Sábado, 9 de Janeiro de 2010

... putas!!!...

 

... não era estroina, valdevinos ou boémio,

normal e corrente, como toda a gente,

adolescente,

década e meia de idade,

muitas teias na cabeça,

ignorância,

descobrindo por si o que pretendia

quando não percebia,

companheiros que tão mal esclareciam,

não sabiam

tal como ele,

obscurantismo em que se vivia,


um parecer mal, quando se fazia,

quando se saia da norma,

como tema, como forma,

apartados do maior pedaço da vida,

corpos frementes,

vontade tão grande que incendiava,

desejava,

ainda inocentes,


virginal,

tal e qual,


esclarecimentos em demasia,

abertura de agora,

iniciação,

inclusivamente educação,

sem preconceitos perante quem se adora,

troca de experiências,

entrega com paixão,

quebra do que foram regras, comportamentos,

 

tristes lamentos,


escusos passados nas ruas das prostitutas,

nos cabarés,

noutras casas com elas, as putas...

nalguns cafés,

tão diminutas,

negócio de sexo em prostíbulos, lupanares,

com os mesmos ares,

qualquer cidade de maior porte,

miséria,

chusma delas, de chulos,

sombrios arredores, quartos por perto,

comércio de corpos,

entregues, amorfos,


a troco de dinheiros,

princípio de muitos, quase todos,

fruto desconhecido,

tão proibido,

nas meninas, as queridas do escritor,


sem amor,

 

assim éramos, assim fomos,

sem ser boémios, valdevinos,

sem gostarmos de vinhos,

abstémios, crianças ainda,

no começo, na partida

um desprimor,

atrasos,

com carícias vendidas, com afagos,

camas que não aqueciam,

só serviam para o que se fazia,


de noite, de dia,


ruas próprias, espécie de guetos,

bairros desirmanados do resto da cidade,

mais escuros, sombrios,

figuras ínvias nos seus destinos, tipos abjectos,

fatos de requinte dos donos delas,

relaxados, num deboche, perdidos nelas,


por elas,

 

vazão de frustrações que se acumulavam,

mourejavam,

recebendo uns tostões,

fazendo uma entrega,

quase refrega,

trabalho,

profissão tão antiga,

quase briga,


sem emoções,


saber como era,

dar o primeiro passo,

abrir horizontes,

fazer como fiz, não disfarço,

conversa que se não tinha,

espera,

beber água doutras fontes,

ida às meninas, ao bordel,

sem freio, sem quartel,

corrupio,

necessidade por uma razão,

do desejo à satisfação,

tal o distanciamento entre géneros,

promiscuidades de então,


vendo bem, analisando a questão,

com tanto avanço, abertura,

mal sem cura,

maior ainda,

sem qualquer espécie de controle

derrubaram-se barreiras,

quebraram-se regras, igualaram-se sexos,


sem complexos,


aproximação de afectos,

tornaram-se livres, quase abjectos,

imbecilizados por álcool, drogas,

nos bares, nos clubes, nas trocas,

cabeças tontas, mentes tão loucas,

rebentaram sigilos, ilusões,

adulteraram magias, rebaixaram quereres,

desfizeram mitos, somaram saberes,

acumularam sofreres,

conspurcaram... imensas fronteiras,


quase apagaram fogueiras!!!... Sherpas!!!...

publicado por sherpas às 21:44
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