Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

a poesia, sente-se... não se avalia!!!...

 

… pode ser tanta coisa,

a poesia que se não avalia,

quase sempre, maravilhosa,

com ou sem rima, sem métrica, até,

uma simples repetição, uns versos sonantes,

estribilho adequado,

eis que… surge uma canção,

louvando uma situação,

em momentos de exaltação,

por sentires pátrios, excitação,


letras fortes, gritantes,

cantando ao vento que passa,

com amor, com muita fé,

identidade própria, raça,

num hino que se levanta,

quando se ergue… quando se canta,

pode ser brincadeira, chalaça,


uma picadela aguçada,

quando se arranjam, com graça,

versos e quadras populares,

que achincalham convencidos,

todos aqueles que se dão ares,

nos postos que ocupam, conhecimentos,

com testemunhos e intelectos,

não fechados, mais abertos,

em círculos muito restritos,

com mostras em salão,

bajulados e publicados,

não sendo bem o que são,

simples amostras, fingidos,

metafóricos, por opção,

não mostrando, como devem,

tudo aquilo que escrevem,

meio escondidos… vendidos!!!...


… são imagens, são momentos,

são partilha de sentimentos,

são denuncia, intervenção,

guerra assumida, por gosto,

quando desmascaram situação,

quando apontam dedo a feridas,

quando descrevem erros humanos,

escrevendo, com emoção,


lágrimas derramadas, sentidas,

injustiças, mortes provocadas,

logros… enganos tamanhos,

são enlevo, doce porvir,

encantamento permanente,

quando cantamos o amor,


beleza rara duma flor,

natureza que exulta,

que assombra no seu esplendor,

enormidade do homem,

quando se é, por merecimento,

não por favor a alguém,

encanto… encantamento!!!...


…a poesia, não se avalia,

sente-se em demasia,

quando se mete na gaveta,

quando se espalha aos quatro ventos,

a de trazer por casa, sem interesse,

a da denúncia pertinente,

a da luta que se faz,

quando, disso se é capaz,


a publicada, vendida,

a que se lê, se merece,

respeitada, desmerecida,

por uma razão qualquer,

a popular, chocarreira,

numas saias que se batem,

quando se dançam, se enleiam,

nas festas que se fazem,

que embelezam… não desfeiam!!!...


… há poetas labirínticos,

rebuscados, bem elevados,

com palavreados rotundos,

loquazes, bem finos,

conhecimentos bastos, fartos,

chilreios maviosos, Olímpicos,

coisas poucas, ultrapassados,


tão sabidos, profundos,

mortos, logo à partida,

postos em livros, contidos,

cheios de pó, não lidos,

enfeitando prateleiras,

resmas que avultam, bem cheias,


um escape, uma fugida,

um recanto, sem encanto,

um grito falso… desencanto,

poesia com pouca valia,

que, também… se não avalia!!!...


…a poesia,

quando feita e sentida,

gritos da alma, gritos da vida,

não se denigre… não se avalia!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 17:27
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