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... coisas do Sherpas!!!...

... comentários sobre tudo, sobre nada... imagens diversas, o que aprecio, críticas e aplausos, entre outras coisas mais!!!...

... coisas do Sherpas!!!...

... comentários sobre tudo, sobre nada... imagens diversas, o que aprecio, críticas e aplausos, entre outras coisas mais!!!...

08
Jul22

... a cunha!!!...

sherpas

... ao fim de dois anos complicados, marcando passo e fazendo continência a gente desconhecida, espécie de cumprimento, perfilado e submisso, simples número com uma diagonal nos ombros, mais tarde com dois vês, confrontados com um invertido, encarnados, bem visíveis... depois da recruta e da especialidade, pura verdade!!!...

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Dei recrutas a soldados, fazia o que qualquer sargento do quadro fazia, mal pago... era mais barato, com mais substância intelectual, formação académica obtida antes de ingressar naquela coisa que nunca se deu bem comigo, militar mais que forçado, indignado quase sempre!!!...

F1030009.JPG

... passados dois anos ascendi a furriel miliciano, sem ser por engano... com guia de marcha adequada, enviaram-me para a Guiné, não integrado em companhia ou pelotão, muito menos em batalhão, na qualidade de individual disponível em qualquer ocasião, render quem acabasse a comissão!!!... Já contei, retomo o fio à meada... numa barcaça mista, géneros, irracionais, civis e militares, o Alfredo da Silva que navegava com costa à vista, fazendo paragens e abastecimentos por parcelas do nosso vasto território ultramarino, d´aquém e d´além mar, arquipélagos da Madeira e de Cabo Verde, lá chegámos ao porto de Bissau, terra quente e húmida, estranha para um estranho que chegava com malas e... uma missão (???...) imposta!!!... Alguém reparou em mim, me encaminhou para a traseira dum camião militar que se dirigia para o Q.G. Onde teria de me apresentar!!!...

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... arranjei instalação adequada num barracão onde dormia, como companheiros de quarto, imensa caserna, mais umas dezenas alargadas... em camas cobertas por mosquiteiros!!!... Começou a minha comissão de serviço, sem viço, sem graça, continuidade daquela complicação onde me tinham metido desde os vinte, já cumpridos e com mais dois, esperando por outros dois naquele “Paraíso”... pena a que me tinham condenado!!!...

 

... não vou descrever mais, só sei que... perdida e sempre recordada num bolso da fardamenta, levava uma cartinha de recomendação dum Primeiro Sargento, amigo do meu pai, para outro amigo, colega dele em serviço naquela província ultramarina, espécie de cunha apropriada, descanso dos meus progenitores, encosto, influência que talvez surtisse algum efeito!!!...

 

... os primeiros dias foram longos, difíceis de passar, aos caídos e sem funções, aguardando ordens, à disposição de quem necessitasse dos meus serviços, rendição individual, claro!!!... Via passar os outros, encostava-me a uma coluna de cimento frente à sala de sargentos, olhava para os jagudis em cima dos mangueiros, respirava aquele ar denso e húmido, quente e abafado, matava um que outro mosquito mais sedento do que tinha nas veias, sangue fresco da metrópole, coisa boa, apreciava os naturais nas suas vestes miseráveis, os seios das mulheres que não tinham vergonha do que tinham, mostravam sem pudor, por carências de toda a ordem, hábitos antigos, as lavadeiras que vinham buscar a roupa aos militares, todos os dias, à mesma hora, camisa ensopada de suor, algum frescor nas pernas que trazia ao léu, calções militares, meias verdes e sapatos adequados com boina castanha na cabeça... uma lindeza que ainda recordo quando aprecio fotografias passadas, bem mais novo e sujeito a todas estas travessuras que me impunham, quando dispunham!!!...

 

... numa dessas tarde de “fare niente” sem ocupação, deambulando por ali, olhando com enfado o ambiente estranho em que me encontrava, bebendo uma Cuca, cervejola da altura, emborcando um uísque baratinho com soda, coisa fina e na moda, falando com quem encontrava a jeito... ainda perdido e confuso, apalpei o bolso da camisa e afaguei a minha “cartinha de recomendação” alívio dos pais amados que tinha deixado para trás, descanso deles, ilusão que mantinham, quando ma entregaram, alguma esperança minha... sempre seria um “empurrãozinho” por parte do amigo do amigo do meu criador, parte dele que fui, que era, que continuava sendo em terras africanas, dor de alma, afastamento, quanta saudade já sentia!!!... Pensei nela, interroguei-me sobre o destino a dar-lhe!!!... Sempre tive algum receio de contar com os outros para resolver a minha vida, nunca fui favorável a “cunhas”, sentia e sinto alguma repugnância por esses actos mas... como dádiva e empenho dos meus pais, sossego dos mesmos, sentia um certo impulso em resolver o assunto, encaminhar a recomendação para o sítio certo, resultasse ou não resultasse, encargo que tinha, obrigação moral que me viria a beneficiar ou não!!!...

 

... assim me encontrava, num daqueles dias custosos de passar, encostado a uma coluna de pedra e cal, mesmo em frente à sala de sargentos, congeminando comigo próprio... nesta e noutras situações que se me deparavam nos primeiros dias de Guiné, ainda sem colocação, sujeito à rendição individual em que me encontrava, às ordens da CCS do QG, um desconhecido no meio de imensos desconhecidos, fardado ainda por cima, sem vontade própria, às ordens dos ombros que pesavam mais, batendo a “pala”, perfilando-me, ouvindo o “nosso Furriel” displicente e arrogante de quem o pronunciava com desdém, sargentos “lateiros” ou acima deles, profissionais das guerras, carreiristas fardados, governo deles que não meus!!!...

 

... coincidência ou não, repente que tive... espécie de intuição quando a tirei do bolso e me encaminhei para junto dum primeiro sargento que se encontrava por ali, encostado como eu a outra coluna do alpendre, gordo e farto, palitando os dentes, meio ensonado, petrificado pela modorra do início de tarde, grasnar dos jagudis no cimo dos mangueiros, alguns passantes, indígenas e militares, camisas ensopadas pelo suor, picadas de mosquitos como norma, lugar comum, hábito que ainda estranhava quando os esborrachava com uma palmada repentina, batendo a continência, pedindo licença para quem, do alto da sua posição, graduação mais elevada, mal se mexeu, entreabriu os olhos e... permitiu, perguntando-me o que pretendia!!!...

 

 

... disse-lhe o que se passava, o que me atormentava, a recomendação que levava para um primeiro sargento, de que não me recordo o nome, por parte dum amigo comum que mencionei!!!... Foi como um toque de varinha mágica, personalizou-se, com mais agrado apresentou-se como sendo o endereçado, pediu-me a carta, abriu-a, leu-a com atenção, perguntou-me pelo amigo, dobrou-a com muito cuidado, meteu-a no bolso da camisa e... disparou:

 

... olhe, meu amigo... em terra de cegos, quem tem um olho é rei!!!... Virou-me a costas!!!... Quedei embasbacado!!!... Mais tarde verifiquei que me tinha dado a melhor ajuda que me poderia dar, fez-me abrir os olhos, ver que a vida não era pêra doce, que tinha que me desenrascar por mim próprio!!!... Daí para diante foi o que fiz, arranjei colocação, ascendi no lugar, no respeito que tinham por mim, impus-me... aos poucos e, mais tarde, tive oportunidade de pagar o “favor” a esse senhor, quase da mesma maneira ou pior, sem intuito de vingança, cumprindo o dito à letra!!!...

 

... decerto se lembrou que... em terra de cegos, quem tem um olho é rei, posição inversa da primeira, necessitando de encosto e eu, cantando de galo!!!... Cá se fazem, cá se pagam!!!... Enfim!!!... Sherpas!!!...

 

 

 

03
Mai22

... visão!!!...

sherpas

maneiras de ver, de sentir,

tão diferentes, tão diversas, por entre cacos e mentes,

ruínas consequentes, prédios que foram, não são,

sentem nojo, aversão, diminutas, no olho do furacão,

encolhidas, perante tanto falcão,

foram gente... já não são!!!...

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contra o mau,

quantos tão bons,

no mesmo mal, quanta violência, tão iguais,

eloquentes, noutras frentes,

longe da riça, longe dos sons,

 

quanta valência, capataz da morte, quanto morticínio,

enterramento,

campo de ninguém, da sorte,

curto momento, outra passagem, quanta viragem,

anquilosantes,

tão débeis, vitimizados,

por entre ruínas fumegantes,

que visão infernal... espezinhados!!!...

 

foi, deixou de ser,

agora... escombros, ferros retrocidos, bombas por explodir,

directamente, emoção que se adivinha no relator,

outro actor, representação,

a cores... tão tristes,

 

dores sofridas,

sem cor, mortiças, sombrias,

quantas faces distorcidas,

fúrias que aumentam, não se lamentam, fugas que intentam,

aplauso do mentor, medalha que se dá.

palmadinha nas costas, prometimento,

curto momento!!!...

 

visão, desaprendimento,

esquecimento,

repetição,

maldição, maldição, maldição!!!... Sherpas!!!...

 

 

03
Mai22

... piscar... d´olhos!!!...

sherpas

DSC01987.JPG

... os olhos vêem e o coração sente,

tanta morte, tanta gente,

pouca sorte, mau governo, tanto caco, tão mau trato,

conversa d´alto,

 

inebriamento, tanto triste convencido,

tanto recado, tanta amostragem,

numa viragem, curta passagem,

representação, tanto asco, quão palhaço,

elevamento, quanto lamento, tanto pedaço,

palavra cruel, enovelamento, desequilibrio sem honra, sem brio,

pura estratégia, objectivo incisivo,

 

rebentamento,

carcaça dum prédio, esmagamento,

inteligente, quanto pavor, bem no centro, recrutamento, 

ribombar, estalhaçamento,

quanta raiva, lágrima seca, sofrimento,

ferida profunda, enterramento,

 

ao molho, no local, criminalmente,

tanta guerra, ajuntamento,

cidade destroçada, agasalhamento, escuridão no abrigo,

quanto frio, quanta morte, quanta sorte, tanta fome,

boca cerrada, alma sofrida, descascamento,

armamento,

 

altos pensares

confusão, avistamento, explosão, curta visita, sorriso ínvio,

desperdício,

palmadinha, incentivo, outro objectivo,

destruição, maldição,

 

quanta razão,

sem terra, sem casa, sem nação,

foragido, heroicidade, anuência,

equiparação.

quanto vencido, quanto vencido, quanto vencido!!!.... Sherpas!!!...

31
Jan22

... ao POVO... o que é do POVO!!!...

sherpas

... ao POVO... o que é do POVO!!!...

… ALEIXO da Grécia antiga,

gente amiga... sabedoria,

quando, em plena DEMOCRACIA,

VOZ da RAZÃO, do POVO,

ESOPO,  fabulista de encantar, basta RECORDAR,

DSC09764

 

usança inapropriada, deslocada, apostasia,

simples conto,  entre gente desconhecida,

pronuncia, quase fantasia... dando vazão,

nenhuma emoção  conhecida,

como tema uma formiga,

escrava no seu labor, indiferente a frio, a calor,

 

cigarra que não pára de cantar... planura alentejana, indolência,

coisa tão natural, situação actual,

desemprego,

ponto final, desapego,

 

ao invés de quem recorre,

incompetência, infernal destruição, chamejante,

incêndios em profusão,

tão flamante

convencimento, quando indica, determinada ocasião,

 

se torna inútil,  sacrifício,

com maleita, sem ofício,

puro artifício

imoral, não exemplo, desperdício, palavras deitadas ao vento,

 

quantas outras, não foram poucas,

profícuo na criatividade, embora escravo,

calcando, com agravo,

tanto tento, não perdendo seu alento, insana luta,

quão deturpadas,

por feras,

usurpadas... noutras eras,

 

seres diversos,

escassos, locais esparsos,

relatando realidade, normas de conduta, procedimento,

tão do agrado de populares, misturando DEUSES, denegrindo avaros,

desmistificando mentira

que se atira,

cobiça que avulta,  envergonha, peçonha,

 

era Pedro,  simples pastor de aldeia,

mentiroso dos sete costados,

figura triste que desfeia, grito sonante,  repente,

 

“que vem o LOBO, que vem o LOBO”

 

aflitos,

em união, com varapaus na mão,

multidão, conterrâneos,  desilusão,

gargalhada colossal, regresso, abatimento, perante

ser ignóbil, extravagante, possesso, repetição,

 

“que vem o LOBO, que vem o LOBO”

 

veio,

fez estrago,

aldeões,  ombros encolhidos, costas voltadas,

negação, isolado,

sem ovelhas, com vergões,

feridas, alguns rasgões, pagou pelas mentiras contadas,

 

porque,

pertença de todos os viventes, criaturas e gentes,

fome que atiça,

algo que se cobiça... sobrevivência,

entre abutres, lobos, cordeiros,

insaciáveis, no apetite, erva tenra, tão ordeiros,

 

excelência,

chusma, useiros, homens que se comparam,

usando pretextos, servindo contextos, fabulando,

mediante o que devoram,

quando esmolam, não repartem,

enganando,  com antecedentes,

 

a jusante, satisfazendo carência, calor imenso,

água límpida, refrescante,

apetecível pedaço, cobiçado por LOBO que visionou cordeiro,

num ribeiro,

parado se quedou,... pensou, atirou,

 

“como te ATREVES tu, criatura,

sujares água tão límpida,  tão pura”

 

na inocência verdadeira, ripostou que a fera estava a montante,

sendo impossível tal feito,

logo desfeito, degradante,

 

“não agora, no ano passado,

mesmo local,  meu bom bocado”

 

“nem nascido, nem criado”

 

temendo, gemendo,

 

“não foste tu, foi o teu pai”

 

água vem, água vai, estando na jusante, razão efémera

perante besta, perante fera,

estando a montante,

apetite tão GRANDE!!!... Sherpas!!!...

09
Out21

... o bolo!!!...

sherpas

penso um país,

mal vai a comparação...

como imenso bolo, onde coabita o esperto e o tolo,

o malformado e o inocente, tanto mundo, tanta gente...

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variadíssimos formatos, cores,

algum travo, pouco amargo, algum doce...

componentes nados e criados, muitos imigrados,

a vida para ali os trouxe, abrindo olhos, vão vivendo,

nascendo e morrendo... quantas valias, entre tristezas e alegrias,

 

apetitoso bolo... desperta gulas diversas,

 

quando menores, os componentes

não s´apercebem...

saboreiam o que melhor se lhes dá, de cá, para lá, de lá para cá,

acumulando, um pouquinho, de cada vez,

 

assim... protegidos ou não, vão crescendo, fora do bolo,

lado a lado, o esperto e o tolo,

malformado ou inocente... tanto mundo, tanta gente...

 

tudo cativa, incentiva, sorriso aberto, várias janelas,

doçura tão fofa, alguma amargura como fel,

ingredientes dum bolo... onde também entra o mel,

 

pasteleiro que o confeciona, mais presto, mais habilidoso,

mais calão, mais desabrido...

bolo perfeito ou fingido,

vai-se construindo o bolo para o esperto, para o tolo...

 

o guloso, cria ambição, perfeito, perfeito... nunca será,

de lá para cá, de cá para lá,

quanta e quanta ilusão,

 

habilidades várias, credos e crenças...

cores ou raças, linguarejares diferentes, dentro ou fora do bolo,

os que estão e... os que não, bolo ou nação,

 

depois de feito, bem composto, prometedor,

divino sabor...

dono e senhor, pasteleiro, confecção, passa o tempo, cresce o apetite do alegre, do triste, satisfação ou... desilusão,

 

há sempre um dono do bolo, ajuntamento... associação,

que parte e reparte...

naco maior, bom bocado, para o próprio, familiar ou amigo...

 

quem pretende ser, mui perto do bolo mas... não dono,

noutra posição...

não concorda, consoante a norma, fala em reforma,

 

destruição do bolo em bolos pequeninos, com reizinhos adequados, por tantos lados,

discussão que se prolonga, entre os que estão pertinho do bolo, com ele ou... em vias disso...

 

bem longe dos que o cheiram, apenas, a duras penas, os que dão a massa,

fermento,

muita farinha, doce a preceito, cor baça mui espessa, compactada, formosa... apetitosa,

 

cobiçada,

cobiçada na forma, imaginação do pasteleiro,

entre o esperto e o tolo,

país, bolo, nação...

 

mal vai a comparação,

muitos ingredientes, sabor diferente,

protestos, contestação do malformado e do inocente, tanto mundo, tanta gente!!!... Sherpas!!!...

22
Set21

... alpinistas... urbanos!!!...

sherpas

visão antiga, numa cidade alemã...

fachada d´edifícios, janelas amplas,

cristalinas,

estruturas metálicas, d´aço, d´outros combinados,

bem fortes, cofres de Patinhas,

banca... ah, a banca que descamba,

dinheiros guardados,

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implantados no centro da urbe,

majestosos, altaneiros,

os dinheiros... ah, os dinheiros,

 

serviço, contrato, trabalho,

tal como aranhas, espécie de dança...

tecendo sua teia, limpando,

pendurados por cabos ou cordas, cintos de segurança,

apetrechos mui parecidos com os dos alpinistas,

verdadeiros artistas,

 

sem martelo,

grampos, com arneses,

botas sem cravos na base, capacetes mui iguais,

deslizadores, bloqueadores semelhantes,

artefactos de limpeza, recipientes, panos, esponjas, varapaus compridos para miudezas mais distantes, inacessíveis... incríveis,

 

imagens m´ocorrem, semelhança tanta,

habilidades mil, insecto que não s´enleia,

prepara armadilha, grande ou pequena teia,

alimento, sustentação,

pequeno senão,

 

ao longe... mo fazem lembrar,

quatro ou cinco, mais talvez,

cabos e cordas, alturas de medo,

no cimo, cidade a seus pés, emprego,

 

gosto,

nas horas livres trepadores consumados,

alpinistas nos montes, nos cumes gelados,

ambição, chamamento, desafio,

auge, horizonte prolongado,

nalgum deserto, nalgum descampado...

 

tão natural, prédios mais pequenos,

pintura a preceito,

do mesmo jeito... sem tralhas, o essencial,

pouco material,

 

com cordas, suspensos, com tintas que s´espalham,

assim trabalham...

alpinistas urbanos, outros tamanhos,

alturas menores,

pormenores!!!... 

18
Set21

... às vezes... acontece!!!...

sherpas

Na minha caminhada habitual, rotina que m´imponho,

quando disponho...

tempo, saúde, companhia adequada,

logo de início, plena madrugada,

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vistas belas, aprazíveis, encontros que me bondiam,

sorriem, conhecimento de há muito, paragens imprevistas,

conversas ocasionais, que nos sabem bem,

aliviam, afagam corpo e alma,

plena calma, aproximação... de coração,

 

gesto, sorriso alargado... um adeus breve,

palavras normais, um até amanhã,

contacto com pessoas, as mais diversas,

respeitando ideias, pensamentos, raças e credos,

minha índole, valores, sem segredos,

palavras dúbias, veladas intenções,

mantenho, sem outras opções,

quantas conversas,

 

a meio do trajecto,

minha paixão... grande afecto,

um café, no sítio do costume, museu, partido,

estabelecimento,

uma pequena pausa, um momento,

 

com que volúpia, golos que saboreio,

meu devaneio, apreciação,

quase devoção... apreciador,

 

quando fiz o pedido ao “mocito “

empregado diligente, sempre atento,

entreguei uma nota de dez euros, que trazia, dobradinha,

no bolsito...

das moedas, dos meus calções de ganga azul,

práticos e mui confortáveis,

agradáveis,

 

bebido, com gosto... o café da minha afeição,

rematando com um copito de água que, me conforta,

limpa a “ bilha “ recebo o troco,

qual o meu espanto, uma nota de dez, uma de cinco e umas moedas,

 

mas... eu entreguei dez euros, meu amigo,

logo rebatido pela resposta, convicta e honrada,

 

eram duas notas de dez, novinhas e coladinhas uma à outra,

mais nada...

 

gesto bonito que aconteceu, logo de manhã, madrugada ainda,

meus encómios, surpresa boa, coisita linda,

 

pouco, mas... às vezes acontece,

não está tudo perdido, parece!!!... Sherpas!!!...

08
Set21

... triunfo... das plantas!!!...

sherpas

os excessos,

modificam-nos... ganhamos artimanhas,

hábitos e manias, inclinação pelo que nos molda,

nos faz diferentes dos outros seres,

Paris 052

como te convences, quanto te enganas,

 

uma chispa,

quem sabe, provocada por pancada,

lá no alto... na cavidade craniana,

protectora da massa encefálica,

tão pequena, tão tamanha,

 

certo... errado???...

 

deu-nos capacidades tremendas,

tornou-nos racionais,

superiores aos outros animais,

como nos consideramos,

quanto nos enganamos,

 

o “ erectus “ o “ habilis “ o “ sapiens “

inda agora, há poucochinho,

tão diminuto, indefeso,

quantas definições, quanta evolução,

neste pedacinho, neste torrão,

casinha dos meus amores, diversificada...

 

tão maltratada,

 

não sou flor que se cheire,

intelecto, mais ou menos afecto,

migalhinha, verborreico curioso,

palavroso...

 

molhinho de conhecimentos...

dispersos,

saltos enormes que dou,

anacrónico, com muito gosto...

quando escrevo, bem-disposto,

 

lembro ORWELL e...  o seu triunfo dos porcos,

contesto-o, pelas circunstâncias actuais,

declínio acelerado dos mais vorazes,

desumanos, horrorosos, sanguinários,

quantos adversários,

 

superámos os porcos, mais ávidos... ainda,

 

respeito todos os outros... companheiros de viagem,

falo por mim,

dos mais diminutus aos de maior porte,

com habilidades próprias, mais parcimoniosos,

não tão cruéis... mais harmoniosos,

 

partilhando tudo que têm,

a própria vida, também,

 

dando exemplo, a cada momento, colorindo a vida,

repartindo...

apesar d´atentados pelo que se considera mais,

entre todos os animais,

seres vivos diversos, plantas dos meus amores,

encanto, maravilha, flores,

 

estamos num ciclo em que nos comemos a nós próprios,

destruímos,

por absurdos inexplicáveis no que concerne a raças, credos, ideologias...

puras fantasias,

 

com GUERRAS, barbaridades contra TUDO e contra TODOS,

verdadeiros LOUCOS,

incendiámos, matámos por gosto,

grande desgosto,

cometemos autênticas razias,

 

pobre ORWELL...  tão ultrapassado que estás,

matar ou não matar, tanto faz,

violência como ciência, dinheiro, como DEUS OMNIPOTENTE,

tanta, tanta gente,

 

quando nos extinguirmos,

para lá caminhamos... velozmente,

a TERRA que não é nossa, continuará seu projecto,

ficará entregue a todo e qualquer tipo de planta,

não quedará um único vestígio da nossa passagem,

voragem,

 

então, em toda a sua pujança,

surgirá o TRIUNFO das PLANTAS,

plena harmonia, beleza pura, PAZ por inteiro, SOL radioso, colorido sem igual,

com pequenas imperfeições...

extinção dum animal,

 

“ erectus “ “ habilis “ “ sapiens “

triste de ti... REQUIEM por ele!!!... Sherpas!!!...

05
Set21

... arguto... observo!!!...

sherpas

estão, como sempre...

à volta dos seus apetrechos,

seus veículos, panóplia de ferramentas,

carrinhos e carretas...

13082009(006)

pás e picaretas, baldes, sacos e saquetas,

saquinhas e sacotes,

cimentos empacotados,

um revirar de materiais, colheres de pedreiro,

martelos, envoltórios de plástico, protectores,

trapos, mantas, recipientes diversos,

dispersos...

 

um furor...

uma pressa, uma ordem que se lança,

um revirar tudo e todos,

preparação, antecedência, prevenção,

ainda assim não falte algo,

equipa junta que se prepara,

não para,

 

hora marcada, início, camionetas de caixa aberta,

algo que s´alerta...

 

condutores no lugar, acompanhantes,

chefe e subalternos,

empresa com escritório aqui ao lado,

no parque de estacionamento, bem perto,

estaleiro a céu aberto...

 

pequena empresa...

com que me cruzo todos os dias, madrugada ainda, educados, cumprimentadores,

uns senhores,

 

arguto, observo,

não contesto, admito, aplaudo

vontade indómita de subir,

fazer pela vida,

 

“ ganharás o pão com o suor do teu rosto “

 

adequado, quando os encontro

no seu posto,

estaleiro na caixa aberta da camioneta,

escritório... ali à mão,

entendimento, boa disposição!!!... Sherpas!!!...

23
Ago21

... folha vazia!!!...

sherpas

mais uma vez... deparo com folha branca,

vazia,

desafio que me incita,

tanto que contar, escrevendo, dia a dia,

começo, partida,

encontro casual, notícia,

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ideias que s´atropelam,

necessidade premente,

ir ao fundo, recordar estórias que não partilho,

pessoas que m´interpelam,

acontecimento que m´entristece,

quando acontece...

 

falar de coisas, de gentes,

sentimentos,

paixões...

doutras emoções, mais vis, indignas,

valores gastos, poltrões,

 

vaidades ou vacuidades,

muitas mentiras... poucas verdades,

palermices, tarouquices,

 

sonho que se não concretiza,

não cria...

amplo anfiteatro com todos os adereços,

todos os instrumentos,

 

sem músicos, sem maestro,

espectro, momentos...

pasmo e frustração,

desilusão,

 

espécie de doença, quando acontece,

mói, remói, persegue...

fantasma dos meus anseios,

coloridos, enleios,

 

celestial sinfonia, quando a preencho...

à folha vazia com que deparo,

arabescos vários, grafia,

incita... desafia!!!... Sherpas!!!...

16
Ago21

Arca de Noé

sherpas

muitas vezes comparo...

quando penso, quando paro,

a estória da Arca de Noé com a presente situação,

no MUNDO, no nosso País,

em pormenor, como opção,

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livro velho, entre os velhos, primeiro a ser impresso

na geringonça de Gutenberg,

em LATIM... ainda assim,

mui sagrado para muitos, não tanto para outros,

adversários ou contestatários,

 

pois é... a “ SAGRADA ESCRITURA “ da religião que me foi imposta, recém nascido,

pingente que não deu resposta,

não tugiu nem mugiu,

 

soluçou baixinho, esperneou

e... ficou,

como sou, membro assumido do clube,

dissidente, tresmalhado do rebanho,

não, como antanho,

 

com a destruição total, se fez

castigo divino,

quando aconteceu, diz o livro que... conheço,

 

se bem me lembro, desde pequeno,

meia dúzia d´escolhidos,

tempos idos, tempos idos...

 

 

sempre me confundiu,

me faz impressão, tal sanha,

escolhendo o bem comportado, destruindo e

recompensando... o mais dilecto,

com amor e muito afecto,

 

TODOS filhos de DEUS, criação,

ou NÃO???...

 

assim apareceu o Noé q´escolheu para campanha,

proteger, de todos os viventes, um casal apenas,

como prolongamento, quando penso,

quedo estarrecido,

que DEUS, que horror... logo no começo,

 

DESTRUIR – MATAR – ROUBAR

entorno, sem retorno...

PONTO FINAL???...

 

buscador de respostas,

com muito respeito por ti, como bem GOSTAS...

de mãos abertas, não postas,

sem estar prostrado, genuflexão,

sou como sou, são como são,

 

eram feras, eram escolhas,

eram horrores,

desbragamentos, prepotência incalculável,

bem descritos... no livro, mui amado,

era a LEI, era o DEUS,

era o SENHOR,

que terror, que terror!!!... Sherpas!!!...

 

 

10
Ago21

... evolução!!!...

sherpas

máquina portentosa,

complexo artefacto,

separando tudo e todos com que se cruza,

não rejeitando,

aceitando, aceitando...

um facto,

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faço por guardar, cofre cerrado,

escura, cavernosa repartição,

sentida,

quarto sombrio, inacessível,

o que me pode machucar...

parte negativa da vida,

 

recordo cada momento, fazendo por esquecer,

façanha incrível,

porque se sente, se sente, se sente...

na minha mente,

 

sempre presente, distante,

noutro lado...

o que me forma a cada instante,

 

mais gritante,

maravilhoso, o que me faz sorrir,

na minha ascensão, partição diminuta dum TODO,

pó d´estrela que sou,

evolução, para quando partir...

reunir,

 

capacidade,

duas partes que se confrontam,

pura verdade,

mar tenebroso ou acalmia que... me faz sonhar,

 

bando de andorinhas na sua caçada matinal,

quantas voltas, reviravoltas...

 

com que precisão, certeza, captação d´alimento para crias,

natureza que ensina, deslumbra,

encanta,

 

tufo de flores brancas, silvestres,

arrumadinhas umas às outras, pedacinho que ri,

que canta...

 

hoje,

o dia está deslumbrante, a baía faísca...

de bela q´está,

encontro, curta conversa, sorriso, tarefa que se cumpre,

caminhando, vendo, apreciando,

manutenção,

 

ai coração, coração,

 

mais um dia em PAZ,

contente comigo próprio, bondiando,

como gosto, sendo como sou... uma peça

insignificante,

 

máquina portentosa, complexo artefacto

que m´aguarda, entretanto!!!... Sherpas!!!...

 

03
Ago21

... as árvores... também falam!!!...

sherpas

Estive para o cortar, quando o vi,

ramito de oliveira tão bonito...

com flores, desponte de azeitona verde,

formosa, prometedora,

reconsiderei, sorri,

fiz-lhe uma carícia, apenas, apreciei...

badelvas 044.jpg

não sei, não sei... não sei,

ligeira brisa que se levanta,

marulhar de tantas folhas, tantos ramos,

estranhei,

parei, incrédulo, pensei...

 

agradecimento dum corpo inerte,

embora vivo...

 

não sou para fantasias, mui real, tão concreto,

sonho momentâneo, calmaria de Verão,

consequência de calor que sentia,

as coisas... são como são,

 

mente que brota, que verte...

palavreado que me caracteriza,

por vezes, inferniza,

 

de supetão, revoada de pintassilgos,

chilreantes coloridos,

quatro, dos muitos, enamorados certamente,

pousaram numa encruzilhada da oliveira, espécie de forquilha,

entrecruzamento de ramos,

voaram em direcção ao solo, apanharam ramos secos,

voando rente,

 

assentaram naquele sítio,

alicerces de futuro lar... aninharam,

 

sonho, estória d´encantar,

rendido perante tantas demonstrações,

nem conversa, nem um pio,

melodia celestial...

 

constatei o que... já pensava,

quando m´introvertia, refugiava na teia dos meus pensamentos,

imaginação fértil, disparatada, coisitas minhas,

somenos,

 

quanta quentura, dia bravo, inusitada para a época,

 

“eureka “como dizia o outro,

sombra ofertada pela minha amiga,

grato, compreendi,

reciprocidade... pura verdade,

 

tal como o canto dos pintassilgos,

saltitantes, bem vivos...

 

então pensei... TAMBÉM, naquele líquido verde amarelado,

doirado e saboroso que

uso,

no tempero dos meus alimentos,

porque GOSTO, até ABUSO!!!... Sherpas!!!...

 

 

 

 

 

 

31
Jul21

... brincadeiras... no espaço!!!...

sherpas

Desencontros,

troca de ideias,

tempo que passa, invisível,

não tangível,

abstracção que se sente, danos casuais,

escoriações ligeiras, aparência que se altera,

tudo se espera,

manhã rotineira, outras coisas mais...

image.jpeg

Vida corriqueira, normalizada,

mais recatada,

afrontamento constante dos que se consideram,

não influenciando,

propagando, propagando, propagando...

 

Hoje, mais uma representação judicial,

um gatuno foi a tribunal,

outro, não inocente,

declara que se sente demente...

 

e, a VIDA passa, o tempo desliza de mansinho,

de mansinho...

 

mais recatado,

passeio matinal, caminhando,

encontrando caras conhecidas, dedito de conversa,

constatação,

compras de última hora,

vamos embora...

 

refeições, afazeres domésticos...

caixinhas do entretenimento, telefone que toca,

 

Vamos recordando tempos idos,

mais vividos,

abstraindo da situação nefasta que... nos desgasta,

nos afasta,

nos faz descrente de certa gente,

nos faz sorrir, encolhendo os ombros,

quantos assombros...

 

nesta BOLA colorida, cheiinha de VIDA,

com problemas sociais imensos,

ricos de rebentar,

pobres, miseráveis, vítimas constantes

d´absurdos degradantes...

 

Há os que brincam no espaço,

adonando-se... da BOLA, que estragam,

se tornam FORBES, flutuando por instantes,

tão POBRES, sem valores,

uns poucos, procedendo como LOUCOS,

considerando-se uns senhores...

 

Há... os que os aguentam,

num sistema sem sentimentos,

DINHEIRO, como DEUS, economia, ao alto,

sem misericórdia, sem percalço,

nesta partícula ínfima, com outras mais ínfimas AINDA...

lamento,

 

observo, escrevo, critico, reparo,

não julgo...

comparo!!!... Sherpas!!!...

 

 

30
Jul21

... partículas!!!...

sherpas

Continuo pensando que, temos tantos MUNDOS, quantos humanos na TERRA... qual UNIVERSO,

quantas partículas ínfimas que somos, moléculas apenas, num TODO tão diverso...

DSC04262.JPG

Quanto desperdício em cataclismos naturais ou provocados, em confrontos sangrentos, a que chamam guerras...

como feras, enfrentamentos...

 

Tristes momentos, perdas inúteis, pedaços calcados

por tantos lados...

 

Peçonhas tão grandes, acumulações numa única chispa,

labareda momentânea...

 

Brincadeira absurda, vista que assombra, notícia soez do

era uma vez...

 

Quem sabe, ainda penso, acredito piamente que cada cabeça sua sentença, todos juntos, entendimento perfeito, harmonia completa, distribuição igual...

 

Todos com os pés bem assentes na TERRA, ordem natural, gravitacional...

 

Espirros de quem muito tem... voracidade de quem se julga, pula salta, se convence, em cima de tanta gente...

 

Quem sabe... solução final, mente iluminada, transformada em nada, displicentemente, desaproveitada...

 

Quantas oportunidades perdidas, quantas, quantas vidas...

 

Partículas efémeras, átomo completo, MUNDO com MUNDOS

diferentes, tão iguais, com menos, com mais... imperfeições num universo vasto, numa casa que nos pertence, não pertence... Sherpas!!!...

 

 

 

01
Fev21

... eixo... rebaldeixo!!!...

sherpas

... é cíclico, acontece após alguns milhares de anos, sempre assim foi, afirmam convictos,

os científicos...

o eixo imaginário deslocou-se um pouco, o anticiclone dos Açores já não protege,

DSC03183.JPG

foi mais para o Atlântico Norte, com certezas, com enganos

tentam justificar este Mundo louco, nas rotações que se sucedem,

nas translações que acontecem,

tal como quem leva um murro nos queixos,

maxilares que se deslocam,

 

enxurradas que se abatem em Países europeus,

formiguinhas desvalidas... quantas mortes, quantas feridas,

não há providência de Deus,

cruel destino que tudo arrasta, sem oração, sem graça,

facto consumado que nos destroça, quando nos toca, quando nos roça,

 

não se ajustam, não se colocam... funcionam com desperfeitos

evidência que apavora,

gritos, lágrimas de quem chora, alguma indiferença por parte de quem não pensa,

aceitação dum Inverno em pleno Verão,

desde há décadas que se não via tal inversão,

 

como numa brincadeira qualquer... quanto a eixos, rebaldeixos...

eles furam, enterram, exploram,

buscam, sugam, explodem, investigam, instigam, estudam, analisam,

preenchem compêndios inteiros, desfazem no que já sabiam,

 

aprendem novamente... sabedores, quase certeiros,

pobre daquele que mente,

conhecimentos vagos, falhos, quantas pragas, guerras, ralhos,

somos assim, somos gente,

 

fazendo o que se bem quer.. investigando como criança

numa horrível contradança,

temperaturas que queimam... matam plantas, animais,

humanos também, como iguais,

sopram calores intensos, ingerem líquidos, mergulham esbaforidos,

sentem-se mal, quase perdidos,

 

nunca tal coisa se viu... que saudades do tempo frio,

incêndios avassaladores, ineptos, quando chamados,

bombeiros apalermados,

 

aviões que espargem águas, desastres,

quedas bruscas... mortes enquanto ajudas, enquanto buscas,

velhos desprotegidos, vítimas duma situação criada por abusos,

por lucros,

 

em desarmonia consertada... não ligando mesmo nada,

ganhos duma selvajaria que se chama economia,

produção em quantidades portentosas,

desperdícios, lixos, coisas,

coisas, lixos,

 

desrespeito pelo que estava perfeito... atitudes calamitosas,

sociedades de luxo, acomodadas, despreocupadas,

estrépitos, guerras pavorosas,

 

experimentação do que se esquece... aproveitação duma energia que se desconhece,

todo um lodo escuro, transformado,

utilizado,

 

alquimia diabólica de básicos, engendrando complexos produtos,

podres os frutos...

carnes que consomem carnes, tumores malignos,

indignos,

 

dando encontrões em profundidade... nos cumes mais elevados

ignorando a realidade

 

desequilíbrio... pesporrência de quem se julga dono de tudo,

cabeças ocas, sem ocorrência,

crédito absoluto numa ciência de acasos que se acumulam,

que desculpam,

eixos fora do sítio, períodos cíclicos, anticiclone dos Açores,

 

como numa brincadeira qualquer... quantas dores,

deslocação provável que ocorreu mais para Norte do Atlântico,

não protege o que protegeu,

tudo inundou, tudo ardeu,

 

confusão que gera... algo se espera, interrogação permanente,

mal de todos... pobre gente,

 

quanto a eixos, rebaldeixos... quando lhes toca, quando lhes roça,

asneira grossa,

flores que surgem na altura menos própria, abelhas em desvario,

frutos maduros, pólen inexistente,

estação que passa, gera desgraça, acomodatícios,

sem honra, sem brios,

 

seres que acusam... sobrevivem no engano, conhecimentos que não possuem,

justificações de quem não tem

mão no que lhes toca, quando lhes bate à porta,

todos... de rostos virados!!!... Sherpas!!!...

18
Nov20

... dualidades esquisitas!!!... (ANTIGA )

sherpas

…dualidade esquisita, esta…a dos tempos modernos, quanto a religiões, quanto a políticas, quanto a saberes, quanto a indivíduos, pois então, os que prestam e…os que não prestam, simplesmente, sem mais!!!...Entrámos, por força da economia, num triste dilema, numa situação de impasse, de estagnação absoluta, de avanços e recuos, assumidos ou não, tal a indecisão…da figura primeira, mediática dos sete costados, demagogia pura, quanto a políticas experimentais, as que, muito a medo, ao invés, por vezes, com denodo, com arrojo… se arremessam para os cabeçalhos dos jornais, para os noticiários das televisões…para ver no que dá, com tremenda incúria, com espavento, irresponsavelmente, experimentação, quiçá!!!...

GENEVE 227

…maniqueus, arrivistas, quanto a religiões, quanto a políticas!!!... Ambições, mais que muitas, curtas vistas, pouca escolha, entre o bem, ou o bom, como entre o mal, ou o mau!!!... Maniqueísmo puro, simplista, irracional, nosso mal, mal do Mundo inteiro, quanto a fundos, quanto a dinheiros!!!... Aventesmas modernas, as que nos diminuem, as que nos espantam, as que nos atemorizam!!!... Mostrengos pouco diáfanos, quanto a sapiências, como excelências, com uma população, por inteiro, prostrada a seus pés, pouco críveis, dentro das suas extravagâncias iluminadas olhando, com sobranceria, uma multidão de ineptos…simples minudências, aparências descartáveis, pouco rentáveis, miragens, imagens difusas, obtusas!!!...

 

…tantos estudos, tantos pareceres, tantos colóquios, tantos manuais escritos, obras publicadas, valentes calhamaços, a nível País, a nível europeu, a nível mundial, sobre o mesmo, o de sempre…a economia, esta, a que anda pelas ruas da amargura!!!... Sumidades empoladas, com cátedra, sem serem mágicas, claro…com as suas mesinhas, com as suas tácticas, com os seus estratagemas, falando, divagando, uma e outra vez, quantas (???...), não sei, já lhes perdi o conto, sobre dinheiros, sobre milhões, sobre a dita… na industria, no comércio, no turismo, inseguros, incertos, pouco espertos…erram sempre, ou quase!!!... Quanto à agricultura, à pesca, já desistiram, com a integração, com os subsídios…sumiram, deixaram de existir!!!...

 

…é ouvi-los, quando… do alto da sua jactância, convencidos por completo, no que dizem, no que afirmam, pespegam opiniões absurdas, sobre o que desconhecem, o que ignoram porque, queiram ou não, não são, não sabem!!!... Cada um sabe de si, do seu ofício, da sua arte, da sua profissão e, quanto a mim…fica-se por aí, sem mais!!!... Sobre economia, como todos lidamos, um pouco, com dinheiros, poucos, simples tostões…é raro o que não tem, conhecimentos ligeiros, básicos, essenciais, nada mais!!!... Quem se orienta e sabe lidar com tostões, com um pouco de boa vontade e a devida oportunidade, também saberia, desde que se propusesse e tivesse oportunidade disso, mesmo sem pareceres alheios, lidar com milhões, milhares deles, pois então, sem tantos erros crassos, disparates profundos, desnortes completos, pouco ou nada…ecléticos!!!...

 

…o mal, o grande mal, reside nisso, precisamente, o de não darmos valor aos saberes dos outros, nas políticas, nas religiões, nas profissões, autênticos maniqueus, por mim ou…contra mim, arrivistas de trazer por casa, irracionais, nada mais!!!... Quantas vezes, a solução para os nossos males, não está nas mãos dos outros, de terceiros, de alheios…dentro das suas capacidades, amplas verdades, mais valias, diferentes das nossas, quando falhas, quando inoperantes, quando ineficazes, pouco capazes!!!... Cada um…vale por si, dentro dos seus conhecimentos, dentro das suas funções…por mais comezinhas que sejam!!!... Quando tenho problemas de canos, de torneiras, cá em casa…um canalizador, para mim, com os seus saberes, é um Senhor, sem favor!!!... Tal como um electricista que, ao me resolver situações relacionadas com a sua função, merece todo o meu respeito e…consideração!!!... Ponho neste pedestal, todos e cada um, desde mecânicos, passando por ferreiros, agricultores, professores, varredores, médicos, economistas, advogados, jardineiros e…políticos, quando capazes!!!...

 

…denego, rejeito, em qualquer arte, em qualquer profissão, o incompetente, irresponsável, o hipócrita, mentiroso, o falso, traiçoeiro, o arrivista, maniqueísta e…outros tantos, os assoberbados, convencidos e…deslumbrados, pobres coitados, bacocos, simplesmente!!!... A humildade é uma bênção imensa, qualidade, por excelência!!!... Mal dos que a não possuem!!!... Somos Deuses…na Terra, pena que, uns, se considerem mais que…outros!!!... Ninguém é de ninguém, todos somos de…todos, é evidente!!!...  Sherpas!!!...

17
Nov20

... no meu MUNDO!!!...

sherpas

no meu Mundo, meu caro, tão alongado… mui raro,

para os que, agora, começam...

tanta coisa boa, na vida, tenho pena, não conheçam,

20100904(082).jpg

pela idade, talvez, pela índole, pela deformação,

era uma vez...

noutros tempos, os de então!!!...

 

por tudo passei, tudo quis conhecer... fui evoluindo, não em revolução,

num ter de ser,

numa imposição, absurda…

não havia outra opção, era a ditadura, pura e dura!!!...

 

horizontes mui restritos, muitas proibições, poucos sonhos, ilusões,

meia dúzia de escolhidos,

carneirada, aos montões...

 

poucas coisas boas… na vida, uns copos, umas toiradas, futebóis e pouco mais,

uma Senhora de Fátima, uma reza, uma missa,

tratados como irracionais,

 

uma labareda apagada, que se não atiça, uma vida de nada,

uma tropa forçada,

uma guerra confusa, vida peada,… mais que obtusa!!!...

 

era o tempo dos machões, das “gajas”, objectos… simples nadas,

dos marialvas,

dos palavrões, das patuscadas, gentes pouco letradas,

 

dos valentes, coisas poucas, muita parra, pouca uva,

sombras passadas, loucas, que teimam, que persistem,

pelo teu caso… ainda existem!!!...

 

no meu Mundo, também teu, no presente, no que vivemos

quero que existam coisas boas, um céu,

acreditando, no que cremos...

 

respeitando os diferentes, sendo iguais, quanto a género, sem gajas... mais que aviltadas,

honestas, sérias, decentes,

assim penso, assim espero, sem serem, sequer, abusadas!!!...

 

ouvir o gargalhar duma criança, feliz… num contentamento,

num futuro, numa esperança,

sem miséria, acometimento,

 

sem choro, raiva, lamento, num equilíbrio mais apurado,

com justiça, sem distinção... castigando o culpado,

compreendendo, dando perdão!!!...

 

saúde, ensino, educação, oportunidades a rodos,

por aqui, por todo o lado, segurança, devoção, respeito máximo… por todos,

sem baixezas, sem desprezados!!!...

 

o meu Mundo, meu caro, tão diverso, tão raro, com as coisas boas da vida,

para os que começam agora, é obrigação… por nós sentida,

antes que nos vamos embora!!!...

 

fácil de entender, espero, aguardo… expectante,

é aquilo que eu quero,

desde sempre, de muito antes!!!... Sherpas!!!...

11
Nov20

... tanto se tem falado sobre fado!!!...

sherpas

… tanto se tem falado sobre fado, tanto se tem cantado, por tanto lado,

sempre foi choro, lamento, destino...

mais picado, repicado… um desatino,

DSC04063

música brejeira, de pasmar... quantos o cantaram, por amor, com sentimento,

musas de antanho, fadistas com jeito,

que bem o souberam entoar,

 

enlevo, dor profunda, cá de dentro, canção nacional, sem defeito,

engrandecida pelo Marceneiro...

pela Severa, pela Dona Amália, fado corrido, da Mouraria, fado menor,

fado canalha, fado gingão, fado dinheiro, fado embuçado, da fidalguia,

 

fado torcido, fado avinhado… um pormenor,

fado Lisboa, cantado à toa, fado Coimbra, fado boémio, fado maior!!!...

 

… fado sentido, fado triste, de embalar, fado guitarra, com alma, com garra,

fado da noite, fado de cantar,

fado dos copos, fado da farra...

 

fado destino, fado velhinho, fado saudade, quanta vileza, quanta verdade,

quanta partida, na hora da despedida,

fado desgosto, lacuna, realidade...

 

fado dum Povo, que chora…cantando, fado fadista, arrivista, louco,

fado de artista, que zomba, sonhando,

com tudo, com pouco, notas soltas, arrastadas, ao despique!!!... Sherpas!!!...

10
Nov20

... gosto de coisas simples!!!...

sherpas

… gosto de coisas simples, pela beleza que contêm,

não complexas, humildes...

quando nos chegam, advêm,

image.jpeg

sem subterfúgios, sem rodeios, palavras claras, sem enleios,

vindas de fonte segura...

ruminadas, criadas, a jorros, com fartura,

 

almas abertas, puras, dadas, numa conversada, não calculada,

num rodopio de sons, sorrisos...

numa proximidade conquistada,

 

sem outros objectivos,

escondidos, imprecisos, muitas vezes… disfarçados,

mais que congeminados!!!...

 

… falar, olhos nos olhos, como somos, como sabemos,

sem mistelas, sem abrolhos...

dizendo tudo que queremos,

 

levados pela corrente, no seio da minha gente,

falando até às tantas...

tal como, quando crianças,

 

inocentes, umas canduras, interlocutores que nos ouvem,

que nos contestam, respondem,

com saberes deles próprios, originais, impecáveis, sem dissonâncias, desacertos,

sem constrangimentos… apertos!!!...

 

… não, faz-de-conta constante, não, elitismo balofo,

respeitando o semelhante,

não, mostrando a bagagem, citando, com exagero,

sem arte, sem esmero,

 

como vejo, de passagem, quando leio, logo me aparto,

de enjoado, descarto...

não aprecio, quem rebusca, quem ousa, vasculha, empurra,

 

gente, por vezes, patusca... que tanto mostra, tanto atulha,

mostrando sapiências rotundas, sobre genes, sobre amibas, sobre teorias quânticas,

sobre filosofias e sonhos, sobre génios e imbecis,

 

com sentenças bem antigas, pensadores de coisas alheias,

complicadas, já falidas...

bases sólidas com que alteias, comportamentos, fadigas,

 

decifras, investigas, palavras doutros, amigas,

quando te distancias, te ergues, sobressaindo,

fazendo de conta, fingindo...

 

nomeando os que nomeias, num arrevesado constante,

pedantismo, bem assumido,

numa conversa, complexa, mui truncada, avessa,

aos que conversam… comigo!!!...

 

… gosto de descomplicar, ser igual, comparar, estar ao nível do humilde,

do que trago sempre comigo,

com quem gosto de falar, olhos, nos olhos, como deve,

de amigo, para amigo,

 

sem jactâncias, sem abrolhos, daquilo que nos concerne, sem mistérios, sem alucinações,

sem enganos, mistificações...

sem ínfimas discrepâncias, como sou… sem destempero,

com acerto, com esmero!!!... Sherpas!!!...

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