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... coisas do Sherpas!!!...

... comentários sobre tudo, sobre nada... imagens diversas, o que aprecio, críticas e aplausos, entre outras coisas mais!!!...

... coisas do Sherpas!!!...

... comentários sobre tudo, sobre nada... imagens diversas, o que aprecio, críticas e aplausos, entre outras coisas mais!!!...

09
Jul18

... bica, bagaço e... uma cigarrada!!!...

sherpas

... encostar a barriga ao balcão,

conversa d´ocasião,

bebericando uma bica,

que bem s´está,

que bem se fica,

boa maneira de começar,

enquanto a vida vai correndo,

tão normal,

rotineira,

num café, à nossa beira,

não fazendo,

desfazendo,

 

intriga,

hipocrisia, má fé,

trivialidades,

como assunto,

alguma amizade pelo meio,

frio que se faz sentir,

tento na língua,

receio,

 

impertinências,

por todo o MUNDO,

palavra, sem importância,

dada a situação,

manigância,

muita corrupção,

no seio das excelências,

 

mau político que profere

insensatez,

vulgaridade,

exorbitância, enormidade,

mais olhos que barriga,

com a atitude se fica,

quanta falsidade,

 

desrespeito pelo eleitor,

carroceiro,

um perdedor,

 

jogador que se transfere,

mais uns milhões que desandam,

ganha o clube,

ganham os que mandam,

grande gesto,

atitude,

sorriso,

na altura indicada,

ajuda pouca,

quase nada,

jornal que se folheia,

sem nada que se leia,

parco conteúdo,

entretém,

página primeira,

sensação,

 

notícia dum Zé ninguém,

acontecimento já passado,

pouca sorte,

azarado,

 

vamos indo como se quer,

alguma PAZ,

tranquilidade,

aqui ao pé, realidade,

 

seja homem,

seja mulher,

deixou de ser novidade,

gente rica,

gente pobre,

 

uns com saúde,

outros, sem cobre...

 

idade santa,

ilusão,

apetite matinal,

incontido,

risadas que s´espalham pelo ar,

depois de bebido,

bem comido,

mochila que se leva ao ombro,

tanta esperança,

tanto sonho,

 

grupito que vai pr´á escola,

adolescentes,

passos primeiros,

alguma saída futura,

oportunidades,

mal que também tem cura,

tempo passa,

futilidades,

 

entre gestos que se repetem,

assuntos de pouca monta,

encontros ocasionais,

sem estratégia definida

se vai consumindo

uma vida,

 

dos,

q´assim a preferem,

logo pela manhã,

numa ida ao café,

encostando a barriga ao balcão,

bebendo a bica,

de pé,

 

olho de soslaio,

parceiro de balcão,

bica na frente,

bagaço na mão,

 

recordo passado,

tertúlia de café,

troco conversa,

recordo até,

mais novo,

percurso de vida,

tostanitos no bolso,

 

chupeta na boca,

cigarro que fumo,

parceirada tão fixe,

sabor tão completo,

quadro preciso,

repleto,

 

bagaceira velhíssima,

curta,

a bica,

cheirosa,

tão cremosa.

fumaça na hora,

 

gargalhadas espontâneas,

passado longínquo,

com esta, me fico,

 

adepto,

como tantos,

novíssimo,

amostra de gente,

ritual,

como sempre,

 

não julgo,

informo,

pelo mal que faz,

na informação que não tínhamos,

curtíamos,

fazíamo-nos “homens”

enquanto ríamos,

passeávamos livros,

estudando no sítio menos indicado,

numa mesa do café,

não de pé,

tertuliando com gosto,

satisfação

que se via no rosto,

 

amizade sã,

adolescentes...

tão crentes...

inocentes!!!... Sherpas!!!...

 

26
Jun18

... PAIXÃO ALENTEJANA!!!...

sherpas

... incontestável,

porque nascido e criado,

vivendo ainda

num recanto muito amado,

verdadeira paixão,

recordações plenas,

pormenores que muito m´apenam,

quando recordo,

duras fainas, duras penas,

gravadas na minha mente,

continuando sentindo,

como sente aquela gente,

 

hábitos, tradições,

costumes, maneira de ser,

canto balbuciado,

património cultural,

alentejanices próprias,

respeito profundo,

sem mal,

 

casario branco de neve,

pézinho azul ou amarelo,

telhas de barro vermelho

sob um céu d´azul intenso,

sol de brasa, no Verão,

vento incomodativo, suão,

 

invernos d´arrepiar,

pelo frio

artes e feitos, pinturas a esmo,

esculturas apropriadas,

desde o paleolítico,

antas ou dólmens nos olivais,

centenárias que são,

azeitonas que dão,

entre outras que tais,

 

 continuando,

granito granito,

bem fundo

um GRITO...

desespero q´espera,

desespera,

 

tão sós,

memórias com seus sabores,

doces conventuais

gulosos, tão sensuais,

rendas e bordados,

 

esquecidos,

quase abandonados,

sossegados,

dengosos,

incaracterísticos,

pelas anedotas, pelos ditos,

planície que s´alonga,

salpicada de flores silvestres,

vinhedos que teimam,

s´instalam,

sabores diversos,

brancos e tintos,

distintos,

 

azeitona preciosa,

alguns cereais,

outras coisas mais,

população envelhecida,

monte reconvertido,

quintinha de sonho,

recomposto,

acalmia, turismo d´habitação,

como um senão,

recordação,

 

netos e netas,

filhos dos filhos, das filhas,

conforto, sossego, descanso,

clima mui próprio,

lago do Alqueva,

algo d´admiração

digno,

que se veja,

 

mas,

o ALENTEJO da minha PAIXÃO,

não é só isto,

deserto maravilhoso,

desabitado,

sem filhos dilectos,

esvaziado,

os q´estudaram,

se fizeram homens

e... foram embora,

por falta d´emprego,

trabalho na terra,

interior sem valias,

promessas aos molhos,

abrolhos...

desapego, maravilha, olhos meus,

vizinhos dos teus...

 

tenho, pra mim,

outrossim,

empresas de sucesso,

no que melhor temos,

frutas e carnes,

vinhos premiados,

por tantos lados,

 

escoamento em estradas rápidas,

comboio de alta velocidade,

aeroporto no CENTRO de TUDO,

existente,

quase desactivado,

 

porto de águas profundas,

rivalizando com os melhores da EUROPA,

retenção da população jovem,

cabeças pensantes,

não saudosistas,

não, como antes,

tecnologias de ponta,

incentivos previstos,

património do MUNDO,

tão conhecido,

futuro que s´encontra

ao alcance de qualquer,

aldeias, vilas ou cidades,

sem molenguice,

activos, vigorosos,

recompondo o que não existe,

persiste,

 

lamechice,

sorriso fácil,

grupito lambareiro,

gastronomia de primeira,

cante q´encanta,

às quatro da madrugada,

noites longas de VERÃO,

com um senão...

 

paradinhos no tempo,

apartados do MUNDO

que s´escaqueira a olhos vistos,

sem ouvidos, nem escritos,

na prateleira do esquecimento,

quanto o lamento,

meus caros...

 

somos EUROPA,

temos espaço,

temos engenho,

quanta arte por aí (???)

e... algo me diz

que não ficamos por aqui,

alentejanos,

meus irmãos,

podemos ser o que quisermos,

podemos dizer o que queiramos,

podemos fazer coisas lindas,

além das que temos,

 

basta abrirmos,

sermos participes de TUDO

porque, também é nosso, o MUNDO,

temos uma palavra a dizer,

temos muito para fazer...

 

bem hajam... Sherpas!!!...

18
Mar18

... por entre... os pingos da chuva!!!...

sherpas

... trovoadas repetidas,

quanta água caída das núvens,

agora, nomeadas,

depressões que nos diminuem,

introvertem,

ventos fortes,

ondulação do mar,

destruição de lares humildes,

paredões desfeitos,

vidas ceifadas,

em qualquer lugar,

 

cuidados redobrados,

conselhos,

avisos amarelos,

vermelhos,

notícias,

logo após período seco,

bem alargado,

por sinal...

 

tempestades de vulto,

secas,

aflitivas,

condoendo todo um PAÍS,

banca que se tresmalha,

provoca mossa,

causa dano,

enrica qualquer canalha,

ajustamento,

na altura,

no momento,

movimentação na BOLSA,

desemprego q´assusta,

quanto lhes custa,

subsídio,

parca quantia,

motivo de choro,

amargura,

tempestade q´arrasta,

valente razia,

 

sem água,

sem chuva,

alavancagem,

governança que não serve,

vento imóvel,

não uiva,

bastante resiliência,

por parte de

duvidosa excelência, 

ardem florestas,

vendem-se,

dão-se negócios,

empresário que ri,

satisfazendo seus ócios,

ampla pastagem,

rico que s´enormiza,

ilumina ganâncias,

ilhas paradisíacas,

tempo aprazível,

incrível,

 

tormenta de grande monta,

quando se monta,

sobre costado de mais vulgares,

quanto te custa,

quanto sofres,

ventos amenos,

outros ares,

 

sem água,

sem chuva,

tão seca,

tão pobres,

para quem s´aproveita,

pretensão de FORBES,

enfeita,

manipulação de dados,

dinheiros que fogem,

bom,

mau aluno,

sem voz,

infelizes de nós,

 

património que s´esfarela,

impunidade total,

por entre pingos da chuva,

escapulindo,

mantendo,

refazendo

teres,

haveres,

 

ninguém nos vale,

não há quem acuda,

grande mal...

 

fora do tempo,

ainda a tempo,

na hora certa,

renovação de caudais,

raios e coriscos,

devaneios d´altura,

embevecimento dos ricos,

na hora q´aperta,

carteira mais curta,

chuva com fartura,

dinheiros contidos,

manifestos,

pedidos,

exigência constante,

na montra,

na estante,

escaparate que chama,

objecto cativa,

apela,

desejo que clama,

 

informal na tela,

voz q´esganiça,

engano passado,

esquecido,

tramado,

já foste enganado, 

tormenta que surge,

vento que ruge,

tão seca,

ruim,

interesse, outro fim,

 

apátrida confesso,

vil metal q´assombra,

hipocrisia natural

provocando tanto mal,

conveniência de peso,

consequência de medo,

vítima...

afinal,

umas q´escapam,

imunidade total,

cobertura colossal,

impunes,

lá vão,

mesmo que chova,

entre pingos que caem,

arrecadam milhão,

seu destino,

função,

não é coisa nova,

fundamento, com prova,

indiferente,

capitais que saem,

 

instabilidade generalizada,

vamos vivendo,

culpados com tudo,

inocentes sem nada,

 

trovoada repetida,

entre vida d´espavento,

entre vida sofrida,

proventos d´arromba,

miséria que tomba,

 

molhada

ou seca,

com raios, com coriscos,

são pobres, são ricos,

ridículos,

farsantes,

agora... como antes!!!... Sherpas!!!...

 

 

10
Dez17

... o nosso CIRCO!!!...

sherpas

... dia claro, solarengo,

caso que se torna hábito,

mui normal,

poucas nuvens no céu,

escassas, fugidias,

sem estória, provento,

 

terra ressequida,

nostálgico,

chuva que não aparece

neste cantinho, PORTUGAL,

invectivo, incréu,

sem religião, ateu,

 

estes meses, estes dias,

secura que nos torna cépticos,

quanto a líderes que já não são,

alguns notáveis, pelos feitos,

mais que épicos,

quantas falhas,

quantos defeitos,

mau augúrio, maldição,

pensativo, meditação,

 

pela ociosidade,

predição,

na escrita que componho,

quando me disponho...

menos mal,

menos mal,

há sempre uma distracção,

futebolite em barda,

qualquer sítio, ocasião,

comentadeiros vários,

em qualquer televisão,

que nos carga,

que nos carga,

enche até mais não,

 

bem no centro,

bem postada,

enorme carpa colorida,

bem no cimo, desfraldada,

bandeira que me é querida,

mui amada,

ondeante,

pela leve brisa que sopra,

cobrindo ampla plateia,

estonteada,

que nos sobra,

que nos sobra,

quando,

atenta e precisa,

aplaude números diversos,

artistas que se vão mostrando,

d´ocasião ou expressos,

 

quais pirilampos diminutos

que ofuscam,

logo se apagam,

se mantêm,

controversos,

 

provocam quem se não atiça,

pobre elemento passivo,

posto de lado,

contemplativo,

ávido de números fáceis,

artistas que se repetem,

neste palco que é de todos,

neste CIRCO

em que nos encontramos,

onde estamos,

quando vamos,

 

vários estilos,

sons díspares,

nos concertos que abundam,

cativantes, encantatórios,

músicos que nos inundam,

abafam maus falatórios,

acalmam desajustados,

retumbantes, desafinados,

melodiosos, fantásticos,

comediantes de primeira apanha,

tanto agora, como antes,

 

sentadinhos, como se espera,

ampla plateia que assiste,

desconforto que se esmera,

enquanto a turba desperta,

quando espera,

quando espera,

 

pachorra q´ainda resiste,

aplaudindo,

sorrindo,

sem manha,

 

apelativas, as cores,

gritaria propositada,

propaganda refinada,

boneco que s´enfeita,

mostra,

abafa sofrimento, cura dores,

seja na rua ou na montra, 

fanfarra não se cansa,

música que se repete,

não é frete,

sempre alcança,

grupinho ajeitado na plateia,

sorrindo, não s´alteia,

tão confortadinho q´está,

tanto aqui, como lá,

 

artistas de primeira,

neste CIRCO que é muito nosso,

q´observo, quando posso,

deliberados, com esmero,

contorcionistas q´espantam,

malabaristas habilidosos,

mágicos de muitos enganos,

friso de gentes garridas,

sorrisos fáceis, brejeiros,

domesticados, garbosos,

... habilidades tantas,

dando saltos,

dando voltas,

pinos e cambalhotas,

bastantes equilibristas,

trampolineiros e vigaristas,

animais nossos amigos,

bem tratados,

muito dignos,

 

elegantérrimo na fardamenta,

possante, com voz potente,

chefe de cerimónias q´inventa

olhando para tanta gente,

num falatório arrazoado,

direito que nem um fuso

vai botando seu discurso,

 

mas,

bonito,

bonito,

tudo o que se torna imprevisto,

fazendo gargalhar, de gozo,

tanto o rico,

como o pobre,

sem cheta, maltrapilho,

sério,

puro mafarrico,

... palhaços que se desdobram,

surgindo, num repente,

dando afecto,

grande abraço,

fraterno,

como gosto,

como faço,

 

... qualquer momento,

todo o instante,

apascentando o rebanho,

plateia que aplaude,

sorrindo,

vamos indo,

vamos indo... Sherpas!!!...

 

02
Dez17

... fogo posto... intenção!!!...

sherpas

... matagal a perder de vista,

desponte, natureza que brota,

plantas rasteiras,

rarefeitas,

quadro, pintura cinzenta,

cinzas que cobrem os solos,

pedras enormes, pontuadas,

trilhas quase tapadas...

 

... rostos de pessoas que sofrem,

isoladas,

acontecimento recente,

grande mal para tanta gente,

ausência das que foram imoladas...

 

... verde esbatido,

ventania incrível,

como tudo isto foi possível,

quando passo, paro,

choro,

lamento tudo aquilo que vejo,

ruína que ainda fumega,

foi lar,

algum conchego,

no alto daquela serra...

 

... puro desleixo de quem recebeu,

floresta tão variada,

árvores seculares,

oferendas,

próprias daquela região,

raiva, vingança,

deformação,

tudo aquilo se perdeu...

... castanheiros imponentes,

carvalhos,

doces frutos,

grandes bugalhos,

madeira preciosa, mobiliário,

nogueiras, ciprestes,

arbustos como giestas,

alecrim, urze, alfazema,

rosmaninho, erva cidreira...

... oliveiras, nos olivais,

mimoseiras em grande grupo,

sobreiros e azinheiras,

muito mais, muito mais...

 

... tília que nos abriga,

folha medicinal,

sombreada, bem amiga,

plátanos imponentes,

cerejeira, madeira nobre,

tão altaneira, como forte...

 

... outras, bem diferentes,

toda uma faina apropriada,

vida de acordo, harmoniosa,

numa região bem dotada...

...vilarejos bem semeados,

população,

rotina diária,

pastorícia, resineiros,

alguns pinheiros dispersos,

hábitos, costumes ancestrais,

faziam os filhos,

fizeram os pais...

 

... triste sina, má sorte,

ganância,

interesses vários,

vales pejados de pomares,

casinhas que eram encanto,

objectivo de alguns DIABOS,

diabinhos incendiários...

 

... alvos de tanta cobiça,

surgiu o caos, surgiu a morte,

quanta,

quanta carniça...

... existência de planta intrusa,

oriunda de terra estranha,

desenvolvimento rápido,

sequiosa,

futura pasta, papel,

bom

rendimento que açula...

 

... incúria,

desleixo também,

governança que propicia,

juízo de quem não tem,

quanta voragem,

quanta gula...

 

... acabou-se o ÉDEN na TERRA,

quadros dantescos,

infernais,

foi notícia nos jornais,

nas más televisões que temos,

quantos casos,

dramas pessoais...

... num VERÃO que se prolongou,

regozijo de quem propiciou

prevalência do petróleo verde,

combustível inadequado,

que veio do outro lado,

terra estranha,

distante,

no alto daquela serra...

 

... fez muitas mortes,

qual guerra,

indignou todo um PAÍS,

num PARAÍSO que se desterra,

cinza que cobre o solo,

quadro, pintura cinzenta,

quando paro,

a olho e choro,

destruição como na guerra...

 

... crianças,

como diabinhos,

mandantes, DIABOS maiores,

ignições, foram aos montões,

propositadas, sem dó,

criminosos pelos caminhos,

inacessíveis locais,

os piores,

maldade, de pais para filhos,

crueza, raivas, milhões,

inveja, sem contemplação,

especialistas no mau fazer,

queimaram,

fizeram morrer...

...não dignos desta NAÇÃO,

poderes que se afrontam,

GOVERNANÇA sem opção,

afectuoso,

verbo de encher,

prodigaliza beijos, abraços...

 

... aos que sobrevivem,

emoção,

justiça do tanto faz,

residual, incapaz,

investigação,

investigação...

 

... dores,

estridentes, lancinantes,

ecoam por vales,

por montes, por serras,

gritos de quebrar a alma,

tochas humanas,

inauditas,

escape, sem retorno,

do fogo...

 

... tudo se poderia evitar,

conjungando o verbo amar,

aproximando o afastado,

tão longe,

mal governado...

 

... sopas depois do almoço,

solidariedade, penso rápido,

ferida funda,

exéquias tardias na tumba,

solução,

triste remorso...

 

... fora de clubite que existe,

ideologia tão díspar,

insensatez,

pura verdade,

deformação, crueza,

maldade...

... espinhos cravados no corpo,

não se louva,

depois de morto,

magistratura do tanto faz,

criminaliza-se o que persiste,

justiça cega,

eficaz...

 

... doa a quem doer,

tanto fizeram sofrer,

sorriso, brejeirice,

lamechas,

que se evite tanta burrice,

não se culpa o inocente

da morte de tanta gente...

 

... fogo posto, intenção,

investigação,

criminalização!!!... Sherpas!!!...

 

 

26
Nov17

... meio termo!!!...

sherpas

... é usual dizer-se que, no meio,

está a virtude,

nos extremos não se encontra tal,

nos tais oito ou oitenta,

miserabilismo ou excesso,

vida real, processo...

de quem se posta,

quando se encontra

como gosta,

rico de rebentar...

 

... quando o colocam,

tapete, ao que não ascende,

pobreza, medo, receio,

incapacidade provocada,

menos que tudo,

pobre gente,

menos que nada...

 

... insensibilidade de quem usa,

abusa,

por ínvios caminhos,

regras tortuosas,

calcando os menos capazes,

sendo ferozes,

rapaces...

... mais ainda,

quando na força da idade,

na ignorância total,

dependência de “ la belle vie”

sem custo,

vómito, cuspo...

 

... sem valores, sem moral,

juventude orientada,

tenra idade, curta estória,

ideologia, quando em partido

de pobre ou de rico,

desinformação,

crispação,

tal e qual...

 

... excrescência do imprestável,

por meia dúzia de patacos,

por sonhos passageiros,

dinheiros, dinheiros...

 

... poder, poder,

desequilíbrio,

nenhum princípio...

... acredito na juventude,

mediania de idade,

desacredito, desiludo,

quando sem princípios,

mal preparada,

mesmo com UNIVERSIDADES e tudo,

calcando todos,

meio MUNDO...

 

desdigo o dito,

errado, sem justificação credível,

incrível...

 

... família verdadeira,

exemplo de pai, de mãe,

de quem tem,

desenvolvimento apropriado,

concertado,

no âmbito etário,

social harmonioso,

virtuoso...

 

... meio,

presente

que olha para o passado,

sorri,

olha para o futuro,

bendiz..

adequado...

 

... os extremos,

numa sociedade normal,

equilibrada,

devem ser acarinhados,

com mil cuidados,

tão débeis,

indefesos...

 

... necessitam ser regados,

devidamente protegidos,

filhas, filhos,

início de vida,

partida,

 

... já idosos,

armazéns de saber,

experiência de respeito,

falhos, porque gastos,

quantas atenções,

quantos tratos...

 

... ensinamentos que nos dão,

luz da nossa vida,

objectivo que se pretende,

longevidade

com dignidade...

 

... cai por terra o deslumbramento,

pobre meio sem concerto,

adágio que não entendo,

muito mais,

pleno de malfeitoria,

ganância, vaidade, inveja,

pretensão, convencimento,

umbigo imenso,

com tanto por aprender...

 

... vida nos ensina,

contacto nos enriquece,

partilha nos preenche,

respeito ao MAIOR,

dedicação ao que criamos,

profundo amor,

imensíssima entrega,

luta, refrega...

 

...humildade dum meio

impreciso,

cambaleante, sem juízo...

 

... no arrecadar é que está o ganho,

compreensão, entendimento,

aceitação, fundamento,

sociedade perfeita,

mundo melhor,

outro estilo, melhor sabor...

... grave defeito,

sociedade enferma,

país doente,

desprezo, indiferença, mau trato,

velho pobre, indigente,

criança sem lar,

duras penas,

princípio de homem convencido,

mal formado,

caricato especialista, sem especialidade,

inverdade ignominiosa,

meio absurdo, confuso,

poder descontrolado,

obtuso...

 

não,

no meio não está a virtude,

os extremos tudo nos dão,

sonho, amor, dedicação,

um sorriso, uma graça,

conhecimento vivo,

e, a vida passa...

 

... enquanto vive,

protecção que persiste,

mão amiga

enquanto existe,

equilibrada...

 

... que saudade

de quando era filho,

que saudade do meu pai,

esmorecimento,

se esvai...

... campo diferente,

bem distinto,

de acordo com o meio termo,

com a temperança,

ideologia, politica e quejandos,

PAÍSES, GOVERNOS, liderança,

respeito mútuo, irmanados,

tanto aqui, por tantos lados,

coisas sérias

que mexem com vidas alheias...

 

... idóneas,

devidamente precisas,

esclarecidas,

cordatas...

 

... tantas falhas,

serpenteias,

não acertas, incendeias,

crianças mimadas, maus começos,

irracionalidades bastas,

quando impões, trucidas... matas!!!... Sherpas!!!...

 

21
Nov17

... acabadinha de... chegar!!!...

sherpas

... coração pequenino,

olhos entreabertos,

esperança imensa,

corpo menino...

... sentidos bem despertos,

quando se olha,

quando se pensa,

quando se gosta,

 

   INTENSA

 

... vontade enorme,

quanta vida

quando se alimenta...

FUTURO PROMETEDOR

 

... aqui, ali, onde for...

 

... acabadinha de chegar,

débil, indefesa,

novo ser que ainda não é,

será,

quando formada,

informada,

 

... matéria apropriada que possui,

genes que são oportunidades,

quantas mentiras,

quantas verdades,

quanto caminho por percorrer,

longo, sinuoso, diverso,

percurso,

 

... ávido, como qualquer bebé,

recém-chegado,

ali, deitado, ao pé,

dependente,

pouca gente,

... carinhos, cuidados,

desvelos,

sorrisos,

pantominas de pais babosos,

extremos, lar normal,

enternecedores,

formosos,

 

... responsabilidade dum casal,

exemplo,

carácter que se vai fortalecendo,

primeiros passos,

corridinhas hesitantes,

cai-te que não cais,

para onde vais???...

 

... tempo passa, vai crescendo,

aprendendo,

bem ou mal,

critérios,

dádivas,

entregas,

nas muitas e poucas refregas,

quebras,

... amor intenso,

partilha,

para um filho,

para uma filha...

 

COMEÇO... Sherpas!!!...

 

 

30
Mai17

... sabores!!!...

sherpas

... constato que, pela idade,

altero meus hábitos,

recordo, com saudade,

óptimo sabor,

pedaço da minha região,

olor,

saboreado,

quando bebido,

bem mastigado,

quando comido,

prato esquisito,

 

 

sem empanturramento,

guloso,

quando o recordo,

simples alimento,

embevecido quando,

nele, m´adentro,

comendo,

 

como combustível para automóvel,

curta viagem,

quilometragem avançada,

fraco conhecimento de geriatria,

experiência própria,

cautela,

saude mais fraca,

 

tornei-me bom conhecedor

de qualquer tipo de fruta,

nacional ou tropical,

madura, colorida

legume,

hortaliça,

 

 

sopas variadas,

cheirosas,

insonsas,

cuidados redobrados

com o sal,

 

facadinha esporádica,

sardinha apetitosa,

caracol com bejeca,

bacalhau dourado,

saborosa faneca...

 

dos meus pecados,

com entradas devidas,

sopinha de tomate

com figo maduro,

pede um “tinto”

bem curto,

bem bebido,

 

beldroegas mal amadas,

sopas de sonho

com requeijão d´ovelha,

bem degustadas,

 

 

de “toque” na orelha,

d´estalo,

piscar d´olho atrevido,

pede tinto,

também,

moderadamente bebido,

 

como sabem bem,

 

quando o rei faz anos,

casualmente,

homem não é de pau,

tradição da minha terra,

migas de carne de porco,

com todos,

 

de ficar louco,

 

 

pançada valente,

quando se sente,

quando se bebe,

abuso maior, conversa animada,

mais ingerida,

companhia que pede,

bebida,

 

sangue da terra,

um copito ou dois,

aquecimento repentino,

algum desatino,

 

quando me casei,

ignorante tão grande,

culinária mistério,

desiderato,

vazio... o prato,

 

não sabia “piscas” de nada,

depois... depois aprendi,

almoçarada passada,

jantarada mais curta,

colorida,

uma frutita,

uma empada,

 

 

quando avassalado pelo desejo,

tal como uma grávida,

junto ingredientes,

confecciono,

tão bem ou melhor

do que nos restaurantes,

 

melhor ou pior,

quando me ponho,

 

searas doirados de VERÃO,

planícies da minha infância,

tão diferentes,

reverdecidas,

não secas, pujantes,

produção,

 

sangue da terra,

queda da parra,

repara,

tão diferente,

coisa rara,

 

 

grande mole d´água,

aspersão,

no calor, agora tépido,

do meu torrão,

culturas várias,

experimentação,

 

campos a mato,

esparragueiras,

andanças, olho alerta,

mão que se apresta,

colhe,

no princípio do mês de Maio,

entusiasmo na busca,

embevecimento, no prato,

ajuda dum canivete,

molho que satisfaz,

 

entrega,

cortados em pedacinhos,

bem cozidos, arrecadados,

bem moídos,

passadinhos num fio d´azeite,

com um alhinho a condizer,

puro deleite,

numa mistela d´ovos,

esparragados,

 

acompanhamento divinal,

endeusamento de meus olhos,

milagre no palato,

extase,

sabor extra,

enlevo, quando recordo,

quando vejo,

quando como... com imenso prazer

 

gostos esquisitos,

no calor do fogão,

cozinha cheirosa

extravagante,

mais frugívoro,

leguminoso,

com laivos d´omnívoro frugal,

parcimônia que me faz

como sou,

 

metódico,

na cautela que me transformou,

sem barrigas cheias...

apetite com que te incendeias,

 

 

alguma carne branca,

peixívoro incondicional,

criação doméstica,

alimentada em condições,

varas,

rebanhos dos meus sonhos,

sem comezainas de medo,

pela idade, meu segredo,

petisco esporádico,

lembrança,

 

satisfação

tão gostosa,

tomei-lhe o gosto,

 

faço...

verdadeiros petiscos,

só vistos,

só comidos!!!... Sherpas!!!...

 

30
Abr17

... experimentação!!!...

sherpas

... passando,

recreando vista, espírito,

aliviando penas,

desvalorizando,

vida curta, tão rápida,

fazendo caminho,

calcando,

pés assentes na terra,

ouço um grito...

 

 

... descortino origem,

constante arengar,

palavras entrecortadas,

quase falar,

gritando

irado,

dinheiros, comida,

sem objectivo preciso...

 

... queixume,

lamento,

quanto azedume,

conciso,

arrastamento

bem alto,

variando...

 

 

... braço gesticulante,

raiva, sentir,

imprecação,

negro futuro,

aberração,

provir...

 

... revolta que solta,

cabelo ao vento,

prédio perdido,

janela com varanda,

céu amplo, auditório ignoto,

sentimento esquecido,

sacrifício,

tão alto,

tão louco...

 

... alívio momentâneo,

dinheiro, comida,

família sofrida,

palavras, gritos

díspares,

constantes,

atitude duma vida...

 

... cabeça que sente,

desajuste,

incerteza,

triste crueza,

família que sofre,

boca que não come...

 

... carteira vazia,

resto que consome,

com eira,

à beira,

desespero,

infortúnio,

má sorte,

tão fraco,

mais forte...

 

 

... altissonante,

ali, na varanda,

indo eu... passando...

 

... pequeno DEUS na TERRA,

imposição que maltrata,

líderança que s´aferra,

desconhecido precipício

que nos enterra,

enterra...

 

... desesperança,

desilusão, início,

desvario, insubmissão...

 

... vítima sobre vítima,

suicídio provocado,

globalização,

tresloucado,

provocação...

 

 

sempre assim foi,

massa informe que se sujeita,

perante o mais além,

quando berra,

desconforme,

se rebela,

nesta triste novela...

 

... noutra maior,

OMNIPOTENTE,

escritura que nos revela,

sacrifício maior,

ente mais querido,

crente de muita FÉ,

GÉNESIS,

como formação,

religião,

experimentação...

 

ABRAÃO,

sacrifício,

povo escolhido, fantasia,

quase xenofobia,

no alto do monte,

estupefacto,

submisso,

sem grito,

preparado...

 

... ISAQUE imolado,

logo,

logo refreado,

como prova,

sujeição...

 

 

... calcando pobre gente,

prepotente,

religião...

 

... impositório,

DEUS cruel, desconfiado,

perante um crente

submisso,

próprio filho...

 

... um senão,

dinheiro, comida,

revolta,

descrente,

naquela janela com sacada,

revoltada,

bradada aos céus,

voz irada,

não conformada,

tresloucada!!!... Sherpas!!!...

 

 

12
Abr17

... PIRATAS!!!...

sherpas

... por falas enganosas, artifícios,

mediante aventureirismos,

sacrifícios,

fomos, por terras estranhas,

espalhando

nossas manhas,

crenças, imposições,

quebrando regra local,

tradição,

conhecendo o... conhecido,

colocando pedregulho enorme no chão,

fazendo nosso, o do novo amigo,

mediante desmesurada apropriação,

 

 

chegando,

com algum receio,

assentando nossos arraiais,

com algum anseio,

usando arte da navegação,

insinuando, negociando,

apropriando,

fomos mais além,

muito mais,

 

demos o que já existia,

mundos novos ao já conhecido,

quebrando teorias descabidas,

destroçando vidas sobre vidas,

nosso encanto,

nosso destino,

 

época de grandes cumulações,

produtos novos,

riquezas tais,

inventivas, ostentações,

ilusões,

 

centro de tudo que reluz

perante EUROPA mísera,

carente,

de todos, os primeiros,

como gente...

 

 

preciosidades eram tantas,

sorriso com que os encantas,

sedas esquisitas,

especiarias,

espalhando sorrisos,

alegrias,

 

convencimento,

maus bocados

ouro, quantidade desmedida,

passámos de míseros a abastados,

trazendo de todos os lados,

 

melhorando, bastante,

a nossa vida,

magníficos, magnânimos,

preciosos,

soberanos do nosso reino,

novos palácios,

construção,

monumentos d´espantar,

catedrais, louvores na crença,

subjugação, cortejo real,

mostrando coisas novas ao MUNDO,

tudo bem,

quase mal,

 

avidez de parceiro do lado,

navegação para outro lado,

católicos,

mesma pretensão,

mares desconhecidos, outras paragens,

nobreza com tantos pajens,

brilha o SOL,

ridente futuro,

inveja que s´agudiza,

cópia, perseguição,

destino,

época do desatino,

 

vieram do NORTE,

como sempre,

surgiram de densa neblina,

num repente,

pirataria autorizada,

bem quista por qualquer monarca,

tempo de mudança,

repentina,

 

contradança que s´afina,

turba fera, mui forte,

assente na ganância,

escassez d´origem,

tudo pilharam, com jactância,

perseguindo, trucidando,

roubando...

 

 

débeis na força física,

tão grandes na imagética,

convencimento,

negociata,

abençoado, como se fica,

logo após oferenda régia,

 

cobiçados,

tão pequenos,

conhecimento,

navegantes,

com outras gentes, integrantes,

 

lá se fizeram aliados,

depois de bem casados,

invadidos,

saqueados,

terras que nunca foram nossas,

haveres mais que roubados,

alma grande,

pobre gleba,

de nossa, deixou de ser,

que mais poderia acontecer,

 

 

por mares,

tão cobiçados,

piratas, pirataria,

caravelas de triste fim,

feros,

brutais arremetentes,

outrossim, outrossim,

na terra que se nos escapou,

aliado que...

também roubou,

 

no engenho, na arte

de bem navegar, toda a vela,

ei-la que desaparece,

luta alheia, tão cruenta,

brilho que não aquece,

soberano que não aguenta,

fuga premeditada,

divisão, desdita,

abandonada,

 

cantinho de triste canto,

PÁTRIA do desamparo,

local do ludibrio, do engano,

foi viçosa,

já esmorece,

 

embora o sol descanse,

quando a labuta termina,

bem pertinho... no mar,

quanta das tuas águas... Sherpas!!!...

 

31
Mar17

... descalçar... as BOTAS!!!...

sherpas

... desde sempre

s´usaram

botas de cano alto,

pessoal não apeado,

oficias bem montados,

cavaleiros endinheirados,

de montaria,

 

protecção de pernas,

como agora,

calças,

fantasia,

tomando, como desporto,

sua inclinação,

fardamenta a condizer,

parada, gala,

na hora,

recepção,

 

 

grande gosto,

um ter de ser,

sacrifício,

com os cavalos,

obra-prima estilizada

equitação,

obstáculos,

luta encarniçada,

vencedor,

seu pendor,

 

difícil apetrecho,

complemento,

na entrada, na saída,

calçar, descalçar,

um feito,

 

 

trabalheira incomensurável,

respiração d´alívio,

quando se conseguia,

 

lustrosa,

um desafio,

tão elegante,

peça nova,

admirável,

mais custosa,

no descalçar,

 

tanto nos homens,

como nas mulheres,

determinada ocasião,

desporto,

celebração,

 

estação d´invernia,

mais conchego,

apontamento,

galgando dificuldade,

cremalheira,

abotoadura,

longo cordão entrelaçado,

tão cruzado,

tão cruzado,

 

 

quanto,

custoso cuidado,

 

botas com polainas,

adaptações,

mais fáceis de manejar,

tão lustrosas,

elegantes,

 

não trabalhosas,

dando-lhe ar,

cano longo,

bota ao alto,

moda, quão formosas,

 

apetecíveis no feminino,

desfilando,

de montaria,

militar,

cavalgando,

dia de desfile, honraria,

 

 

de desporto,

com muito gosto,

saltando obstáculos,

correndo,

no hipódromo,

desabridos ao vento,

acontecimento,

 

não há bela sem... senão,

ínfima excepção,

quando se gosta,

se coloca, se posta,

 

bota ou... não bota,

enfoca,

faz pensar,

descalçar a dita,

suor, lágrima,

 

comparando,

desfilando,

cavalgando,

 

deslizando

em passarelle,

 

 

quase aforismo,

máxima,

quando se compara situação,

dificuldade que se vence,

entre objecto de cano alto,

qualquer recesso,

mau bocado,

na hora do conseguimento,

amplo sucesso,

 

claro,

logo após tanto trabalho,

calçar, descalçar a bota,

cambalhota,

reviravolta,

 

usança, no dizer,

hoje... a muito custo,

já descalcei um bom par de botas,

das tais,

quando no lombo dos animais,

 

cerimónia com salamaleques,

recebimento d´empertigados,

bem fardados,

 

em parada,

 

 

embelezamento,

finura,

naquela doce criatura,

que tudo atura,

sacrifica,

quando bem lhe fica,

 

elegantérrima,

noutro espaço,

noutra esfera,

sonhos voluptuosos,

beleza efémera,

pézinhos formosos,

sacrifício maior,

mal menor!!!... Sherpas!!!...

 

 

 

16
Mar17

... pérolas!!!...

sherpas

... já fui gafanhoto saltitante,

ágil, pequenino, mui curioso,

na individualidade que tanto prezo,

dando pulo estonteante,

poisando em espaço formoso,

língua diferente, gentes boas,

entoando preceitos,

sem loas,

 

vida convidativa,

hospitaleira,

tão pertinho, à minha beira,

nunca fui parte de multidão,

enraivecida,

escuridão,

 

 

nem em tempos bíblicos,

quando praga que tudo devora,

castigo d´OMNIPOTENTE,

martirizando tanta gente,

reduzindo alimentação,

por protecção,

libertação,

 

em TEMPUS d´ABRAÃO,

povo escolhido,

quão idílico,

quando ora, quando lembra,

em busca de recanto prometido,

 

não,

nunca fui maldição,

 

embora gafanhoto ágil,

capaz,

protegendo individualidade,

mesmo que, em recordação,

disso,

nunca seria rapace,

comendo o que,

a outros pertence,

numa atitude, num tanto faz,

incapaz,

 

 

... fui formiguinha pequenina,

cirandando em casca de noz,

em objectos tão diversos,

mobilidade,

quando não, a pé,

em busca de maravilha,

por uma questão de fé,

 

indo por terra,

indo por mar,

povoados d´encantar,

belezas de perder a voz,

tanto aqui, como ali,

disseminadas,

quase milagre,

tanto espanto eu senti,

 

quando visitei,

quando vi,

ilhas que conheci,

tão pertinho

ou distantes,

autênticas pérolas

fascinantes,

 

 

distribuídas,

por um acaso,

relicário, lá no OLIMPO,

DEUSA descuidada,

acidente,

como acontece a tanta gente,

 

mais vulgar,

comezinha,

saídas d´arca mágica,

enorme,

quando encontrão repentino,

num advir,

as fez cair,

por aí,

 

rolando por montes, vales,

desertos incomensuráveis,

saltitantes,

como gafanhotos,

paragens, sítios ignotos,

charcos diversos,

profundíssimos,

buscando locais,

seus destinos,

 

 

logo se posicionaram

em várias partes do GLOBO,

ponto escolhido, sítio morno,

águas transparentes,

plácidas ou ruidosas,

consoante ventos, marés,

moldura que as enfeitam,

oceanos a seus pés,

 

como tumbas

inqualificáveis,

dois irmãos, bem ligados,

cordão umbilical,

imensidão, mais normal,

tantos jardins prostrados,

preciosidades q´eu adoro,

sonhos que fazem sonhar,

PARAÍSOS d´encantar,

tanta água, tanto MAR,

 

 

esmeralda, rubi, diamante,

pérola radiante, luxuriosa,

quanto t´ocorre, viandante,

perante tais belezuras,

carreirinhos sinuosos,

lá no OLIMPO, nas alturas,

grato pelas dádivas,

descuido,

relicário secreto, fortuito,

DEUSA tão prendada que foste,

alguma coisa nos trouxe,

pessoas, tão ávidas,

formigueiro, doce remanso,

meu poiso,

quando descanso,

 

vereda talhada a preceito,

casario,

vista formosa,

precipício que nos surge,

arriba q´acaba num ápice,

sem surpresa,

nada fácil,

 

 

sinto-me formiguinha afanosa,

espaço escasso,

tanto jeito,

aproveitamento do que nos dá,

NATUREZA fértil,

maná,

SOL que nos brinda,

aquece,

arrepio de quem estremece,

quando venta,

quando arrefece,

fúria, zanga, por vezes,

oh DEUSES... oh DEUSES,

 

 

sinto-me libelinha,

quando pousada numa flor,

numa folha de nenúfar,

num lago de águas paradas,

d´espantar,

imensa flor, lindas pétalas,

d´encantar,

cores apetitosas, como elas,

tão leve, maravilhado,

como ela,

nesta ilha, naquela ilha...

 

... sinto-me uma libelinha!!!... Sherpas!!!... 

 

27
Fev17

... bocejo!!!...

sherpas

... ampla plateia,

orador que se posta,

arenga,

gesticulando,

bem tenta,

recreia,

faz graça que gosta,

 

não cativa,

dormitando,

muitos, em meu redor,

por decoro, compostura,

alguma finura,

gesto disfarçado,

não evito um bocejo,

ensejo,

 

 

gerem as nossas vidas,

favoráveis,

desfavoráveis,

boas, nada louváveis,

gestos, atitudes,

exemplos,

diminutos,

relevâncias,

certos momentos,

circunstâncias,

 

gentes com quem lidas,

que t´engrandecem,

t´empequenecem,

consoante aceitação,

não querença,

rejeição,

 

caminho pensado a preceito,

concreto,

dono do meu destino,

realidade,

na aprendizagem,

no ensino,

não creio

na inevitabilidade,

 

 

um ter de ser,

mentira,

inverdade,

próprio de quem é amorfo,

jeito sombrio,

calcando insonso,

quando escondido

sob vontade

dum hipócrita

desmedido,

 

desconfio,

 

olho em redor,

perspicaz,

noto,

seja onde for,

pequeno gesto,

d´amor,

d´afecto,

sentimento predilecto,

 

 

displicente,

disfarçado,

recalque,

ódio

de certa gente

me não cativa,

sendo ou não

eficaz,

 

avaliação que faço,

atento,

disfarço,

penso...

 

e... aturo,

aturo,

por curiosidade,

em busca da verdade

que não encontro,

não apuro,

 

 

requinte na oratória,

tibieza no palavreado,

fraco enredo de quem produz,

teatralizando,

 

passando tempo,

enganando,

 

arrevesamento,

longa estória,

contratempo,

 

com fome,

pergunta do q´está ao lado,

bocejo,

sobre bocejo,

aborrecimento,

entediado,

mal colocado,

local inapropriado,

 

 

quase com sono,

dormitando,

esboço

do que se deveria projectar,

bem geral,

serviço ímpar,

ludibriado,

 

não custa nada,

expressão de rosto

que s´altera,

quando se desespera,

grande desgosto,

imperceptível,

não audível,

 

visita inapropriada,

dado momento,

pessoa educada,

mão que disfarça,

não escapa a olhar atento,

ensejo,

bocejo,

entendimento,

 

 

discurso no parlamento,

repetitivo, sempre o mesmo,

triste sina,

pouca sorte,

espectáculo em sala de gala,

vendo ópera, drama, comédia,

evitando trama, qualquer rinha,

bem forte,

quando tragédia,

 

fado da desgraçadinha,

subindo degraus d´escadinha,

comodamente instalado,

num recanto do bairro,

caso raro,

caso raro,

 

mediante convite,

benesse,

cadeira rude,

adequada,

acepipe ou jantarada,

mesa farta, apetitosa,

perco logo

o interesse,

 

 

instalado comodamente,

em brocado,

cetim deslumbrante,

luxo por tanto canto,

invectiva degradante,

gritaria infernal,

ponho a cara de lado,

acaba-se o encanto,

 

está em mim,

não contenho,

como acto natural,

mesmo na sala d´estar,

 

vendo televisão,

palrador que não acaba,

carrego no botão,

desligo,

em silêncio me fico,

baixo o som,

mudo o tom,

fazendo zapping,

coloco ponto,

aponho o fim,

 

 

mãozinha tão displicente,

disfarçando,

negligente,

num gesto mui educado,

abro a boca, bocejo,

 

coisas que não vejo,

touradas e futebóis,

não gosto,

não aposto,

nem com cervejinha fresca,

petisco ou caracóis,

respeitando,

não me passa pela cabeça,

sequer...

sem mal,

desinteressado,

não bocejo,

no local,

no ensejo... Sherpas!!!...

 

30
Jan17

... reprimenda!!!...

sherpas

desde que me conheço,

tenra idade, com meus pais,

mais tarde, com minha mulher,

tenho um jeito mui peculiar,

gosto bastante de viajar,

 

viver a vida... como dádiva,

maravilha que m´alenta,

abrir os olhos, admirar,

usufruir, de mansinho,

o que me tenta,

 

reconhecer o que me foi ofertado,

doutros companheiros da viagem,

criatividade, obras suas,

habilidades,

gregários que se foram formando,

grandes aglomerados de casas,

“benditas” urbanidades,

 

 

independentemente

de fronteiras,

barbaridades que são barreiras,

linguagem diferente,

religiões,

etnias,

cor da pele,

raça a que pertencem,

quanto me dão, me oferecem,

 

por vezes,

dificultam,

quase complicam,

depois s´esquecem,

tempo apaga, sua voragem,

 

aconselho e...

tenho pena,

menos valias, pela idade,

presente realidade...

 

 

bem presente,

hotel modesto na Hungria,

pouco movimento na rua,

pouca gente,

situado numa rua simpática,

muitas esplanadas,

negócios distintos,

cadeiras viradas,

mesas vazias,

ainda faltavam sete dias,

 

restauração

e outros,

bem no centro da urbe,

pertinho da estação,

minarete de mesquita

que s´avista,

da janela do nosso quarto,

prometedor,

bem claro,

 

 

fervilhante de vida,

na hora da compra,

ofertas várias,

fartura,

pratos típicos,

ferros e vidros,

cheiro a goulash,

café,

 

depenicando gostosura,

doce ou salgado,

com borras no fundo,

algum acepipe,

à moda do TURCO,

sem apetite,

antigo mercado,

curiosidade,

maravilha,

agora recuperado,

 

 

numa margem do Danúbio,

Peste ou Buda,

não me recordo,

quando acordo,

início doutro projecto,

parque das Estátuas,

indo a pé, usufruindo,

devagar,

devagarinho,

como gostamos,

quando interpelamos

residentes,

amáveis,

sorridentes,

 

passámos uma das pontes,

em recuperação,

obras em repouso,

águas mansas do rio,

sorrio,

 

eis que s´aproxima

gesticulante,

quase agressivo,

vigilante,

 

 

tipo forte,

segurança,

era domingo,

dia de descanso,

ouço,

não gosto,

voz potente,

língua estranha,

cara feia,

apontando,

dizendo que não,

qual a causa,

qual a razão,

logo se desfeia,

dia tão belo,

tanto desvelo,

 

como sempre,

máquina fotográfica na mão,

tira daqui,

tira dali,

batendo chapa,

nada m´escapa,

proibição,

 

 

caiu-me em cima,

fez mossa,

minha nossa,

logo, logo,

em terra estranha,

monologo

que se fez ouvir,

vozeirão

que me fez reprimir,

acto que pratico,

com afeição,

máquina fotográfica

na mão,

 

imprevisto

que não me coibiu,

saímos da ponte,

em reconstrução,

tema esquecido,

como se viu,

 

 

sentámos junto a um quiosque,

pelo sim, pelo não,

eis que me surge a intenção,

perguntei,

com gestos

mais imagem que tinha,

qual o caminho,

situação,

 

parque

das estátuas gigantes,

a uma senhora simpática,

vendedora de jornais,

de revistas,

 

barreira complicada,

linguagem diferente,

tão cerrada,

ultrapassável,

como verifiquei,

 

número do autocarro,

compra de bilhete,

última saída,

quando paro,

fomos vendo,

reparei,

 

 

novo meio de transporte,

mais sabedor,

minha sorte,

nova compra,

nova ida,

imagem na mão, gesticulando,

gente estranha,

tão humilde,

 

acenavam

com a cabeça,

como quem entende

gestos,

sons que produzo,

logo, logo,

paragem em campo inóspito,

dedos apontados,

sorrisos,

 

dúvida,

algum receio,

dados uns passos,

ali ao pé,

objectivo conseguido,

 

visita feita,

satisfação plena,

interrogação,

 

 

e... agora

me perguntava cara metade,

desvalorizando,

apontei o outro lado da estrada,

alguma espera,

autocarro que

se materializa,

mão levantada,

 

entrámos,

bilhete comprado,

desfizemos

o que tínhamos feito,

dia completo, mau começo,

reprimenda na ponte,

início do dia

desponte... Sherpas!!!...

 

16
Jan17

... heróis e... cavaleiros!!!...

sherpas

... mais lento,

mais desperto, mais saudoso,

quando lembro,

cavaleiros de pés descalços,

tenras idades,

tão nuzinhos, da cintura para baixo,

sem cueiros,

tão sem casa, quantos irmãos,

verdadeiros,

 

 

frio intenso,

“vela” acesa, tão verdosa,

quando os penso,

num sobe, desce constante,

sorridentes, brincalhões,

arrecadados,

ruína antiga, entorno formoso,

grossas muralhas,

pedras seculares,

algumas fendas, fundos socalcos,

quantas tralhas,

 

bicharada dispersa,

cães, gatos,

gargalhadas, ladridos, cantares,

galinhas, galos,

corredores labirínticos,

tectos caídos,

desassombro

num escombro,

 

 

tempos recuados,

curiosidade, espanto

numa colina,

algum desencanto,

 

imagética

como lema,

só,

fui subindo,

sorrisos abertos,

encontro, quando páro,

incrédulo, satisfação,

interrupção forçada,

lúdica função,

 

 

conduzido,

quanta explicação,

orientação por caminho,

naquela ruína,

abrigo,

tão abandonada,

maquino,

 

quando a necessidade apertava,

diversão parava,

grupo d´heróis, cavaleiros,

desfalcado,

um, dois ou mais,

buscavam certos paradeiros,

a céu aberto,

pipilar de tantos pardais,

chão atapetado de verde,

tufo de malvas, ali à mão,

na falta delas,

pedra... era solução,

rabiosque na perfeição,

 

 

e... continuava a função,

desvendando sendas, segredos,

sem armadura, sem elmo,

combatendo seus medos,

arrostando intempéries,

imaginárias feras, intrépidos,

fortalecendo suas defesas,

dias abafados, outros gélidos,

com sorrisos, com chalaças,

pequenas arruaças,

estrépidos,

 

barulheira, correrias várias,

dentro, fora da ruína,

pedras seculares,

sorrisos, gargalhares,

sem disfunção, sem rinha,

como eram,

libertos de qualquer amarra,

muito amor dos pais,

 

 

heróis,

progenitores de tal prole,

quantas lutas, quantos sóis,

interventores activos,

arrostando barreiras

quase intransponíveis,

quantas canseiras,

amantíssimos,

quando vivos,

esforços incríveis,

naquela luta tamanha,

pelos seus cavaleiros,

plena sobrevivência,

quanta penúria,

quanta carência,

tanto empenho,

tanta sanha,

meu escrito, desempenho,

registo que mantenho,

 

quando a vejo,

qual mártir descomunal,

na prenhês seguida,

origem de tanta vida,

amamentando mais pequeno,

recém-nascido,

bem no centro do seu castelo,

desgrenhada,

atenta aos mais crescidos,

mãozitas doutros

na sua saia comprida,

junto a um poço,

preocupada,

dando alma, tão sofrida,

 

 

nobre cortesão,

paciência, tarefas várias,

exercendo ocupação,

fazendo pouco, fazendo muito,

sobrevivência, alimentação,

contrasenso,

portas e travessas,

orientando caminho tenebroso

d´imberbes cavaleiros,

prodigalizando criação,

tão distantes, tão primeiros,

mão cheia de coração,

compreensão,

 

tempo passa,

desenvolvimento,

quantas lutas,

quantos sóis,

quando os vejo, bem os lembro

duras penas, labutas,

adolescentes, outros ares,

tão unidos, como sempre,

direitos, defesas bastas,

sem batidas,

nem vergastas,

 

 

quanto respeito,

quanto amor

pela vida,

noutros encontros,

situação melhor,

sem ruína,

tarefas, responsabilidades,

outras verdades,

 

quadro, meu conhecido,

como tantos outros,

nesta miséria que foi PAÍS,

tão reduzido, choldra d´uns,

palácios d´alguns,

continua sendo,

entre feros abutres, monstros,

egoísmos,

ganâncias desmedidas,

quantos pobres enobrecidos,

valores que foram vidas,

esforços, paroxismos,

gentes fortalecidas,

exemplos,

não esquecidos!!!... Sherpas!!!...

 

 

 

11
Dez16

... se possível fosse!!!...

sherpas

... se possível fosse,

com uma esponja, apagar o passado,

esquecer,

deitar fora tudo que nos trouxe,

acontecimento recente,

longínquo,

má memória, carnificina,

hecatombe dantesca,

determinada gente,

cruel, insensível,

não profícua,

reles, detestável,

exígua,

 

... se possível fosse

tornar criatura maior

que, por defeitos e causas,

fracos valores que viveu

conseguiu ser

tão pequenina,

nódoa permanente,

da humanidade, simples nesga,

horror,

 

 

.... se possível fosse

ocultar em verdade imensa

tanto ódio, perversidade,

tanta gente, tanta maldade,

tanto destino incerto,

tanto longe,

como bem perto,

 

... se possível fosse

fazer PARAÍSO deslumbrante

em cavernoso deserto,

premiar,

oferecer um favor,

dar segunda oportunidade,

como quem ilumina, quem fada,

a um sem préstimo,

a um sem nada,

 

 

... se possível fosse

fazer sorrir o horror,

ocultar o que foi tão feio,

quadro melancólico de permeio,

invernia,

grande temor,

um constante pavor,

madrugada longa e fria,

 

... se possível fosse,

começar de novo,

experimentação orquestrada,

alquimia,

junção, o que nos trouxe,

portal,

dimensão distinta,

alienígena,

UNIVERSO tão vasto,

intelecto superior,

tecnologia mais avançada,

congeminação retinta,

disfarçar qualquer pista,

 

 

... se possível fosse

cantar louvores,

maravilha,

narrar feitos de vulto,

engendrar amor perfeito,

estória d´encantar,

PARAÍSO ofertado

num recanto,

numa ilha,

 

... se possível fosse

alterar estória contada,

fazer SANTA, imaculada,

imagem vendida,

apregoada,

render homenagem devida

qual escritura SAGRADA,

fruto, árvore apelativa,

repetição, ciclo da vida,

maçã que s´interpõe,

castigo INFINITO,

inferno que se prolonga,

males que se sucedem,

acontecem,

acontecem,

 

 

... se possível fosse,

na CIÊNCIA que tudo explica,

no BANG que continua,

nos biliões que se somam,

na curta existência,

no grãozito que somos,

nos saberes que nos apoucam,

junção improvável,

evolução das espécies,

adaptação ao meio,

habilidades que surgem,

mero recreio,

explicações

que tanto rugem,

 

... se possível fosse

calar bocas descomunais,

ribombares,

grandes trovões,

destruições premeditadas,

morte de tantos pais

reverter acontecidos,

recuperar entes queridos,

atordoando pelos ares,

esfacelando matéria existente,

pobres seres, tanta gente,

calcando pobres e débeis,

convencendo simples e crédulos,

incríveis, quase inéditos,

quando convencem,

entontecem,

 

 

se possível fosse,

transformar o proceder,

arvorar um sorriso,

abraçar este MUNDO,

com o qual me confundo,

ganhar muito juízo,

considerar o infeliz,

não dizer o que se diz,

 

... se possível fosse

desfazer a barbaridade,

espalhar a amizade,

limar tantas arestas,

sem rodeios, com festas,

guardar maleita grave,

aproximar todos os seres,

sem remorso,

qualqer entrave,

 

se possível fosse,

racional, bem formado,

encarar o que nos trouxe,

irmão com seu irmão,

braço dado,

mão na mão,

sem excessos, reprovação,

sem absurdos, enormidades,

hipocrisias, falsidades,

respeitando

outras verdades,

 

se possível fosse,

consciente do que somos,

esquecer aquilo que fomos,

desfazer todo um passado,

que nos envergonha,

triste fado,

crimes horrendos,

desumanidade,

qual ferrete, qual peçonha,

inverter,

antes

de fazer sofrer,

 

 

se possível fosse,

arvorar,

como bandeira,

em qualqer espaço,

sem fronteira,

objectivo risonho,

PAZ, harmonia,

entendimento,

MUNDO belo,

muita alegria,

excluindo o sofrimento,

 

se possível fosse

quando penso,

quando me ponho,

meio dormido, quase sonho,

como vitória, outra verdade,

não ilusória,

modernidade,

se possível fosse,

se possível fosse... Sherpas!!!...

 

06
Out16

... TATE!!!...

sherpas

... ali, sentado numa banqueta alta,

ombros descaídos,

encostado a espécie

de manjedoura corrida,

copo vazio, água na garrafa,

olhos postos no rio TAMISA,

barcos em série,

cheios de ávidos turistas, de contentores,

mais pequenos, formatos diferentes,

movimento bastante por baixo das pontes,

águas escuras, céu carregado de nuvens,

elegante, pedonal, velha conhecida,

do milénio, partindo do Tate,

museu muito meu, pleno de vida,

mesmo em frente da catedral de S. Paulo,

do outro lado,

a um passo, curto passeio,

visita, encanto, meu recreio,

repensando o dia, já a meio,

com companheira ao lado,

meu encosto, parceiro encantado,

gostos idênticos, caminhantes de sempre,

anos passados, um repente,

DSC01916

 

 

pequeno almoço no hotel, continental,

tal e qual, tão frugal,

fugindo ao breakfast inglês,

pesado, encarniçado,

ovos, salsichas, pedaços de porco,

feijões, fritos crocantes, chás ou cafés,

repetindo, consoante apetite,

buffet,

preparação, começando o caminho,

metropolitano ali ao pé,

usança do passe tirado na véspera,

por três dias, creio,

carruagens cheias de gentes diversas,

cores e credos,

consultando pequeno mapa da linha,

várias paragens, objectivo preciso,

Torre de Londres, um pouco mais,

edifício mais alto da cidade,

SHARD LONDON BRIDGE,

vontade tamanha, curiosidade,

nunca antes viste...

DSC01914

 

 

na proximidade, vista espactacular,

sobre o dito, sobre a ponte, sobre a torre,

esplanada simpática, sentámos,

pedimos algo, uma cerveja e uma água,

empregado solícito, poliglota, vivências,

buraquito no estômago, comia-se alguma coisa,

pedimos a ementa, refeições rápidas, petiscos,

conselho apropriado, graças e ditos, solvências,

riso alargado, espera, encontro,

uma emigrante portuguesa que s´aproxima,

rapariga nova, simpatia,

fome de contacto, que bonito trato,

conversa, recordações, partilha,

e... o tempo passa,

ali, sentados,

mesmo defronte, sobre o TAMISA,

eis senão... quando chega a “TAPA”

que nos maravilha, camarões grelhados,

bem arranjados,

regalo dos olhos, sabor portentoso,

conversa gostosa com nossa patrícia,

um “não acabar” de saudade,

portugueses fresquinhos,

acabados de chegar,

aconchegados, usufruindo espaço, presença,

quando se pensa...

DSC01924

 

 

beijos e abraços,

prometemos voltar,

continuámos trajecto,

sorriso e afecto,

ingredientes de pasmar,

cidade cosmopolita, variada nas gentes,

deste, doutros continentes,

ingleses também,

como nos sabe bem...

DSC01965

 

 

deambulando, como gostamos,

lá fomos

aproximámos da ponte do MILLÉNNIUM,

elegantérrima, pedonal,

éramos, no meio de tantos, mais um

turista ávido, sedento, unidos num,

grupinho restrito, como casal,

passámos por uma banda

do Salvation Army,

parámos, ouvimos, apreciámos,

contactámos,

fomos convidados a entrar,

conduzidos por uma diligente e amável

oficial,

sem preconceito, mui diligente,

percorremos salas, salões,

ao som da banda, postada no exterior,

trocámos algumas palavras com a CHEFIA,

ouvimos atentamente,

uma finura, um primor,

despedimos e... continuámos,

satisfeitos, rumo ao MUSEU,

minha mulher e eu...

DSC01952

 

 

lá estava, como sempre,

saudade que mantemos,

bem diferente entorno,

início dum sonho,

concretizado, com êxito,

espaço de criatividade, imaginação,

variados temas, evolução,

várias exposições,

fotografias, composições,

ser humano que se transpõe,

s´ultrapassa,

não pára, surpreende,

modifica, inventa,

quanto nos tenta,

agradável, braços abertos pr´ó MUNDO,

toca-nos bem, conhecimento profundo,

vista soberba sobre o TAMISA,

restauração que nos satisfaz,

bar panorâmico, paragem, descanso,

introversão,

minha ilusão,

doce recanto, agradável remanso

que não dispenso,

quando por ali m´encontro,

sinto-me bem,

quanto conforto...

DSC01970

 

 

a VIDA, como ela é,

sem vedetismo exacerbado,

ARTE, em qualquer COISA,

em qualquer parte,

maneira diferente de ver,

no simples facto d´existirmos,

de fazer,

DSC01951

 

 

como a penso,

não descurando outras,

tão nobres,

tão dignas como as que nos mostra,

nos espanta,

nos enobrece,

não esquece,

DSC01955

 

 

soco na face,

repentino,

chamamento,

na altura, no momento,

no TATE, nas salas,

nas obras expostas,

modernas, vanguardistas,

quase esquisitas,

ali, sem menorização,

equilíbrio que se pretende,

rasto do ser,

rasto do homem que cria,

quanta fúria, quanta alegria,

quanta harmonia...

DSC01976

 

bom pedaço do dia,

minha doce fantasia,

MUSEU que muito me diz,

não se contradiz,

existe, faz parte,

pura vivência como arte...

DSC01963

 

 

carrossel de cores que se juntam,

de formas que as embelezam,

recordatório dum MUNDO passado,

duma realidade que se mostra,

dum absurdo que nos motiva,

composições que nos fazem pensar,

ajuntamento do trivial,

que é presente,

dum futuro que é tanta gente,

esperança ridente,

tesouro mil,

encantos que nos tocam,

quando expostos, quando se focam,

pormenores que se combinam,

agregam, nos animam,

salas que são sonhos,

fotosque se desnovelam,

pretos e brancos soberbos,

fauces que nos inebriam,

quanta imaginação, quanta arte,

quanta criatividade, qualquer parte,

quanto devaneio, previsão,

uma chama, um desejo,

pura emoção,

enquanto percorro, aprecio, vejo!!!... Sherpas!!!...

02
Set16

... Caravaggio!!!...

sherpas

... nunca considerei,

como perda de tempo,

horas e horas, dias e dias,

recordando o que sei,

muitos meses,

anos até,

por onde passei,

buscando locais recônditos,

a pé,

sítios escondidos,

 

ruelas velhinhas,

parcas vestes,

farpela,

população que s´atropela,

bairros humildes,

gente à janela,

pergunta, por vezes,

atenção redobrada,

explicação pormenorizada,

interrogação contínua,

íngreme,

a rua,

 

 sorriso na cara,

encantamento,

desconhecimento,

também,

de lado para lado,

com mapa na mão,

indo,

ilusionado,

 

pintura num quadro,

arte antiga,

espanto,

exposição,

cadeiras, em frente,

faceira que resta,

igreja de sempre,

pobre, tão rico,

abastado tão pobre,

gente que sofre,

cônscio penitente,

 

 disfarçada no casario,

placa na parede,

um credo, rosário,

pedido, misericórdia,

cobiça,

discórdia,

subindo,

descendo,

estendais de roupa,

gentes, cores,

rodopio constante,

labirinto bem vivo,

perto do calvário,

entorno cativo,

quase sacrário,

 

quanto visitante,

janelas multicores,

ares condicionados

que s´amontoam,

vozearia bem alta,

são gritos,

são dores,

lá vamos,

cansados,

estando perto,

perdidos,

 

 gesticulação tão própria,

revés,

enfrentamento,

condição humana,

ciúmes na rua,

gritaria que nos chama,

 

quase atordoa,

intensidade q´emana,

calor tão intenso,

aglomerado sufocante

paragem, numa nesga,

sufoco,

a pouco e pouco,

 

gelado refrescante,

quando lembro,

assim o penso,

razão de quem clama,

“tribunali na via”

igreja que se não encontra,

misericórdia,

missão,

 

pobres em chusma,

negócios pequenos,

curvatura,

gritaria na alto,

rotura no chão,

socalco,

 

encontrão,

sorriso na cara,

suor que m´inunda,

dor nas pernas,

vontade s´avoluma,

destino mais próximo,

são verbos,

são verbas,

oratória, também,

casa de culto,

religião,

como albergue,

junção duma vontade,

dispersão,

 

gosto que m´inunda,

recuperação do meu tempo,

comiseração,

pintura que se mostra,

museu tão disperso,

capelas de culto,

obra maior,

de vulto,

 

realidade,

cadeiras defronte,

meia dúzia, se tanto,

encontro,

emoção,

MISERICÓRDIA plasmada,

são olhos, silêncio,

demora, encanto,

 

deslumbramento, perante...

 

expressões não mudam,

seculares ou d´agora,

minha alma chora,

quedo petrificado,

ali, sentado,

cor que m´inunda,

sombria, d´acordo,

vestimenta diferente,

aprecio,

recordo,

 

enalteço,

e... o tempo passa,

quase esqueço,

igreja modesta,

perdida numa ruela

de gente humilde,

casario,

a um canto

uma vela,

 

sentimento que s´explora,

entrega, oração,

reconhecimento de mestre maior,

esplendor que perpassa,

nos toca cá dentro,

encantamento,

coração,

lá fora,

 

 

mágico momento,

como tantos outros,

locais diferentes,

burburinho que se dissolve,

vida que corre,

saída forçada,

imagem grandiosa,

bonita, formosa,

secular, recuperada,

cicio em segredo,

exposta...

como símbolo,

grito que grita,

MISERICÓRDIA que nos toca,

luzita q´enfoca,

cadeiras defronte,

cá dentro... lá fora!!!... Sherpas!!!...

 

08
Ago16

... caravela portuguesa!!!...

sherpas

... contornei,

senti alguma repulsa,

não pisei,

informe, arrastada por marés,

ali parou seu percurso,

no areal, não assusta,

só descuido, quando colocam os pés,

pode provocar alguma dor,

seja cá,

em qualquer lado, onde for,

 

de cá, para lá,

incerto destino,

invertebrado bem conhecido,

medusa ou alforreca,

da família dos cnidários,

que, quanto maior

mais intensa a queimadura,

que se sente, enquanto dura,

pode matar... porventura,

há quem a compare com certos “humanus”

pela falta d´inteireza, dignidade,

verticalidade

que nos proporciona a coluna vertebral,

nos torna mais normais,

exemplos,

quando nos comportamos,

apesar das marés,

sem causar repulsa,

desapego,

contra marés, contra ventos,

bem assentes no chão,

os pés,

cabecinha em cima dos ombros,

sem maviosidades,

eloquências,

disparidades que s´aventam,

disseminam,

através

dos órgãos de comunicação,

tocava vários instrumentos,

mais de sete,

bastantes,

como certas personalidades conhecidas,

de muito antes,

de muito antes,

grande feito,

enorme defeito,

porque resultado é defeituoso,

na música, quando se tenta,

vai-se a harmonia,

nickles de melodia,

pura cacofonia,

 

multicidade,

som confuso,

baralhação, resultado pernicioso,

tentativa ridícula,

abstrusa,

nada formosa,

quanto oculta,

da mesma família da alforreca,

quando s´estuda,

quando se disseca,

original nome,

meio de locomoção diferente,

caravela portuguesa,

conjunto

de “zooides” com “gonozooides”

ostentando seus gonoforos específicos,

machos e fêmeas

com objectivos precisos,

reprodução,

utilizando o vento,

como meio de deslocação,

em qualquer oceano do MUNDO,

indo ao fim,

indo ao fundo,

não,

não somos originais,

vela latina,

semelhança,

natureza sábia que nos ensina,

para o bem,

para o mal,

assim somos...

em Portugal,

observadores,

atentos,

vamos fazendo,

vamos criando,

abrindo processos, caminhos,

infinitos, escabrosos,

quantas vezes,

tenebrosos,

desde que nos aventurámos,

conquistando o que era dos outros,

mundinho de loucos,

colocando padrão,

escravizando,

vendendo ao desbarato,

abusando do mais fraco,

 

juntando ao de maior VULTO,

lambuzando...

escolhendo o que há de melhor,

pior, na essência,

cruzada,

inquisição,

através da perseguição,

imposição,

botando “bocas” tresloucadamente,

emprenhando através d´olhos,

d´ouvidos,

fazendo “fãs” e...

muitos queridos,

clubistas a sério,

inchando peito,

fazendo CRER,

dando dores,

fazendo MORRER,

 

sobrevivência deste “cadinho”

albergue de tanto “escaninho”

que medra,

se supera,

não liga,

copía, presta vassalagem,

pura sacanagem,

quando “ora” pede perdão,

permissiva religião,

que não dá exemplo,

critica,

instiga

mas... não expulsa,

 

não excomunga,

tal como a “justiça”

que...

não investiga, não castiga...

vi, não pisei,

passei ao lado, contornei,

senti alguma repulsa,

no areal,

não assusta...

da mesma família,

objectivo preciso,

“Caravela Portuguesa”

arrastada pelo vento,

ao sabor da maré,

causa queimadura dolorosa,

incerto destino,

invertebrado,

com cartilagem,

sem cartilagem,

reprodução,

machos, fêmeas,

colónia de zooides

com quatro tipo de pólipos

ou mais...

na “caravela”

não senti-la,

é vê-la,

em todo o MUNDO,

indo ao fim, indo ao FUNDO,

assim funcionam os KAPITAIS,

também...

ora mal, ora bem!!!... Sherpas!!!...

03
Ago16

... REGISTO!!!...

sherpas

... profundamente indignado,

virando costas a serviço,

público... agora privado,

indiferente,

quando se não trata bem a “gente”

com agrado, empatia,

quebrando regras confusas,

sem facilitismos,

nunca gostei “da cunha”

compadrios, quejandos,

apostando na meritocracia,

rejeitando “estória” da influência,

tão nomeada

por certa excelência,

grande trunfo,

maior valia,

conhecimento do que se busca,

árdua tarefa, para alguns,

denegando

encosto, conforto do negligente,

inútil entre inúteis,

sociedade perniciosa que rejeito,

minha índole,

meu jeito,

favor,

com favor,

seja aqui,

seja onde for,

não cabe, nem ao mais “pintado”

sendo público ou... privado,

 

rigidez,

inflexibilidade sobre comum cidadão,

continua existindo,

por vezes deparo,

alteio voz,

faço reparo,

gero desagrado,

desafeição,

 

escrevo sobre assunto,

conto,

reconto,

sem intenção,

transformo centena em milhar,

quando lembro,

lei q´existia,

me favorecia,

então,

relaxe duma situação,

voltas,

reviravoltas que dei,

não consegui recuperar balúrdios,

injustos,

com lei e tudo,

nem adivinhas,

corri meio “mundo”

só parei no “cofre do “PATINHAS”

receio que me caia em cima,

sem parar,

sem reparar,

sem atentar,

gato escaldado não s´arrima,

quando surge,

como foi o caso,

coloco-me de pé atrás,

seja público, seja privado,

acabo, por escrever,

recontar,

 

sempre ouvi dizer

que pelos e com os pequenos,

se fazem grandes PAÍSES

sem beijos, sem abraços,

com bolos, com bolos,

sorrisinhos a perder de vista,

medalhitas a rodos,

seus tolos, seus tolos,

exemplos que não são exemplo,

justiça que não serve,

quem arrisca, quem arrisca,

água amarga que se bebe,

reizinho de certo pendor,

favor,

com favor,

tanto no público, como no privado,

não petisca,

simpatia que desborda,

entre os mais,

entre os menos,

gregos, troianos,

quantos,

quantos enganos,

mantendo espécie d´ilusão,

criando grande confusão,

sofridos,

continuam sofridos,

palmadinhas, muitos elogios,

maneira d´estar, estando,

maneira de ser,

sendo,

vou vivendo,

passando,

aplaudindo,

avaliando,

rindo,

criticando,

chorando,

quando menos s´espera,

acontece,

memória não esquece,

precavido,

rápido no pagamento,

continhas em dia,

desconfiança,

não me fio na contradança,

tanto no público,

como no privado,

certinho comigo, com os outros,

vida ensina,

cativa,

não cativa,

bom, mau recado,

incentiva,

direito que nem fuso,

rejeitando lei do parafuso,

na “época” do faz-de-conta,

quando s´erra,

quando s´aponta,

era ou não era,

uma vez,

sem idade para imbecilidade,

idóneo,

amante da honradez,

da verdade,

assim me creio,

justo com o justo,

vivo meu credo,

faço meu “mundo”

vou ao cerne, vou ao “fundo”

indago

e... pago, pago, pago...

como qualquer comum cidadão,

quase sempre a dobrar,

aumentando,

com intenção,

mais, menos tostão,

que faz tanto milhão....

depois d´ausência,

abri caixa do correio,

publicidade que farta,

destino certo,

caixote da reciclagem,

aqui ao lado,

bem perto,

uma q´outra correspondência,

confirmação do que já sabia

e... um AVISO,

logo à ideia me veio,

pelo destinatário,

minha mulher, seu carro,

multa de trânsito,

mais outra,

quanta vigilância,

suma extravagância

de quem zela pela nossa carteira,

radar não engana,

imposto de primeira,

convocação para pagar,

ou transita para tribunal,

assim é PORTUGAL,

quando prevarico,

pago,

mas brutal problema,

minha cara metade

teve medo do calor alentejano,

dilema,

nem mais pobre,

nem mais rico,

agarrei em tudo que m´identificava,

casado há umas dezenas d´anos,

comunhão geral,

tal e qual,

 

tanto no público, como no privado,

simples parafusos,

bocadinho de bom senso,

assim o pensei,

assim o penso,

que não,

tinha de ser assinado pela própria,

número de BI e... apresentação,

esclareci,

reclamei,

apelei,

em vão,

mal chegado

à terrinha do meu agrado,

membro da família em questão,

ausente,

por inclemência do clima,

cai-se-me um REGISTO em cima,

sabendo, d´antemão,

qual o assunto,

quanto mais vou vivendo,

mais lamento,

gentinha sem discernimento,

 

 

tanto no público, como no privado,

regra inflexível,

tão rígida,

indignado,

virei costas,

porque posso, ainda válido,

embora idoso,

fiz a vontade aos parafusos,

 

como outros,

incapazes,

reizinhos de “caca” em certos serviços,

quanto lamento,

não era favor,

não era segredo d´ESTADO,

calculava coima de trânsito,

imposto inesperado que surge,

radar no sítio certo,

pequena falha,

pézinho que calca,

q´ultrapassa,

fica registado,

 

fiz dobrar,

quando tomei conhecimento,

c´assinatura,

identificação da minha mulher,

minha, também,

que fica bem,

é assim,

ganharam os “parafusos”

sem compreensão,

sem um pouquito de senso,

cumprindo regra,

não respeitando idade,

não atendendo ninguém,

resumindo,

fui a LISBOA pela auto-estrada,

logo a seguir à minha chegada,

regressei,

por causa dum AVISO,

duma ausência,

dum REGISTO,

confirmei,

não gosto de relaxar,

contas antigas,

gato escaldado,

continhas certas, pagamento, na hora,

porque ainda posso,

caso resolvido,

caso arrumado,

tanto no público, como no privado,

 

opções,

em determinadas ocasiões,

não servem,

carregam nos fracos,

quebram regras ao mais elevado,

protegendo,

e... nós,

continuamos pagando, pagando,

a “duras penas”

com bolos, com bolos,

sorrisinhos, beijos, abraços,

medalhitas a rodos,

neste cantinho de tolos,

que, poderia ser

um GRANDE PAÍS,

facilitando, fazendo FELIZ,

evitando

danos, prejuízos

aos mais pequenos,

comezinhos,

comum cidadão que paga,

paga,

aguenta “barbaridades”

frialdade de quem atende,

que tristeza de “gente”

menos mal que há OUTRA alternativa,

que me seduz, cativa,

via CTT, ora bem,

logo se vê...

 

porque não mudas???...

 

já não surpreende,

exige... não entende,

uma...

entre outras “verdades” absurdas!!!... Sherpas!!!...

 

 

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