham nos animais, nos cereais!!!...

 

… em busca de melhor sorte, de terras mais produtivas, de melhores condições de vida… por cá se instalaram, aglutinaram com os que estavam, vindos do centro da velha Europa, os Celtas que recordamos, com os seus Deuses, com os seus mitos, com as suas lendas, com os seus hábitos, modos de vida, aguerridos, guerreiros às vezes… protegendo tudo de seu… e fez-se luz, metal que se descobre, idade do Bronze, sons que se percebem, sinais que se gravam nas pedras, nos tijolos, nas peles dos animais, sociedade mais perfeita… maior entendimento, história a sério, com registo e tudo!!!... Desta para a do Ferro… um saltinho duma cobra, tribos organizadas, chefias a sério, classes distintas, raças diferentes… ecos que nos chegam desses tempos recuados, que nos emocionam, nos fazem sonhar, Celtas e Iberos, Celtiberos… nos Montes Hermínios os Lusitanos, saltos tamanhos… perdão vos peço amigos arqueólogos, historiadores de nomeada, investigadores a preceito, por esta irreverência minha, recordações que me assolam quando deparo com estas enormidades!!!...

 

“… do alto destas pirâmides, quarenta séculos vos contemplam” exclamava um naco de gente, Imperador Francês na altura, Napoleão Bonaparte de seu nome… aos seus soldados, embasbacado com as construções de Gizé, templos para  e dos mortos, para Faraós, somente!!!... Para além da morte… sempre assim foi desde a antiguidade muito remota, pré-história dos megalíticos, antas, dólmenes e menires espalhados pela Península Ibérica, por  Stonehenge, na Inglaterra, também!!!...”

 

“A Idade do Ferro se refere ao período em que ocorreu a metalurgia do ferro. Este metal é superior ao bronze em relação à dureza e abundância de jazidas A Idade do Ferro vem caracterizada pela utilização do ferro como metal, utilização importada do Oriente através da emigração de tribos indoeuropéias (celtas), que a partir de 1.200 a.C. começaram a chegar a Europa Ocidental, e o seu período alcança até a época romana e na Escandinávia até a época dos vikings (em torno do ano 1.000 d.C).”

 

… por cá nos fomos arranjando, por outros lados se foram espalhando, desenvolvendo civilizações mais aperfeiçoadas… ao longo da larga bacia do Mediterrâneo, lembramos os Gregos, os Romanos, os Egípcios, os Fenícios, os Cartagineses, os Assírios, os Caldeus, os Eritreus, os Sumérios… terras de Babilónia, Pátria da palavra escrita, vilmente destruída por petróleo e afins, no século que vivemos, o do “conhecimento”!!!...

 

… nas outras partes do Mundo, bem afastadas, desconhecidas… civilizações ricas, deslumbrantes, se iam desenvolvendo, também!!!...

 

… por ganâncias, por impérios que se não contêm, que se alargam, se expandem… bateram-nos à porta, tentaram, tanto insistiram que venceram, por cá se instalaram… tempos de romanização, senhores que se não integraram, dominaram!!!... “Todos os caminhos… iam dar a Roma”… diziam, até que os povos do norte, não reconhecidos, chamados de bárbaros… acabaram por destruir aquele Império!!!... Foi a vez dos Vândalos, Alanos e Suevos… seguidos dos Godos que se dividiram em Ostrogodos e Visigodos que nos trouxeram a religião Cristã por altura do rei Recaredo!!!... Em convulsão constante, sujeitos estivemos sempre, tal como estamos agora, com a estória da Iberização… do norte de África, os Árabes tomaram quase toda a Península, ficámos sujeitos às Astúrias, somente!!!... Por aí, até à reconquista… à fundação, à monarquia absoluta, tantos pormenores, tantos altos e baixos, primeira República, Estado Novo com Ditadura, Revolução dos Cravos, segunda República… desde há trinta e poucos anitos!!!...

 

… ena pá, quantos saltos dou… tudo isto por causa dum pedregulho enorme com que deparei, num passeio que dei aqui à porta, campos limítrofes de Elvas, claro!!!... Enfim!!!... Sherpas!!!...

 

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13
Jul10

... apostilha!!!...

sherpas

 

… bem melhor que mais nenhum,

herói de bem fazer, vidas que se tornaram gratas,

centena e meia pelo menos,

páginas escritas com desvelos,

 

milhares de trucidados, postos de lado,

assinatura, com pompa, da bestialidade que terminou,

finuras nos traços d´algozes que são ferozes,

armas q´empunham, usam, vendem como lhes apraz,

num tanto faz,

 

Mundo como jaula de macacos,

tristonhos, subjugados,

 

massa informe que se molda por mão potente,

qual pedaço de plasticina, barro ensanguentado,

novo mandato, administração que recreia alguma ilusão,

se resguarda no canto que lhe pertence,

cão que falta, família que s´instala na Casa Branca,

meninas q´exultam, cartas com mimos,

posturas de sempre,

 

Pátria que louva, enaltece poderio de que faz arte,

por qualquer parte,

quando parte, reparte,

 

necessidade d´actos heróicos, filmes que são fitas,

Nação determinante do que se distorce,

comanda,

matando, mandando matar, como patriotismo que s´exibe numa bandeira sangrenta,

sem emenda,

no conflito, na contenda,

na guerra que recomeça em qualquer ponto da Terra,

que se prolonga, disfarça, avoluma na Paz que promete,

quanto s´investe,

 

acredito, logo após loucura que por lá passou,

herói que foi notícia,

promissora doutros tempos,

figura imorredoura,

nos jornais que fazem eco,

dando espectáculo com gáudio,

contendo impropérios, planta que murcha, insucesso,

nova aventura que se penhora,

colossal dívida, quase abissal,

número que se renova,

tal e qual,

 

 

quase apostilha que não é aposta,

tão pouco calúnia, difamação de quem s´admira,

do que se gosta.

fazedores de cenas mundiais, entretenimentos que temos,

enquanto matam, não nos distraem,, não nos contentam.

morremos na morte dos outros

vivemos o tempo dos loucos,

com alguns “bananas” que nos deram,

nos caem,

s´ocultam, s´esvaem,

bombas de destruição maciça,

outras coisas mais na morte que se banaliza,

inferniza,

heroicidade d´ocasião, amor pelos outros… amor pela vida!!!... Sherpas!!!...

 

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13
Jul10

El reformismo de hoy

sherpas

Se puede decir que en el código genético de la socialdemocracia se encontraba el reformismo. De hecho, inició su singladura, hace ya más de un siglo, cuestionando el dogma dominante entre aquellos que conformaban el movimiento obrero y aceptando lo que hasta entonces había sido su mayor enemigo: el capitalismo.Pensiones, mercado de trabajo, sistema financiero y sector energético son los cambios a emprender

La burbuja inmobiliaria fue la principal herencia económica del PP

 

... in http://www.elpais.com/articulo/opinion/reformismo/hoy/elpepuopi/20100713elpepiopi_4/Tes

 

La socialdemocracia apostó por reforma frente a revolución. Y lo hizo porque adquirió la conciencia de que a través de la reforma del capitalismo se podían alinear los beneficios del mercado con la equidad y el progreso social. Desde entonces, esa visión, que posteriormente dio lugar a la economía social de mercado, ha aportado décadas de gran prosperidad a toda Europa y un amplio espacio para la consecución de grandes conquistas sociales.

 

Esta combinación de actitud crítica y reforma nos ha de acompañar siempre, porque siempre será necesaria para el progreso de las sociedades.

Y lo es porque la sociedad está en continuo proceso de transformación: el poder económico se desplaza a oriente, las nuevas tecnologías alteran las viejas estructuras empresariales, el desafío del cambio climático condiciona el uso de la energía y el envejecimiento de la población nos obliga a replantear el sistema de pensiones para garantizar la sostenibilidad del Estado de bienestar.

 

Y por si fuera poco, esta crisis tan profunda, tan compleja, tan cambiante, sin ser la causa de las reformas, sí que se ha convertido en un síntoma que ha puesto luz a la necesidad de corregir nuestros desequilibrios.

 

Una necesidad de cambio profundo que exige el espíritu reformista que ha demostrado el Partido Socialista desde el principio de nuestra democracia.

 

Porque fueron cambios profundos la implantación del Estado de bienestar, con la universalización de la educación, la sanidad y las pensiones. O la incorporación a Europa y la reconversión industrial, que acometieron los Gobiernos de Felipe González.

Y también lo han sido, en el campo de los derechos de ciudadanía con más nitidez, pero también en el campo económico, las transformaciones llevadas a cabo por el Gobierno de José Luis Rodríguez Zapatero.

 

Basta señalar reformas globales que atañen a la base del modelo de crecimiento como la Ley de Economía Sostenible, y sectoriales, como la reforma de la Ley del Suelo, la reestructuración del sistema financiero, en especial de nuestras cajas de ahorro, o como las que se están desarrollando referidas al sistema aeroportuario y portuario.

 

Esta agenda de cambio contrasta con lo que hicieron los Gobiernos presididos por Aznar. Aquellos Gobiernos básicamente se limitaron a rematar el proceso de consolidación fiscal que había iniciado el ministro Solbes en1993 y para ello acometieron un proceso de privatizaciones, sin una regulación que fomentase la competencia, haciendo que la esencia de la transformación empresarial de aquel Gobierno fuese privatizar, sin liberalizar.

 

Más allá de este proceso hay muy poco que añadir a sus reformas.

 

En realidad, el gran legado del Gobierno conservador fue implantar una ley del suelo que contribuyó a alimentar una burbuja inmobiliaria, a la que bautizaron como milagro económico; considerar unos ingresos fiscales coyunturales como estructurales y gestionar una coyuntura irrepetible, caracterizada por una generosa entrada de fondos europeos, bajos tipos de interés y abundante fuerza laboral inmigrante de bajo coste.

Esa fue la herencia recibida del Partido Popular: una economía de apariencia saludable, con cifras positivas de crecimiento, pero que había agudizado hasta el extremo sus desequilibrios y debilidades estructurales.

 

Cuando llegó José Luis Rodríguez Zapatero al poder trató de corregir este legado económico con una intensa apuesta por capitalizar nuestra economía, triplicando la inversión pública en Investigación y Desarrollo y duplicando el gasto en educación y en modernizar nuestras infraestructuras de transporte.

 

Además de las políticas de inversión, se abordaron cambios regulatorios esenciales, como la reforma del sistema de defensa de la competencia, o la liberalización en el sector servicios que estamos llevando a cabo.

 

Y ahora es el momento de emplear toda esta capacidad reformista para resolver los grandes desequilibrios estructurales de nuestra economía.

Y se debe hacer desde el conocimiento de nuestra realidad, sin falsas ideas preconcebidas. Porque cuando hablamos de nuestro problema de deuda debemos de saber que no es tanto su tamaño, que por cierto es en dos tercios privada, como su naturaleza.

 

Esta realidad la cuantifica acertadamente un reciente informe de la Comisión Europea que señala que el 75% del incremento de los ingresos fiscales entre 1995 y 2006 era de naturaleza transitoria y claramente vinculado a un insostenible boom del mercado inmobiliario.

 

Y es en este apartado donde se debe hacer un necesario ejercicio de autocrítica. Porque pese a haber sido el único Gobierno de la democracia que ha conseguido tres superávits presupuestarios, no se evaluó adecuadamente hasta qué punto nuestra economía estaba viviendo por encima de sus posibilidades.

 

La economía española se alimentó de una gran cantidad de crédito exterior que sirvió para inflar una burbuja inmobiliaria, que a su vez generaba abundantes ingresos para las arcas públicas de marcado carácter coyuntural.

 

Por tanto, debemos situar en el pinchazo de burbuja inmobiliaria la explicación a la mayor parte de nuestro déficit presente, y no en las políticas de estímulo del Gobierno.

 

Un déficit con un importante peso estructural que nos obliga a encontrar un nuevo equilibrio entre ingresos y gastos de las administraciones públicas.

 ... salsada económica/financeira, somente!!!... LOL

 

Equilibrio que afrontaremos desde principios socialdemócratas, conscientes de que la mayor traición que podríamos a hacer al modelo social de mercado es dejarlo inalterado y esperar a que se hunda por su propio peso.

... TRISTE capitalismo que resiste... na BOLSA/CASINO de WALL STREET, nos STATES!!!... LOL

 

Sabemos que precisamente uno de los mayores éxitos de nuestro Estado de bienestar ha sido el aumento de la esperanza de vida. Y sabemos también que sobre ese éxito se esconde uno de sus mayores desafíos: la sostenibilidad del sistema de pensiones y del sistema sanitario.

... CIMEIRA de Países africanos... os ESPOLIADOS de SEMPRE!!!... TRISTEZA!!!... 

 

Por eso no podemos ignorar el reto demográfico y es necesario abordar la reforma de nuestro sistema de pensiones contando con el consenso de los grupos políticos, al igual que se acordó con todas las Comunidades Autónomas un pacto para promover la sostenibilidad del sistema nacional de sanidad.

 ... LUSOFONIA, aproximação, alguma réstia d´ESPERANÇA ou... FANTASIA???...

 

Pero todo intento de reforzar nuestro Estado de bienestar sería inútil si no se abordan las reformas necesarias para incrementar la competitividad de la economía. Reformas centrales como la del mercado de trabajo, sobre la que los grupos políticos tienen la oportunidad de señalar sus aportaciones en el trámite parlamentario, y reformas para acelerar la necesaria reestructuración de nuestro sistema financiero o la estrategia energética en los próximos 25 años.

 ... Cimeira Ibero Americana... SAUDADE dum TEMPo que PASSA/PASSADO/PASSOU!!!... LOL

 

Reformas que faciliten la vocación emprendedora, que premien el trabajo bien hecho, que fomenten la competencia. Reformas para que nuestro sistema de protección social sea sostenible y lograr un equilibrio más justo y eficiente entre la red de protección global, los servicios públicos y los incentivos individuales.

 ... Commonwealth... espécie de colonialismos MODERNOS, como OUTROS... de PAÍSES que PODEM tudo, sobre MALES deste MUNDO!!!...

 

Este es el camino que se debe seguir, porque no nos consolamos con la explicación maniquea de que los mercados se imponen a los Estados. Pretender que lo que funcionó en el pasado pueda ser solución en el futuro, ignorando los cambios que operan en el mundo, solo puede conducir a la melancolía y la resignación.

... Países EMERGENTES... BERBICACHO de todo o TAMANHO, ainda!!!...

 

La mejor forma de ganar la batalla a la injusticia social, al desempleo, al deterioro del medio ambiente, es acelerar el ritmo de las reformas.

Porque un progresista deja de serlo cuando deja de cuestionar sus propios dogmas, cuando abandona su voluntad reformista de la sociedad y cuando se limita solamente a defender las conquistas del pasado.

 ... CHINA, como destino... saída INCERTA ou FUTURO???... LOL

 

... lá, como CÁ... com LIGEIRÍSSIMAS variantes, tanto AGORA como DANTES, sociais e democratas REFORMISTAS, POPULARES que ESTAGNAM, se DISFARÇAM, quando PERORAM às MASSAS!!!... Sherpas!!!...

 

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10
Jul10

... ofuscação momentânea!!!...

sherpas

… ofuscação momentânea me transtorna,

embutidos quedam os sentidos,

exauridos,

imagem que me revolta,

pespegados junto a restos de contentor,

briga, peleja fora de casa,

desabrigados desavindos,

não comidos,

{#emotions_dlg.confused}{#emotions_dlg.mad}{#emotions_dlg.sad} 

são restos Senhor,

porque lhes dais tanta dor???...

 

no desconforto do lar, sem amor,

gritos, barafundas,

caras medonhas provocam rugas,

sentimentos que se arrastam, gastam,

afrontam,

por uma causa, seja qual for,

luta continuada

por coisas de nada,

violência que se atura,

que perdura,

do género

sem esmero,

desespero,

 

são raivas Senhor,

porque lhes dais tanta dor???...

 

demasias ou demasiadas

fortunas acumuladas,

ganhos que se juntam, que gritam escândalos, agravos,

acervos perante simples ou parvos,

gestos que diminuem os grandes,

avultados tratantes,

vígaros, vigarizantes,

desmesurados que se perspectivam,

quando se olham, se gostam, se amam,

se tramam, se enganam,

se vingam, se chamam, se injuriam,

anunciam

guerras, lutas internas,

na casa dos outros, nada ternas,

 

lutas injustas, guerras,

incontinência exasperada

de quem, por dinheiros, desespera

enquanto se enterra,

já velhos caducos, confusos, doirados,

enérgicos, parados,

luzidios, já frouxos,

mancos, já coxos,

espertos, amorfos,

 

são ganâncias Senhor,

porque lhes dais tanta dor???...

 

mentira que se deita, atira,

conclusões inconclusivas,

palavras repetidas, trocadas,

escritas, ditas, gritadas,

objectivos definidos,

consentidos,

metas com coroa de louros,

agoiros,

posição que se pretende

em cima da gente,

bolo que se come por inteiro,

sendo ministro, primeiro,

presidente que assume o que não diz,

que curva a espinha, a cerviz,

 

sorriso que emenda o que fez,

leves rugas na tez,

sorriso mesquinho, soez,

maldigo política, de vez,

lutas, pelouros, decoros,

fome escondida, tristezas, choros,

sequência de quem se condigna

no mau serviço que indigna,

 

são políticas Senhor,

porque lhes dais tanta dor???... Sherpas!!!...

 

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10
Jul10

... ditador ou... salvador???...

sherpas

 

… desconforme se levanta, ensombra,

fauces horripilantes, cavernosas,

da tumba escura,

viscosa,

onde se encontram

restos abjectos,

memórias que nos agastam

como povo,

 

estórias, vida horrorosa,

passado degradante que se afasta,

fazendo ranger ossos que ainda restam,

poeira que provoca,

quando se invoca,

hálito fétido, presença venenosa,

inversão de toda uma situação,

arreigo que se pretende,

perversão,

que não se entende,

 

grupos que despontam vontades,

ocultando feras verdades,

mistificando

tempos vividos, já passados,

fomes, guerras, perseguições,

adulando imagem que se dissipa,

heranças que se rejeitam, dissenções,

enfrentamento que se avilta

por monstro que destruiu,

oprimiu,

nunca tal coisa se viu,

 

alguns seguidores da suprema besta,

recordada pelos que a veneram,

ainda esperam,

tal como outras,

destruidoras,

ideias adversas, tão contrárias,

intentando posterizar,

em vão,

enfrentando punhos, cerrando fileiras,

toda uma Nação que diz não,

olvidando caveiras,

tentando sorrir, buscando o advir,

páginas duma história que se vai fazendo,

esquecendo dores, gemidos,

tempos antigos,

vidas duras,

ditaduras,

 

voragem do tempo que passa,

recordação de quem tenta

dar vida a uma longa treva que se interpôs,

perpetuando um esquálido já esquecido,

mal que foi, mal que traça,

mesmo com tudo que se inventa,

quando se tenta,

colocar como referência um horror,

tempo perdido,

apartados do Mundo, humilde raça,

nobre grandeza agrilhoada,

décadas de medo, pavor,

 

fantasma que surge, ainda ruge,

das mais profundas nesgas do inferno,

sempre presente, sempre eterno,

triste recordação,

maldição,

má intenção que se renova,

se incendeia como pólvora,

adoradores daquela figura demoníaca,

cinzenta, carregada, tristonha, opaca,

que por cá vingou

quando se instalou!!!... Sherpas!!!...

 

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10
Jul10

"La sentencia no resuelve el problema catalán, sino que crea otro"

sherpas

La manifestación de Barcelona contra el recorte del Estatuto catalán calienta motores y lo hace impulsada por el propio Tribunal Constitucional. Así lo ha asegurado esta mañana el presidente de la Generalitat, José Montilla, quien considera que la difusión ayer de la sentencia íntegra sobre el Estatuto , que limita la aspiración "nacional" y lingüística comprendida en la carta autonómica, movilizará a algunos indecisos. La difusión ayer de la argumentación jurídica del Tribunal Constitucional (TC) "puede ayudar a que venga más gente a la marcha", ha segurado Montilla en declaraciones a Onda Cero.

 

... in http://www.elpais.com/articulo/espana/Montilla/sentencia/resuelve/problema/catalan/crea/elpepuesp/20100710elpepunac_2/Tes

 

Ha agregado que: : "No sé si esto es precisamente lo que quería conseguir el Constitucional con esta publicación, pero es lo que va a hacer". "Desde luego -ha proseguido Montilla, refiriéndose a la sentencia- no va a ayudar a resolver el problema catalán, sino que ha creado uno nuevo".Para Montilla, eran "absolutamente innecesarias" algunas de las cuestiones que se plantean como inconstitucionales, lo que, a su juicio, "atenta" contra la dignidad de los catalanes porque "limitan y modifican" aquello que se votó en referéndum. La sentencia del Alto Tribunal hecha pública ayer, con 881 folios, señala que la mención en el preámbulo a la "nación" catalán queda sin alcance jurídico y agrega que "la Constitución no conoce otra que la nación española".

 

Además proclama reiteradamente la "indisoluble unidad" de España. La sentencia solo anula 14 preceptos de los 128 recurridos por el PP, pero la reinterpretación de una treintena augura nuevos conflictos. Por ejemplo, el que hace referencia a la lengua vehicular de la enseñanza.

Montilla ha reconocido que la participación en el referéndum del Estatuto en 2006 no fue todo lo alta que se deseaba, aunque sí hubo más gente que acudió a las urnas que respecto a unas elecciones como las europeas. El presidente espera que muchos catalanes que ni siquiera votaron en el referéndum sí se manifiesten hoy, de aquí que haya augurado una movilización de más de un millón y medio de personas para esta tarde. De cumplirse se superaría el millón de personas de la marcha del 11 de septiembre de 1977 en el mismo escenario y que reclamaba los derechos y libertades de Cataluña.

 

Respecto a la sentencia, el líder del PP, Mariano Rajoy, desde Pontevedra, se ha limitado a decir: "Zapatero ha actuado con frivolidad. Ha engañado a todos: a los ciudadanos de Cataluña y a los del resto de España (...). Esta historia ha sido lamentable y en el futuro exigirá un gran sentido de Estado, yo estoy dispuesto a tener ese sentido de Estado".

 

La secretaria general del PP, María Dolores de Cospedal, ha asegurado, también en Onda Cero, que la manifestación de Barcelona "no es una buena noticia para España". "Es una manifestación convocada con un objetivo que no me parece el mejor, que es protestar por una sentencia del máximo intérprete de nuestra Constiución. Eso es tanto como protestar por lo que dice nuestra Constitución, y no me parece lo más loable", ha afirmado.

 

Cospedal considera que en estos momentos, el malestar por la sentencia "no es la prioridad de los catalanes". Es más, se ha mostrado convencida de que la protesta no va ser "representativa de lo que opina el pueblo de Cataluña".

 

Una 'senyera' gigante

Barcelona acogerá esta tarde la manifestación de rechazo a la sentencia del Tribunal Constitucional. La manifestación partirá a las seis de la tarde de la confluencia entre el Paseo de Gracia y la Avenida Diagonal, y se prevé que acabe en la plaza Tetuán. La movilización ha sido organizada por la entidad catalanista Omnium Cultural y cuenta con el apoyo de más de un millar de entidades, entre ellos las universidades, los sindicatos y las patronales catalanas, el Fútbol Club Barcelona, partidos como PSC, CiU, ERC e ICV-EUiA e incluso instituciones como el monasterio de Montserrat.

 

Una gran senyera, de 250 metros cuadrados, flanqueada por el lema oficial de la manifestación partido, con la frase "Somos una nación" en un lado y la mención "Nosotros decidimos", en el otro lado, encabezará la marcha. El presidente catalán, José Montilla, y los ex presidentes Pasqual Maragall y Jordi Pujol, así como el presidente actual del Parlament, Ernest Benach, y sus precursores, Joan Rigol y Heribert Barrera, irán tras la bandera catalana.

 

A continuación, se situará una pancarta con el lema "Somos una nación. Nosotros decidimos", y allí se situarán representantes de los convocantes de la marcha, entre ellos el presidente de CiU, Artur Mas, el de ERC, Joan Puigcercós, y la presidenta de Omnium, Muriel Casals.

La marcha concluirá con la interpretación del himno nacional catalán, Els Segadors, en la plaza Tetúan de la capital catalana, adonde se desplazarán ciudadanos de toda Cataluña gracias a los 400 autocares fletados por la organización.

... INTERIORIDADES, outras VERDADES... com UNIÃO esquisita, noutra UNIÃO, com POLVOS políticos, POLVOS futebolísticos, seja PAUL ou NÃO//tremenda ILUSÃO!!!... Ou... NÃO???... ESPAÑA precisa... caramba!!!... Sherpas!!!... 

 

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07
Jul10

... eram MESTRES do SABER!!!...

sherpas

… eram mestres do saber,

tinham arte, faziam,

nas diferentes matérias primas que utilizavam,

com a mente, com as mãos,

apareciam,

objectos úteis,

portas, camas, janelas,

portões de ferro, telhas, vidrados,

grandes potes, gamelas,

pratos, jarros, telhados,

muros, regos,

buracos fundos, lameiros,

caminhos, sendas,

afanosos, cumpriam

tarefas, ritos,

com empenho, sabidos,

respeitados, mais que pais

para os aprendizes,

gaiatos, petizes,

nas oficinas que zumbiam,

nos campos a perder de vista,

os ajudas,

vidas que se conquistam,

quantas custas,

entoavam sons variados,

consoante materiais utilizados,

aprendiam,

cresciam como os mais!!!...

 

… recuados, tempos de infância,

recordo o João Ferreiro,

alugava bicicletas, perdição,

poucas, já envelhecidas,

proporcionavam prazeres,

corridas,

por um que outro tostão,

sério, compenetrado, useiro,

pragmático a tempo inteiro,

pouco ou nada sorria,

tinha filhos, era prestável

com a catraiada,

pela calada,

sem sorriso,

mestre na profissão que tinha,

ia, vinha,

viração, trabalho duro,

pancadas ritmadas na bigorna,

no ferro quente que se molda,

fole que mantém temperatura elevada,

esforço, cara suada,

quando lembro,

ali, esforçados,

alternados,

sons distintos,

 

um mais alto, retinto,

malho leve, aliviado,

outro mais seco, quase extinto,

mais pesado,

de acordo com o maço,

com a força,

ajeita, destorça,

encanto, maravilha,

vermelho vivo, brilha,

lança chispas,

faúlhas doidas que se soltam,

aguardo,

mergulham em água, arrefecem,

olham bem,

viram,

reviram,

param,

reparam,

 

estende a mão,

aceita as moedas,

salto para o selim,

vou embora,

cabelos ao vento,

único pensamento,

fruição dum tempo,

bicicletas de sonho

onde me ponho,

nas que disponho

outrossim,

deslocação rápida,

fuga, encontro,

rodas de encantamento,

doce momento,

alugadas na casa do ferreiro

a tempo inteiro!!!... Sherpas!!!...

 

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07
Jul10

... eram extensas...

sherpas

… eram extensas, verdejantes,

sempre as vi assim, colinas

com vales que se alongavam,

pujantes,

ribeiros que cantavam suas melodias,

saltitando no empedrado dos caminhos,

sobre seixos arredondados,

parando, fazendo charcos,

descendo, engrossando,

fazendo leitos mais alargados,

margens salpicadas de vegetação,

a natureza num cântico, um hino,

inebriante quadro, doce emoção,

seres que se remoçavam

mergulhando, espanejando asas alvoroçadas,

quando desciam, quando paravam

nos areais das suas margens, já rio,

águas lentas, transparentes,

crescido, bem liberto,

desperto,

quando lembro,

sorrio,

floresta bem repleta, arvoredo denso,

mundo que se completava, apartado,

luxuriante,

naquele recato, colina verdejante,

vale extenso, rio manso… quase parado!!!...

 

… memórias de passado recente,

antes da voragem,

imensa labareda se estendeu,

pincelada tétrica,

tudo ardeu,

tons cinza, enegrecidos,

dor de alma, vestígios,

local que se apagou, alterou,

colina escarpada, nua, com paus espetados,

ramos queimados, troncos escurecidos,

águas sujas que deslizam, aluviões,

na escuridão do dia que se pressente, trovões,

enxurrada que se arrasta,

nos encharca,

sítio bem diferente, onde dantes era mata,

local calmo, aprazível,

não visível,

fantasmagórica imagem que nos assombra,

que nos derruba os sonhos,

que nos avassala, que nos ensombra,

quando paramos… nos pomos

entristecidos!!!...

 

… claudico um pouco,

recordo imagens bem vivas, marcadas,

guardadas no íntimo mais profundo,

quase me sinto louco,

não quero, rejeito o que vejo,

cerros meus olhos, num repente,

critico impotentes, criminosos,

aberrantes comparsas desta trama,

depois de queimada pela chama,

paisagem da minha juventude,

colina verdejante, vale extenso,

quando penso,

desleixo, incúria… inquietude!!!... Sherpas!!!...

 

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02
Jul10

Lapidus: "En Suecia existe un profundo racismo oculto"

sherpas

 

La historia de Jens Lapidus es particular. Un abogado criminalista en Estocolmo que cerca de la treintena se lanza al ya muy frecuentado y exitoso mundo de la novela negra sueca y busca nuevas vías más próximas a la literatura estadounidense, como confiesa a este periódico en una entrevista realizada en la distancia y tras semanas de persecución. La agenda del autor obliga, aseguran en su entorno, para explicar la tardanza y su ausencia de la Feria del Libro de Madrid, dedicada a la literatura escandinava y para la que estaba pensada esta entrevista. El autor lamenta no haber podido venir: "Me gusta España, la gente, el ritmo, la comida, el vino".

 

... in http://www.elpais.com/articulo/cultura/Lapidus/Suecia/existe/profundo/racismo/oculto/elpepucul/20100701elpepucul_2/Tes

 

Estocolmo tiene su lado oscuro y me fascina. Yo veo esa realidad a diario: conozco a los criminales, a las víctimas y charlo con la policía

Espero cualquier día una llamada del Ministerio sueco de Asuntos Exteriores para pedirme que deje de hablar tan mal sobre Suecia

Mis libros están alejados de la tradicional novela negra sueca. Encuentro mi inspiración al otro lado del Atlántico

 

Creo que la novela negra tiene la habilidad de tratar los grandes temas y, además, hablar de discriminación, segregación y los fallos de la sociedad moderna

 

Con dos novelas publicadas en España, Dinero fácil (Suma de Letras, 2009) y Nunca la jodas (también en Suma, 2010) el autor no se esconde a la hora de dar una visión radicalmente distinta de su país y su ciudad, Estocolmo, un lugar con un lado oscuro que se empeña en retratar. Mafiosos yugoslavos, narcos, arribistas suecos, adictos de clase alta y policías con dudas morales pueblan unas novelas en las que, al igual que la entrevista, Lapidus no se esconde. Eso sí, asegura, "Suecia es todavía un buen lugar para vivir".

 

Pregunta: Joven abogado de éxito respetado y reconocido en su profesión se convierte en escritor y cronista de los bajos fondos de Estocolmo. ¿Cómo es el proceso?

 

Respuesta: Recuerdo claramente la chispa con la que empezó. Trabajaba en la corte municipal por aquellos tiempos. El tribunal llevaba el caso de una joven banda de los suburbios y sus miembros estaban siendo procesados por robo a mano armada. Asaltaron una fiesta en un apartamento y robaron a los asistentes. Lo que me fascinó no fue el caso en sí, sino la actitud de los acusados. Estaban a punto de ser condenados a varios años y, sin embargo gritaron al juez y le amenazaron como si estuviesen en la calle. Levantaron su dedo corazón y gritaron: "No podemos vivir de otra manera".

Al llegar a casa por la noche me senté enfrente del ordenador. Quería contar la historia de estos chicos, una sociedad donde el ansia por el dinero ha alcanzado niveles de locura, una Suecia de la que nunca se había hablado. Quería describir los suburbios desde la perspectiva de los criminales. Y empecé a escribir.

 

P: Aparte de mucho dinero, ¿qué le supone ser uno de los autores más vendidos de su país?

 

R:Realmente no mucho. Todavía me levanto pronto por la mañana para cuidar de los niños y llevarlos a la guardería, después voy al tribunal a defender a supuestos asesinos, ladrones de bancos y narcotraficantes. Después vuelvo a casa con mi familia y ayudo a mi mujer a meter a l0s niños a la cama. Entonces me pongo a trabajar de nuevo para preparar los casos del día siguiente. Pero, cuando un amigo vino a Estocolmo, me aseguré de que estábamos en las listas VIP de todos los clubes de moda de la ciudad.

 

P:Hablemos un poco de Suecia, un país que es admirado en el resto del mundo por su alto grado de desarrollo económico y social. Sin embargo, no es el país que sale en sus dos libros de la Trilogía Negra de Estocolmo. ¿Por qué un país tan desarrollado genera tantas sombras en su interior?

 

R:Espero cualquier día una llamada del Ministerio sueco de Asuntos Exteriores para pedirme que deje de hablar tan mal sobre Suecia. ¡Los turistas no se van a atrever a venir! Me gusta describir una parte de la realidad sueca. No pretendo presentar toda la realidad, solo fragmentos de una realidad compleja. Todavía creo que Suecia es un buen lugar para vivir y, seguro, relativamente.

 

P: Varios de sus personajes son inmigrantes marcados por un trato racista por parte de profesores, trabajadores sociales... ¿Suecia no era el paraíso de la acogida de las minorías perseguidas?

 

R:Bueno, sí y no. Suecia tiene una ley contra la discriminación y el sentimiento general en la política sueca es muy abierto y en contra de la discriminación. Una vez dicho esto, creo que hay un profundo racismo oculto en la sociedad sueca. La gente con orígenes no europeos no encuentra trabajo de la misma manera que los suecos de origen; en el Parlamento no hay representantes que vengan las clases bajas.

 

P:El retrato que hace de la clase alta de Estocolmo y de los círculos próximos a la familia real da un poco de miedo. ¿Recibió críticas por hablar de esos estratos sociales en esos términos?

 

R:No, por lo menos que yo sepa. La clase alta en Suecia es muy educada y no debate esas cosas en público. Por lo que he oído, les han gustado mis libros.

 

P:Relato fiel de los bajos fondos y de las sombras de una clase alta que tiene sus vicios y sus bajezas. ¿Documentado por la experiencia o simple investigación?

 

R:La respuesta es sencilla. Todo lo consigo gracias a mi trabajo. Estocolmo tiene su lado oscuro y me fascina. Yo veo esa realidad a diario: conozco a los criminales, a las víctimas y charlo con la policía.

 

P: La Feria del Libro en Madrid se centró en la literatura escandinava, que tiene autores que copan las listas de los más vendidos en todo el mundo. ¿A qué se debe esta locura por lo escandinavo en general y por lo sueco en particular?

 

R:En los años setenta, ochenta y noventa la novela negra sueca era muy popular en los países nórdicos y en Alemania. Esto creó una tradición y muchos escritores probaron fortuna dentro del género y tuvieron éxito. Sin embargo, no ha sido hasta ahora cuando la literatura sueca ha vivido su verdadero boom. Creo que la novela negra tiene la habilidad de tratar los grandes temas y, además, hablar de discriminación, segregación y los fallos de la sociedad moderna.

 

P: Antes que usted, ha habido otros grandes éxitos de venta y crítica en Suecia. Henning Mankell, Liza Marklund y Stieg Larsson son tres grandes y muy diferentes ejemplos. ¿Le han influido? ¿Dónde sitúa su obra en comparación con la de estos escritores?

 

R:Para nada. Mis libros están alejados de la tradicional novela negra sueca. Encuentro mi inspiración al otro lado del Atlántico, fundamentalmente entre los escritores estadounidenses. De hecho, quiero que mis libros se conviertan en la antítesis de la tradicional novela negra escandinava. Creo que mi literatura abre puertas a un mundo hasta ahora poco conocido, el submundo de Estocolmo. Una buena novela negra debe girar en torno a las grandes cuestiones como el amor, el odio y la venganza.

P:El estilo recuerda claramente al de Ellroy. ¿Influencia? ¿Quién más? La descripción de uno de los protagonistas de Dinero Fácil, JW, y su mundo recuerda a Bret Easton Ellis. ¿Lo reconoce?

R:El uso del idioma que hace Ellroy es fantástico. Su ritmo y su forma desacompasada de construir sentencias me deja alucinado. Aprendí de él lo que llamo el lenguaje revolver. Las palabras se comprimen en un apretado y recortado flujo que crea un sentimiento de intransigencia y poesía. También la obra de Easton Ellis ha influenciado la mía. Relata la peor maldición del mundo occidental, el consumismo y la búsqueda de la felicidad a través de lo material.

P:Incluso James Ellroy se preocupa por policías, aunque poco o nada honestos (Bud White en L.A. Confidencial o Lloyd Hopkins en la trilogía del Sargento Lloyd). Sin embargo, su preferencia absoluta es por el mundo del hampa, ajeno a la otra parte del juego, a las fuerzas del orden.

R:Me interesa más la gente que comete crímenes. Después de todo, son los que se desvían de las normas y la ley. ¿Quién comete crímenes? ¿Por qué? ¿Qué efectos tienen los crímenes en la vida de quienes lo cometen?

 

... RACISMO... NÃO!!!... Sherpas!!!...

 

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