Sábado, 1 de Novembro de 2014

… horta… ali à porta!!!...

... o ribeiro circundava toda a propriedade,

quase sempre seco,

quanto o percorri, que bem o lembro,

bordeado por abrunheiros diversos,

uma que outra figueira,

algumas de elevado porte,

sombra apetecível depois de canseira,

 

 

sonho paterno que se tinha concretizado,

alguns hectares,

fuga de casa, hortejo, entretém,

abastecimento dos lares,

caboucos com alguma água,

nas partes mais baixas,

eram quatro ou cinco, bem largos,

não eram poços, tinham algum fundo,

nascentes mantinham-nas,

obras concretas, alteração, com muros,

sobreiros, uma que outra azinheira,

boa terra,

segundo experts, pessoal que conhecia o campo,

nascidos, criados...

bem trabalhados,

suores bastos,

mãos calejadas, forcejo pela sobrevivência,

aconselhamentos vários recebidos de muitos,

quantas valências,

 

 

ofertas de outros mais,

vendo lucros imediatos de quem pouco conhecia,

meias, cambalachos, entrega de terras,

entrega de máquinas,

mourejamento,

casa no alto, retocada,

com dois pisos,

outros vestígios do que foram, em tempos,

pocilga de porcos, galinheiros,

talvez coelheiras,

 

tratadas com mimo,

lavrador, por vezes,

hortelão junto a um poço,

ganadeiro de bezerros

ida a feiras, negociante, como sempre,

num trato, num repente,

 

 

cortiça, em resmas,

descamisados os sobreiros,

rendiam dinheiros,

num vale formoso, uma flor,

quanta entrega, quanto amor,

 

fuga com sonhos, imaginação a fervilhar,

tractores nas terras,

revolvidas com presteza,

quanta incerteza,

dosagem repartida

nos ganhos, nas perdas,

sociedade de vencida,

bem entendida,

 

 

só resta recordação,

tarde quente de Verão,

subida a figueira tão grande,

cavadelas em terra mole, plantio que se fazia,

recolha de hortaliças, alguns frutos,

cigarrada junto ao poço,

som ronronante do motor, aquando da rega,

sem inclinação,

quando convidado, respondia,

não dobrava a “mola”

olhava, não dizia que não,

convite que declinava, sorrindo,

pequena ajuda, somente,

no carrego da colheita

que, no carro, se ajeita,

 

tempo passava na flor do vale,

terra de encanto, ilusão,

tão bela, tão seda, produtiva,

tão cativa quando explorada a preceito,

com conhecimento, com jeito,

complemento, satisfação,

lavrador nas horas vagas,

fuga para o hortejo que gostava,

caboucos que já eram poços,

tanque de rega que não chegou a ser piscina,

uma noite em sossego absoluto, sem som,

temerosos no descampado,

dormidos naquele quarto bem cerrado,

no primeiro andar,

acordar na natureza, tão plena, tão bela,

basta recordar,

 

 

romaria que se fazia num fim de semana qualquer,

vamos ao vale, vamos buscar produtos naturais,

tangerinas e laranjas, hortaliças, vegetais,

cena bucólica

nas idas à horta,

família que se reunia, comungava gosto,

antes do desgosto, da venda,

do engano,

da amizade que se revirou,

da ambição de quem não era,

por lá ficou,

 

terra na terra, redução do agregado familiar,

principal autor que faleceu,

quando se deu,

hecatombe, desmoronamento,

passagem pela flor, pelo vale, pela seda,

prospecto que se dissipa, sombra que se esvanece,

não esquece,

permanece!!!... Sherpas!!!...

publicado por sherpas às 15:08
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