Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

... opinião do... Filipão do Norte!!!...

 

... autarca de Gaia... ex-líder do pomar!!!...

 
No início desta semana, uma sondagem publicada no JN e divulgada pela Antena 1 e pela RTP, com a chancela de credibilidade da Universidade Católica, colocava de novo o PS e José Sócrates muito próximo da maioria absoluta.

Pelo contrário, o PSD, principal partido da oposição, via alargar-se o fosso percentual para os socialistas. Os sociais-democratas não aproveitavam assim o facto de a crise social alastrar e, com ela, o PS e o Governo estarem a passar por maus bocados.

Mas essa sondagem revelava mais. Revelava que a nova líder do PSD não era uma mais-valia para o partido na situação político-social em curso.

Em Fevereiro passado, outra sondagem com a mesma chancela de credibilidade da Universidade Católica punha PS e PSD com escassos sete pontos a separá-los. Este facto serviu para fazer manchetes que arrasavam de vez as possibilidades de afirmação da anterior Direcção do PSD!

Mas havia e há uma diferença substancial entre as duas sondagens: em Fevereiro, Sócrates usufruía ainda da auréola resultante dos bons resultados da presidência portuguesa da UE e a crise ainda estava num estado embrionário. Hoje, o que é mais espantoso nesta mais recente sondagem é verificar que o PSD não usufrui do estado de graça de uma líder recém-eleita, nem sequer recolhe os dividendos políticos da "crise" dos camionistas, do abrandamento da economia, da tensão no mundo do trabalho por causa do novo código laboral, da "guerra" no sector das pescas e da agricultura, e da "crise" do petróleo e como ela afecta o dia-a-dia das pessoas, da subida das taxas de juro e da anunciada recessão dos nossos principais parceiros comerciais.

Nem quero imaginar o que se escreveria sobre o anterior líder social-democrata se ele, em escassas seis semanas, não tivesse divulgado uma proposta, estivesse em hibernação enquanto os camiões bloqueavam o País e culminasse tal período de ausência com a pomposa declaração de que o casamento era um magistério virado em exclusivo para a procriação!

Aquando da sondagem de Fevereiro, o anterior líder do PSD afrontava o pico de uma campanha negra, interna e externa, nunca vista antes em mais de trinta anos da nossa democracia. Ao invés, nestes 45 dias ninguém criticou as omissões, os silêncios, o discurso generalista, ou o conservadorismo radical da actual direcção do partido. Ainda bem, todos merecem o seu estado de graça. E isto de ser líder tem que se lhe diga.

Contudo, muito do que quis provocar com a minha demissão está atingido. Não houve uma eleição eufórica e já está provado que não é a mudança de "chefe", por mais que um substituto seja levado ao colo pelos interesses instalados e pela intelligentsia que parasita o statu quo, que resolve as entorses estruturais do PSD.

Em trinta anos, o PSD especializou-se em dizimar presidentes. Menos tempo, ou tão pouco quanto eu próprio, passaram por S. Caetano à Lapa, Emídio Guerreiro, Rui Machete, Sousa Franco, Menéres Pimentel, Santana Lopes. Pouco mais tempo, exclusivamente por "culpa" da inércia dos calendários eleitorais, estiveram Mota Pinto, Fernando Nogueira e Marques Mendes. Saíram ainda sem glória Marcelo Rebelo de Sousa e Durão Barroso!!!

... o carismático líder... já defunto!!!... Sá Carneiro, de seu nome, quando vivo!!!...

O PSD só "tolerou" dois líderes em três décadas: Sá Carneiro e Cavaco Silva. É decisivo que os seus militantes e apoiantes entendam o porquê de tal bizarria.

Porque o PSD nasceu com uma matriz ideológica difusa, privilegiando sempre a metodologia de ascensão ao poder, em detrimento do discurso substantivo que faça de cada ascensão um modo de reformar a comunidade.

... in Expresso, bíblia do laranjal!!!... O "eucalipto" também conhecido por Cavaco Silva, o excelso mais excelso do País, fazendo um jeitinho à Manela, mal assessorado por um cómico comentador de televisão, o tal que, por tudo e por nada, desata a dar notas a toda a gente, menos a ele!!!...

É um magnífico e musculado predador, mas tão frágil na substância quanto impressionante é o seu "músculo". Até por isso, porque aí o mais importante é o carisma pessoal e depois a capacidade de realizar, o PSD sempre se sentiu melhor no poder local.

Quando assumi funções comecei de imediato a trabalhar no sentido de alterar este estado de coisas.

O PSD precisava de sair da idade da pedra organizativa, profissionalizando e encorpando o staff técnico e administrativo de apoio à actividade política. O PSD precisava de produzir um discurso de apoio a uma ideia de projecto nacional - tarefa hercúlea, já que passava também pela inevitabilidade de dar conteúdo, de uma vez por todas, ao tal programa partidário excessivamente "pragmático". O PSD necessitava ainda de se transformar no primeiro partido português com coragem para correr o risco de destruir o centralismo de um Estado absurdo, repartindo o poder com todos os que o representam, do Minho ao Algarve.

A anterior equipa foi recebida com a inversão do símbolo do partido, qual "bandeira de luto" içada pelo ideólogo da actual liderança. Depois foi um non stop. Um dia era a recusa de ceder o lugar no Conselho de Estado ao líder do partido, no dia seguinte a crítica à escolha do líder parlamentar, depois o ataque à ideia do partido-empresa - mero reforço do funcionalismo qualificado -, a seguir era a denúncia desse crime lesa-pátria, decorrente da contratação de uma empresa de comunicação.

Na calha seguia-se o combate a alterações a regulamentos internos, a denúncia de que o pagamento em numerário de quotas no valor de 12 euros podia servir para "lavagem de dinheiro", na curva seguinte um grupo alargado de ex-dirigentes "indignava-se" por assistir a alterações regulamentares com que muitos haviam convivido. Adiante, dramatizava-se a simples substituição de dois ou três parlamentares, na enxurrada fazia-se a revolução contra o sacrilégio de ter um fundo de palco azul nas festas partidárias.

Dos actuais vice-presidentes e apoiantes de topo da actual maioria, foram vários os que deram a cara em 50 (!) entrevistas televisivas nos primeiros 60 dias do meu mandato. Todas a criticar e a pedir a substituição da direcção mais representativa da história do PSD. "Nem que fosse à bomba!"

Para além do citado Carnaval, acusavam-nos de não fazer oposição, de não dinamizar as bases e de não ter um discurso e propostas estruturadas!!!

Em seis meses, definimos uma nova orientação para a política económica. Demos consistência ao choque fiscal com a ideia da harmonização fiscal ibérica. Definimos um modelo de desenvolvimento competitivo do interior. Avançámos com a ideia do Polis Social para combater assimetrias sociais graves. Defendemos o fim da publicidade na televisão pública. Apontamos para a separação das águas entre medicina pública e privada, apresentámos um programa de formação para jovens licenciados desempregados, construímos um pacote de medidas descentralizadoras a favor do municipalismo. Pouca coisa para quem nos criticava. Um almanaque das páginas amarelas face ao actual vazio.

Quanto a fazer oposição, fala por nós a forma como combatemos a política de abandono do interior, o papel que desempenhámos na viragem da política de saúde, o modo como denunciámos a falência da política de segurança, a forma como acompanhámos, em diálogo, a actividade do sindicalismo e das associações patronais, a voz que levantámos contra a forma como foi conduzido o affaire BCP/CGD.

Quanto à dinamização do partido, algo de fundamental num partido pesado com a vontade de poder que tem o PSD, fomos radicais. Mobilizámos mais de 50 mil pessoas em iniciativas de Viana a Monchique, da Régua a Viseu, de Bragança e Mirandela, a Ourique, de Vila Verde à Terceira, de Alvaiázere ao Funchal. 70 mil quilómetros, 300 sessões de trabalho, cem jantares partidários de afecto, disponibilidade e respeito pelos dirigentes e pelas bases.

Agora, construtivamente, aguardamos as propostas, as críticas, e o recriar do entusiasmo.

Vamos procurar ajudar, mas sem ingenuidades. A nossa substituição decorreu de um conjunto de acções concertadas, que no seu conjunto consubstanciaram um verdadeiro golpe palaciano. Uma direcção que prometia dar às regiões o direito de escolher os seus deputados e os seus autarcas, uma direcção que ia renovar a maioria dos seus representantes no Parlamento Europeu, uma direcção que tinha do seu lado a idiossincrasia de um humanismo reformista podia mesmo vir a ter sucesso.

Isso significaria o fim do cartão de identificação para muitos para quem a política e o PSD são um mero livre-trânsito para embaixadas, recepções e visitas de Estado ao estrangeiro. Sempre com um cartão de um gabinete de consultadoria no bolso.

Hoje é claro que a substituição de Ângelo Correia por António Capucho não deu mais credibilidade à liderança do Conselho Nacional, que a substituição de Amorim Pereira por Morais Sarmento não trouxe nada de novo. Finalmente é óbvio que a substituição de Santana Lopes por Paulo Rangel diminuiu substancialmente a capacidade de afirmação parlamentar.

Não tenho dúvidas de que éramos mais representativos, intelectualmente mais sólidos, culturalmente mais bem preparados, politicamente mais experientes, ideologicamente mais esclarecidos, mais carismáticos e melhores comunicadores.

Saímos porque quisemos, quando quisemos. Para provar o que já provámos, mas também para provar que se já é possível liderar um partido contra os interesses instalados, ainda não é possível conduzi-lo em paz e contra os mesmo interesses.

O PSD pode derrotar o PS em 2009, pode, de novo, ganhar as eleições autárquicas e europeias; pode e deve ganhar nos Açores. É para isso que dei, dou e darei o meu contributo. Sempre foi assim, nunca me resguardei dos combates. Vai ser assim.

Mas para que o PSD possa regressar aos tempos altos da militância como com Sá Carneiro e Cavaco Silva, e daí chegar ao poder com solidez e capacidade reformista, é preciso que o partido se modernize e se repense ideologicamente. Isso só será possível se o caminho que a minha direcção estava a trilhar possa ser retomado. Um partido de bases para voltar a reformar o País.

... in DN!!!...

 

... além do escrito... falo por mim, o laranjal aquando no PODER, só se preocupou com o posicionamento pessoal de cada um dos companheiros, homens de sucesso garantido às custas do ESTADO, satisfação carreirista, económica e social, desprezando os que confiaram nele, os que lhe deram o voto, mantendo-os arredados, bem baixinhos como sempre, sem ideologia definida, parente pobre, quando oposição, dos POPULARES da EUROPA, CASOS conhecidos relacionados com dinheiros, promiscuidades, corrupções, lá no alto bem alto a que ascendem, vezes por outras, donos de tudo, de todos como pretendem!!!...

 

http://noticias.sapo.pt/info/artigo/828167.html

 

... dá para... rir, ou não???... A justiça que temos... chiça!!!...

 

 

 

... com ajudinhas de estalo, começando pelo excelso mais excelso, passando por um assessor do dito, comentador de televisão, contando com a mídia do Balsemão, pois então... tudo é possível oh Filipão!!!... Que interessam ao País que se contradiz... creio que não, esgatanham-se uns aos outros, companheiros que se desconhecem e aborrecem, guerrinhas de treta, objectivos comuns, PODER pelo PODER, realização pessoal de qualquer maneira e feitio!!!... "Vade retro"... Satanás!!!... Que tenham uma boa estadia de recolhimento, sem espavento... que aprendam a ser oposição ao longo de duas ou três legislaturas, pelo menos!!!... Enfim, neste cantinho... TUDO é possível!!!... Sherpas!!!...

 

... à portuguesa!!!...

 

publicado por sherpas às 09:14
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

.Janeiro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
31

.posts recentes

. ... reprimenda!!!...

. ... heróis e... cavaleiro...

. ... se possível fosse!!!....

. ... TATE!!!...

. ... Caravaggio!!!...

. ... caravela portuguesa!...

. ... REGISTO!!!...

. ... expulsos, por... negl...

. ... entre... quatro pared...

. ... GANÂNCIA!!!...

.arquivos

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Agosto 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

.links

.as minhas fotos

.participar

. participe neste blog

blogs SAPO

.subscrever feeds