Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

... BANCA que descambou, descamba... descambará!!!...

Alemanha reforça necessidade imposto sobre banca com os EUA
 

O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, reiterou hoje a necessidade de se criar um imposto para os bancos em cooperação com os EUA, mas alertou igualmente que Washington deve controlar forças que podem desencadear outra crise.

 

... in http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=13&id_news=139525

 

"Existe um consenso razoavelmente alargado na Europa e nos EUA quanto à vontade de introduzir um imposto bancário e de reestruturar o sector bancário", disse Schaeuble à rádio alemão RBB.

 

"Não se passa o mesmo em todo o mundo, mas se o fizermos em conjunto com os EUA será um passo importante", acrescentou.

O Reino Unido, a França e a Alemanha anunciaram que estão prontos a introduzir um novo imposto sobre o sector bancário, que foi salvo da crise financeira com milhares de milhões de euros e libras provenientes de fundos estatais.

 

Schaeuble reconheceu que será difícil chegar a um acordo quanto a um imposto sobre as transacções financeiras globais na reunião do G20, este fim-de-semana, que reúne na cidade canadiana de Toronto os líderes das 20 maiores economias do mundo.

 

"Mas se após Toronto chegarmos à conclusão de que não o podemos fazer a uma escala global, então fazemo-lo nós mesmos na Europa", acrescentou.

 

Numa outra entrevista ao jornal financeiro Boersen Zeitung, Schaeuble pressionou os EUA a terem mais disciplina orçamental, um tema que tem levantado debate em ambos os lados do Atlântico.

 

"Apesar dos estímulos sempre a crescer e de um défice orçamental que por vezes nos corta a respiração, não se vê resultados no mercado laboral" nos EUA, declarou o ministro alemão.

 

"As autoridades norte-americanas estão a tentar tudo o que podem. Sem dúvida que as forças que desencadearam esta crise vão ser libertadas outra vez", alertou.

 

As baixas taxas de juro e as enormes quantidades de crédito barato nos mercados criaram o ambiente para uma crise financeira que começou em 2007 quando os proprietários de casas nos EUA se viram incapazes de pagar hipotecas arriscadas.

 

"Sou cuidadoso em não dar conselhos aos EUA sobre crescimento económico, mas a Alemanha pensa que é claro que um défice público excessivo constitui um obstáculo ao crescimento global", disse Schaeuble.

 

Washington tem dito repetidas vezes à Alemanha que deveria reorientar a sua economia, passando de uma estratégia virada para as exportações para uma estratégia virada para o reforço da procura interna.

Diário Digital / Lusa

 

... reorientar SISTEMA financeiro... contribuir pr´ó ESTADO, esquecer dinheiros dos CONTRIBUINTES!!!... Vai sendo TEMPO!!!... Sherpas!!!...

 

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publicado por sherpas às 19:38
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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

... sorriso... à vida!!!...

 

… um sorriso, um trejeito… uma momice,
um estar de bem com a vida, aceitação,
não, não é palermice,
é fantasia, pura emoção,
é qualquer coisa de grande satisfação,
equilíbrio que se pretende,
que se possui, que se entende,
aceitar o que somos, como fomos,
um, entre tanta gente,
não incitando, não sonegando,
mostrando o que temos,
mesmo quando sofremos,
mal dispostos, sem jeito,
com baixos enormes,
quando vemos seres com fome,
quando assistimos a mortes, carnificinas,
quando estamos doentes,
astral pouco usual,
mais p´ró casual, repentes,
sem paciência, resmungões,
perdidas, as ilusões,
nas refregas a que te entregas,
nos confrontos que te pões,
com raivas, com zangas, com pegas,
sendo mais homem de Paz,
dessas… pouco capaz!!!...
{#emotions_dlg.smile}
… no momento preciso, um sorriso,
arma de poder imenso,
quando o utilizo, quando o penso,
quando o desenho, no meu juízo,
quando o espelho no rosto,
franco, aberto, com gosto,
porta escancarada para a amizade,
uma postura de verdade,
sincera posição, a minha,
apartado de qualquer rinha,
sobrepondo um mau bocado,
situação mais difícil, complicada,
por vezes, uma coisinha de nada,
tantas outras, graves e duros problemas,
próprios da minha idade,
perda de almas gémeas,
amigos do peito que partem,
ramos da minha árvore,
famílias que se desfazem,
como pedra dura de mármore,
que se esboroa num minuto,
sentindo-me pequeno, diminuto,
um quase nada, portento,
é esse o meu pensamento,
quando sorrio… por dentro!!!...
{#emotions_dlg.smile}
… sorriso de comiseração,
pena, minha dor que avassala,
quando ela se pronuncia, se instala,
bem junto do coração,
gemendo de mansinho,
encostado e só, num cantinho,
recordando tempos, auspícios,
pondo todo o mal para trás,
esquecendo os sacrifícios,
augurando dias melhores,
sorrindo, sorrindo sempre,
mesmo nos dias piores,
vendo na minha frente,
uma luzinha mortiça,
uma esperança que se aviva,
fazendo por ela… pela vida!!!...
{#emotions_dlg.smile}
… sorriso avassalador,
que me inunda, me dá força,
que me faz passar a dor,
não há mal que não torça,
esgar, trejeito, momice,
não, não é palermice,
é arma soberba e forte,
que ultrapassa a própria morte,
que me empurra, me aquece,
quando me sinto debilitado,
basta olhar para um lado,
apreciar uma paisagem,
uma pedra, um rasgo na parede,
uma planta que desponta,
uma formiga que se desloca,
um cão que abre a boca,
uma aragem que me arrebata,
uma pinga de água que me molha,
um trovão que se faz ouvir,
uma chama que se alteia,
um desenho, uma imagem,
um som mavioso, harmonia,
um olhar de simpatia,
outro sorriso, também,
uma mulher quase a parir,
um pardal estouvado,
poisado naquele telhado,
uma vida que há-de vir,
mesmo que não queira…
tenho de sorrir!!!... Sherpas!!!...

 

{#emotions_dlg.smile}{#emotions_dlg.smile}{#emotions_dlg.smile}

publicado por sherpas às 21:56
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... poeta do... impossível!!!...

… uma ideia, uma imagem, uma parede vazia,
uma visão, uma ilusão, um amplo horizonte,
alguns pormenores, um quadro, um prego,
como por efeito de magia,
como ligação, como um transporte, uma ponte,
um céu azul e espelhado, uma águia de asas abertas,
uma flor com um pássaro, em cima dela,
temos essa capacidade, suficiente imaginação,
de olhos escancarados, vendo o que não vemos,
fazer do abstracto, coisas concretas,
inventá-las a qualquer momento, quando à janela,
num quarto vazio e frio, parede, simples ilusão,
transporte para uma outra dimensão,
fronteira com que se não esbarra,
que não nos tolhe o passo, que não pára,
vendo aquilo que queremos,
fazendo formosos, os pensamentos,
assim julgamos, assim vemos,
quando distraídos nos julgam,
naqueles breves momentos,
poetas ou sonhadores continuados,
sorrindo à vida, sorrindo à morte,
fazendo belos e velozes, em todos os lados,
rimas e versos, fortunas e… sorte!!!...

… ao preto tristonho e escuro, sem futuro,
damos cores risonhas, garridas, gritantes,
ouvimos sinos a repicar, músicas de encantar,
risos e gargalhadas, quando auguro,
quando me detenho, quando olho, como poeta,
como esteta que se não detém, que avança,
que derruba obstáculos, tudo alcança,
num simples parafuso, num ponto, numa proveta,
numa parede nua, vazia e aberta,
que não interrompe, horizonte com que se acerta,
nossas fantasias, alegrias imensas que nos entranham,
doces amores que se saboreiam,
companheiros que nos preenchem, acompanham,
que nos dão, não nos tiram, sempre nos enleiam,
nuvens carregadas de magia, chuvas cálidas, agradáveis,
lagos e cisnes, árvores que sombreiam, que saboreiam,
brisas calmas, manhãs tranquilas… adoráveis!!!...

… quarto escuro, encerrado, pensamento ao alto,
criatividade no auge, motivação premente,
necessidade que nos assola, que nos enrola,
que nos eleva, que nos faz ver o que não vemos,
naquela fraga, no precipício, naquele socalco,
à beira dum rio de águas belas, transparentes,
que surge assim, de repente,
ali ao pé, dentro da sala que nos isola,
prados imensos, ovelhas que balem, rebanhos,
homens simples, não confusos, não complexos,
vidas curtas e belas, montados tamanhos,
sons esparsos, silêncios profundos,
Mundos diversos, coloridos… difusos,
sonhos e quebras, magias repentinas,
vertigens que assombram, que se escrevem,
depois de pensadas, insensatas,
ali, naquela sala, parede vazia, sem nada,
céu azul, espelhado que… se alarga!!!...

… poeta do impossível, homem controverso e louco,
pensares tão díspares, mais alongados,
parado, avanças quilómetros, tudo alcanças,
não te contentas com pouco,
mais desejas, quando buscas por tantos lados,
uma resposta que te preocupa, que te ocupa,
uma perfeição que trazes contigo,
que tentas descrever, como maldição que te persegue,
como destino, modo de vida, persigno,
em nome do encoberto, do casual,
dono de todo o bem, inverso de todo o mal,
que albergo e guardo, dentro de mim,
quando descrevo o que sinto, como um fim,
ponto de eclosão, quase final,
hecatombe que se não concretiza,
que, por muito que tente… não se realiza!!!...

… naquele pequeno espaço, quanto faço,
naquela parede nua, quanto visualizo,
só, entregue a mim próprio, solitário,
sentado a uma mesa, junto dum armário,
escrevo e vejo, tudo que penso, dando um passo,
saltos enormes que realizo,
imagens de sonho, sensações tremendas,
acordes hilariantes ou melodiosos,
cantos e danças, contradanças,
quantas visões… lembranças!!!... Sherpas!!!...

publicado por sherpas às 21:44
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Domingo, 20 de Junho de 2010

La lista de Franco para el Holocausto

Al final de la II Guerra Mundial, el régimen de Franco intentó con relativo éxito confundir a la opinión pública mundial con la fábula de que había contribuido a la salvación de miles de judíos del afán exterminador nazi. No solo era falso lo que la propaganda franquista pretendía demostrar. En la España del dictador hubo la tentación de contribuir a acabar con el "problema judío" en Europa.El Archivo Judaico es una prueba de lo que los falangistas de Serrano Suñer pretendían hacer con los judíos españoles

 

... in http://www.elpais.com/articulo/reportajes/lista/Franco/Holocausto/elpepusocdmg/20100620elpdmgrep_1/Tes

 

La directriz alerta de que los sefarditas pueden pasar desapercibidos por su "similitud" con el "temperamento" español

José Finat, que también fue alcalde de Madrid, hizo amistad con Himmler cuando este visitó España en 1940

 

La paciente labor de un periodista judío, Jacobo Israel Garzón, ha conseguido que aflorara el único documento conocido sobre el asunto, conservado por obra de la casualidad en el Archivo Histórico Nacional, y proveniente del Gobierno Civil de Zaragoza. Lo publicó en la revista Raíces. A partir de ese trabajo, EL PAÍS ha continuado la indagación y ha reconstruido la historia completa de la frustrada colaboración con el Holocausto. Quiénes fueron sus protagonistas y sus cómplices. Una historia que cambia la Historia.

 

El 13 de mayo de 1941, todos los gobernadores civiles españoles reciben una circular remitida el día 5 por la Dirección General de Seguridad. Se les ordena que envíen a la central informes individuales de "los israelitas nacionales y extranjeros afincados en esa provincia (...) indicando su filiación personal y político-social, medios de vida, actividades comerciales, situación actual, grado de peligrosidad, conceptuación policial". La orden la firma José Finat Escrivá de Romaní, conde de Mayalde, el último día de su permanencia en el cargo, porque va a ser relevado por el coronel Galarza. De ese puesto va a saltar en pocos días al de embajador de la España de Franco en Berlín.

 

El conde es un personaje refinado y culto, y muy amigo de Ramón Serrano Suñer, el hombre fuerte del régimen [fue ministro de Interior y Asuntos Exteriores], que es quien le va dando los distintos cargos que ostenta. Ha prestado grandes servicios a Serrano y a Franco, como el de organizar a los policías que, en connivencia con el embajador Lequerica y la Gestapo, utilizando a un siniestro policía de apellido Urraca, consiguió traer a Companys y Zugazagoitia a España para sufrir una burla de juicio y ser fusilados.

 

José Finat hizo buenas migas con Himmler cuando este visitó España en octubre de 1940. Himmler pudo asistir a un espectáculo que le pareció cruel: una corrida de toros en Las Ventas. En esos días, ambos pusieron al día una vieja colaboración firmada por el general Severiano Martínez Anido en 1938. Gracias a ese acuerdo, la policía política alemana goza de status diplomático en España, y puede vigilar a sus anchas a los treinta mil alemanes que viven aquí.

 

Dentro de poco más de un mes, Finat va a ocupar su cargo de embajador en Berlín. Allí podrá entregar en persona a Himmler sus listas de judíos. Si España entra en la guerra, serán un buen regalo para los nazis. Antes va a tener tiempo suficiente para dar una paliza y emplumar por maricón a un cantante, Miguel de Molina. Le ayudará el falangista Sancho Dávila, primo del fundador del partido fascista.

 

El objetivo del Archivo Judaico no consiste en defender al régimen de la posible acción subversiva que puedan realizar los refugiados que pasan por España huyendo de la persecución nazi. Esos son conducidos directamente a Portugal para que se marchen a Estados Unidos, o internados en el campo de concentración de Miranda de Ebro hasta que se sepa qué hacer con ellos. De lo que se trata, sobre todo, es de tener controlados a los judíos españoles de origen sefardí:

 

"Las personas objeto de la medida que le encomiendo han de ser principalmente aquellas de origen español designadas con el nombre de sefardíes, puesto que por su adaptación al ambiente y similitud con nuestro temperamento poseen mayores garantías de ocultar su origen y hasta pasar desapercibidas sin posibilidad alguna de coartar el alcance de fáciles manejos perturbadores".

 

El trabajo no va a ser fácil por esa capacidad de adaptación que tienen los judíos. Sobre todo en lugares que no sean como Barcelona, Baleares y Marruecos, donde había antes de la guerra "comunidades, sinagogas y colegios especiales", y eso permite una mayor facilidad de localización.

La circular no oculta la urgencia de la acción. Hay que proteger al Nuevo Estado de la posible actuación de estos individuos, que son "peligrosos".

El coronel Valentín Galarza está poniendo patas arriba el ministerio que le ha dejado Serrano Suñer, infestado de falangistas revolucionarios. Pero no va a destrozar toda la obra de su antecesor. El Archivo Judaico se va a seguir completando con carácter de urgencia al principio y con metódica seriedad después.

 

¿No son acaso los judíos y los masones los enemigos fundamentales del Nuevo Estado?

 

Cuando haya pasado el tiempo, el Archivo Judaico será ocultado y sistemáticamente destruido, como toda la documentación comprometedora para el régimen franquista en relación con la persecución antisemita realizada en los años cuarenta. Cuando deje de ser urgente tener listas completas de israelitas y haya que justificar la patraña de que el régimen surgido del 18 de julio ayudó en todo lo posible para que se salvaran muchos judíos de la persecución nazi.

 

En mayo de 1941, cuando se envía la circular, resulta muy significativa la desaparición de las guardias de falangistas de la puerta del Ministerio de la Gobernación. Ya no se trata de que la represión la lleve la Falange por su cuenta, como si fuera un poder autónomo del Estado. Se trata de que el Nuevo Estado asume comportamientos que le identifican con los de la Alemania nazi, pero mediante las instituciones tradicionales, o sea, en este caso, la Policía y la Guardia Civil. Eso sí, "auxiliados por elementos de absoluta garantía".

 

Esos elementos son falangistas entusiastas de la represión, que hay muchos. Porque continúa en funcionamiento la Delegación Nacional de Información e Investigación, con sedes en muchos municipios españoles. Hay más de tres mil agentes del partido repartidos por toda la geografía nacional, que elaboran sin descanso expedientes sobre sospechosos. En el año anterior han escrito más de ochocientos mil informes y han elaborado fichas sobre más de cinco millones de ciudadanos. Los miembros de las delegaciones hacen informes constantes sobre la situación política en cada lugar, sobre el estado de la opinión pública, y sobre los antecedentes políticos de cualquier ciudadano que aspira a un puesto de trabajo. Y tienen el privilegio de participar en interrogatorios policiales y torturas en comisarías o cuartelillos.

 

A veces, fuera de las dependencias judiciales. El ricino y las palizas callejeras están a la orden del día.

 

Con el cambio de destino del conde de Mayalde, los falangistas dejan de ser los que encabezan este tipo de investigaciones, pero están. Siguen estando.

 

Los investigados para el Archivo Judaico no son gente de especial relevancia. Salvo en algún caso, como el del escritor Samuel Ros, amigo íntimo del revolucionario Dionisio Ridruejo, cuya condición de judío levantará las inquietudes de los funcionarios nazis instalados en España. Se da la circunstancia de que Ridruejo es también muy amigo del conde, con el que va a compartir muchas jornadas en Berlín durante su discontinua presencia en la División Azul, el contingente español que va a marchar a Rusia a luchar contra el comunismo a las órdenes del general Agustín Muñoz Grandes.

 

Los hombres de Himmler, a los que el conde de Mayalde ha dado el estatus oficial para que se muevan con soltura por el país, reclaman a la Policía española que les dé detalles sobre las actividades de Samuel Ros. Incluso se atreven a protestar porque se le permita escribir en medios oficiales como el diario falangista Arriba.

 

Otra de las circunstancias llamativas de la circular es que rompe con el antijudaísmo clásico de la católica España. Para la Iglesia, y por tanto para el régimen nacional católico amparado por los cardenales Pla i Deniel y Gomà, un judío deja de serlo si se convierte al catolicismo. Los nazis consideran que se trata de una raza, y el conde de Mayalde expresa claramente su concepción próxima a la de los seguidores de Hitler: los sefardíes, que por "su adaptación al ambiente y su similitud con nuestro temperamento poseen mayores garantías de ocultar su origen". Hay un temperamento español y un origen judío.

 

La fecha en que se emite la circular tampoco es casual. En España se debate desde hace meses la posibilidad de que el país entre en guerra al lado de Alemania. Y los más furibundos partidarios de esta opción son los falangistas revolucionarios, los nacionalsindicalistas que admiran a Hitler y comprenden su política de liquidación del judaísmo.

 

En Francia, las autoridades de Vichy han puesto en marcha, sin necesidad de que los ocupantes alemanes se lo pidan, un Estatuto Judío que incluye un censo. Ya hay muchos miles de judíos franceses o apátridas recluidos en campos de concentración en la zona de Vichy y en la zona ocupada. En todos ellos la autoridad le corresponde a la policía francesa. De esos campos saldrán los trenes de la muerte que conducirán a casi todos los judíos franceses al exterminio en Auschwitz.

 

 

El más importante está al lado de París, en una localidad llamada Drancy, donde catorce sefardíes españoles han sido recluidos. Un diplomático llamado Bernardo Rolland de Miota, cónsul general en París, intenta, contra las órdenes del embajador Lequerica y del ministro Serrano Súñer, salvarles. No lo consigue, aunque sí puede actuar a favor de otros dos mil que reciben protección de su consulado. Serrano Suñer le hará pagar por su desobediencia destinándole a un oscuro puesto africano. Será declarado por la Fundación Wallenberg "justo entre las naciones", un título al que se harán acreedores otros diplomáticos españoles, como Sebastián de Romero, Eduardo Propper, Julio Palencia, Ángel Sanz Briz o Carmen Schrader.

 

A las afueras de Berlín hay un plácido barrio de casas residenciales donde muchos berlineses de posición económica acomodada pasan los fines de semana. Antes para alejarse del estruendo de la gran urbe. Ahora para eludir la incomodidad de las alarmas aéreas. El barrio se llama Wannsee, y está construido a las orillas del lago del mismo nombre.

»LA REUNIÓN DE WANNSEE.

 

Allí se solazan y descansan los responsables de la Seguridad del Estado hitleriano. Los jefes de los Eisantzgruppen, estresados, se recuperan del pesado trabajo de matar en masa a tantos judíos, a tantos partisanos y comisarios bolcheviques. Lo hacen en una casa adquirida por la Seguridad del Reich, que dirige un asesino en masa llamado Reinhardt Heydrich.

 

Heydrich, el virtuoso violinista que, a las órdenes de Himmler, desarrolla la matanza de los judíos, ha hecho balance, y este no es nada bueno. Con gran esfuerzo y un enorme gasto de munición y recursos, se ha conseguido matar solo a un millón de judíos en números redondos, de los más de once que se calcula que están en los territorios del Reich o en las zonas conquistadas. Y lo que no cabe ya, a la vista de la reacción del Ejército soviético, que ha detenido la ofensiva sobre Moscú y Leningrado, es pensar en expulsar a todos los hebreos hasta los montes Urales para que allí se extingan.

 

Hasta octubre de 1941, se ha conseguido que quinientos treinta y siete mil judíos se marcharan de los territorios del Reich. Unos quinientos mil, de Alemania y Austria; los treinta mil restantes, de Bohemia y Moravia. Pero esta política está realmente acabada, porque trae muchos problemas, en plena guerra, negociar transportes, destinos e itinerarios.

 

Mientras a los de las repúblicas bálticas se les mata en bosques o se les enrola por la fuerza en destacamentos de trabajo, en Varsovia sigue habiendo un gueto poblado por decenas de millares de judíos polacos que absorben recursos alimenticios, que obligan a dedicar numerosas tropas a controlarles. No es barato liquidar el problema judío. Los responsables de cada área ocupada se las ven y se las desean para cumplir con una orden muy vaga, la de que cada uno se las tiene que arreglar para matar a sus judíos. Pero eso no es fácil. Hans Frank, el gobernador general de Polonia, ha mostrado su desesperación hace pocas semanas: "No podemos fusilar a esos tres millones y medio de judíos, no podemos envenenarles, pero tenemos que ser capaces de dar pasos para encontrar una forma de llegar al éxito en el exterminio".

 

Es 20 de enero y en el palacio de Wannsee, junto al lago de aguas cristalinas, Heydrich ha reunido a los quince mejores expertos en matanzas porque ha recibido la orden de poner de una vez en marcha la "solución final" de ese problema. Hay que tomarse en serio el asunto, y ordenar los métodos, convertir el empeño en un sistema industrial eficiente en resultados concretos y en términos de economía. Y la consigna debe carecer de elementos que permitan la duda. A partir de ahora está claro que lo que procede es matar a todos, absolutamente todos, los judíos que se encuentran en territorios del Reich o en zonas conquistadas. No solo en esas áreas, sino también en el resto de Europa. Porque quedan muchos judíos en países rendidos o aliados. En casi ninguno de ellos se va a encontrar ningún problema para aplicar la solución. Sí en Italia, que es un aliado dubitativo en este asunto, pero no hay quejas sobre la actitud de Francia.

 

Hitler ha hecho hincapié varias veces en su "profecía" de que, si se produjera una nueva guerra mundial, los judíos desaparecerían de la faz de la tierra. Ahora ya no puede haber vacilaciones. Ya hay una guerra mundial desde que Estados Unidos se han enrolado en ella. Dentro de diez días, en un sitio público, el Sportpalas de Berlín, el Führer va a insistir en ello: "Esta guerra no tendrá un final como imaginan los judíos, con el exterminio de los pueblos arios de Europa, sino que el resultado de esta guerra será la aniquilación de la judería. Por primera vez, la antigua ley judía será aplicada ahora: ojo por ojo y diente por diente".

 

No hay constancia documental de que en Wannsee se hable de España. Se hace notar, simplemente, que allí hay seis mil judíos. Pero su destino está claro, para cuando se pueda atender la relación con este país. Lo seis mil están censados por algún organismo del Gobierno, que ha pasado nota a los representantes alemanes en la Embajada de Madrid. El censo que inició el 5 de mayo de 1941 José Finat, conde de Mayalde, ahora embajador en Berlín. Están todos localizados.

 

Una compleja serie de razones impedirá que España entre en la guerra al lado de Alemania. Eso evitará que los nombres incluidos en el Archivo Judaico pasen a formar parte de los listados de Auschwitz.

 

A finales de 1945, los archivos de los ministerios de Gobernación y de Asuntos Exteriores serán expurgados para que no quede nada que demuestre que la mayor actitud de piedad de Franco hacia los judíos fue dejar pasar a algunos, o soportar en ocasiones la acción individual de los pocos diplomáticos que se la jugaron por salvar vidas humanas.

 

El Archivo Judaico habría sido un hermoso regalo para Hitler. Su conservación, una repugnante prueba de lo que los falangistas de Ramón Serrano Suñer pretendían hacer con los judíos españoles.

 

El cinismo franquista llegó al extremo cuando tuvo que negociar con los aliados vencedores en la guerra la liquidación de las deudas con Alemania. La delegación española se atrevió, ante el escándalo de los representantes aliados, a pedir compensación por los daños patrimoniales causados por los nazis a los sefardíes de Tesalónica. El representante inglés McCombe tuvo que recordar en la reunión que España jamás había protestado por la persecución nazi contra sus compatriotas.

 

... como foram, continuam sendo, como fizeram, continuam fazendo, como escondem, tentam ESQUECER, ainda!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 21:50
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Sábado, 19 de Junho de 2010

... gueixa!!!...

 

… menina que passa, sorriso que deixa,
raio de luz, um dito, uma graça,
quase pairando, andar suave, uma gueixa,
nasceu para ficar, doce e delicada,
encanto que consola, perfume que espalha,
com traje, com estola, finura tamanha,
imagem que tem, visão que permanece,
menina que passa, sorriso que não esquece,
lufada de ar, brisa que sopra,
coração que aquece, menina formosa,
com a graça que passa,
muito nos dá, tudo lhe sobra,
uma dança, um canto, menina jeitosa,
artista que fica, encanto, uma obra,
quimono, a preceito,
gestos estudados, com arte, com jeito,
delicada, etérea, visão com feição,
cores esbatidas, vestes garridas,
sublime e esbelta, que perfeição,
rosto com pintura, um quadro, uma graça,
menina que fica… menina que passa!!!...

… de tão produzida,
treinada, para isso,
gueixa passada, tempos de então,
um sonho, uma ilusão,
um rosto, um sorriso,
menina formosa, menina que passa,
menina jeitosa, um dito, uma graça,
flores e cores, quimonos e leques,
uma arte antiga, doces e queques,
paraíso na terra,
perfume que passa,
um encontro, uma espera,
elevação que se sublima,
presença que se afirma,
rosto que permanece,
sorriso que não esquece,
um gesto, uma graça,
menina que… passa!!!...

… pairando, tão leve,
quase não pisa, desliza, sorrindo,
entretém, diverte,
sua arte, seu encanto, seu destino,
gueixa que cruza,
que passa no caminho,
passos ligeiros,
leve, delicada,
encantos primeiros,
na rua, na calçada,
menina que passa,
que deixa sua graça,
perfume que fica,
brisa que sopra,
um gesto, uma arte,
jeito que… sobra!!!... Sherpas!!!...

 

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publicado por sherpas às 21:16
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... telas... gigantes!!!...

 

… campos verdejantes, algumas flores silvestres,
salpicos de cores variadas, pinceladas tardias,
dum pintor que se não precatou, adormeceu,
exaurido, esfalfado pelo cansaço, ferido,
flagelações constantes a que foi sujeito,
tela gigante, bocado enlouquecido,
espécie de esfera que dança, cambaleia,
imaginação que se não solta, se não incendeia,
sonho perdido, projecto ferido,
tintas que não combinam, não afinam,
tumultos de vulto, inquietação permanente,
dádiva que perpassa, rara, escassa,
lucubração que nos ensombra, ofusca,
numa paisagem que ainda deslumbra,
com laivos, com falhas, apontamentos,
nesgas e rasgos, esquecimentos,
artista descuidado, em desvario,
num entretanto, num relance, um desafio,
quando se entrega, procura, quando rebusca,
pincéis que não tem, tintas esquecidas,
já misturadas, cinzentas e pretas,
coisas bem pardas… coisas perdidas!!!...

… sabor da vida, seiva abundante,
sangue que escorre, que brota, faz colorido,
pintura que encanta, que deslumbra, que refaz,
prazer que se tem, tela gritante,
verdes de sonho, alegres as cores,
manchas continuadas, molhinhos de flores,
amarelas, encarnadas, azuladas bem vivas,
pintor supremo, artista consumado,
com retoques a esmo, quadro acabado,
Terra da Paz, que se faz e refaz,
doce equilíbrio, harmonia inspiradora,
oração profunda, acalmia redentora,
água divina, chuva que cai, rios que correm,
veias bem cheias, corpos brilhantes,
saudáveis, fortes, robustos… pujantes,
magia nos ares, aves que cantam, floresta que resta,
recuperação esfusiante, verdes os campos, dias de festa,
pintor que imagina, cor que atira, tela gigante,
tinta garrida, desvario… bem grande!!!...

… poesia que transborda, música afinada,
dança que volteia, requebro dum corpo,
arte que se faz, luz que ofusca, deslumbra,
que mostra, não esconde, tela pintada,
seres que esquecem, que dormem, descuidam,
espírito renascido, alma dum morto,
maravilha refeita, quanta penumbra,
névoa que passa, sol que desponta,
esperanças que voltam, pouco se cuidam,
cores abundantes, risos e sombras,
leitos que vergam, nos vales, na serra,
águas que correm, quando soçobram,
cascatas que fazem… quando despegam,
quando caem, engolidas pela Terra,
maravilhas inebriantes, de tão fulgurantes,
pinturas dum louco… telas gigantes!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 21:14
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‘War and Peace’: The Fact-Check

Dominic Lieven, a professor of history at the London School of Economics, is a distinguished scholar of the czarist empire, and in this superb book he has written his masterpiece. The story he tells — Russia’s gargantuan struggle with Napoleon — will be known to most people through Tolstoy’s “War and Peace,” and it takes a brave man to challenge the great novelist. But that indeed is Lieven’s goal, and for the most persuasive of reasons. He believes that Tolstoy’s account is badly misleading (Lieven has a historian’s natural concern for the facts) and perhaps more important has skewed our view of Russia and contributed to our tendency to misunderstand and belittle its role in international affairs.

 

... in http://www.nytimes.com/2010/06/20/books/review/Mazower-t.html?ref=world

 

In the first place, Tolstoy depicted a war in which individuals had little control over the course of events; military expertise is seen as a peculiarly German character trait, and the Russians instead depend on fate, snow and the vastness of their land to save themselves. Second, the novel essentially ends in late 1812, before the Russian Army has begun the quite extraordinary advance across Europe that led to its defeating Napoleon and entering Paris in triumph just over a year later.

 

Lieven’s account in “Russia Against Napoleon” could not be more different. He concentrates on the men who led the Russian Army to victory — the young Czar Alexander and his close advisers — and shows that they won because they got more things right than Napoleon did. They understood him better than he did them, and while Napoleon may have been a battle­field genius, Alexander showed greater diplomatic skill in bringing together the coalition that eventually defeated him. That was no easy matter, given the fear of the French that prevailed in the German lands, and the fear of Russian predominance as well.

 

The reason the Russians were able to persuade the Prussians and above all the hesitant Austrians to join them is that they had already shown that Napoleon could be defeated. This they had done through management of their long and deliberate retreat in 1812, which had drawn the French deep into Russia, far from their supply lines, and exposed them to constant attacks on their flanks. It was a strategy that had required a lot more than good luck and heavy snow. It had needed complex administration in the provisioning of food and, above all, horses (Lieven is very good on how the availability of horses could win or lose a war).

 

It needed a ferociously efficient, cruel but widely tolerated conscription system.

 

Most invisibly but significantly, it required trust among sovereign, elite and people. It was this confidence and belief — call it the legitimacy of the autocratic system — that explains how Alexander could be fairly confident his regime would survive even after abandoning his capital. Lieven makes the instructive comparison with what happened in Paris when the Russian Army marched into the French capital: within hours the rats were fleeing Napoleon’s ship, his closest relatives had slipped away and Prince Talleyrand was negotiating the succession.

 

Lieven takes us into the heart of the Russian military. Himself the descendant of imperial officers, he offers us something close to a rose-tinted picture of that caste, and a notably heroic picture of Alexander himself, the man who “more than any other individual,” he tells us, “was responsible for Napoleon’s overthrow.” Lieven’s pride is evident when he reminds us that the czar’s Guards were “the finest-looking troops in Europe.”

 

But this pious act of memory brings with it a deep understanding of the men and the system that made the Russian imperial army so effective. There is a certain amount of Tolstoyan partying and drinking, courtly intrigue and battlefield maneuvering here, but there is also much more serious attention to the Russian ability to appraise the finely balanced strategic alternatives that loomed up almost every minute from the time the decision was taken to prepare for invasion.

 

Stand and fight, or conduct that hardest of maneuvers — the sustained and orderly retreat? Hold Moscow, or risk the monarchy and leave it to its fate? Entrap the French Army and try to destroy it in the Russian wastes, or allow it to retreat in its turn? — the favored policy, on the eminently sensible grounds that if French power were eradicated, Russia would face new enemies in its place.

 ... GUERRAS!!!...

 

Above all, stop at the borders of the empire in 1813 and negotiate a new peace with the chastened French — which much of the Russian military elite wanted — or spur the exhausted troops on to a feat unknown in the annals of European warfare, making them march as far across Europe as it took to topple Napoleon? This was Alexander’s policy, ambitious and cogent, and one he pursued in the face of counterarguments for many months until he was proved right.

 

If this was a war between modernity, as represented by the revolutionary French armies, and empire, it was empire that won. And this is Lieven’s deeper point: to remind us of empire’s vitality and ­single-mindedness, of the rational efficiency of the ancien régime when faced with its would-be destroyer. Empire could throw together armies as fast as a revolutionary regime could, if not faster, and Russian equipment and provisioning were a match for the French. The French, of course, communicated with one another in their own language, but this made it easy for the Russians to read captured letters; Russian generals, on the other hand, could communicate in a variety of languages — including, in one case, Latvian, which virtually guaranteed complete confidentiality. Moreover, Alexander worked easily and well with the numerous Frenchmen who fled Napoleon’s regime and wanted to help in his downfall.

 

As a result, his intelligence operation was far superior to that of his enemy. Exhaustion was the toughest enemy of all in this struggle of epic marches. Prussia’s best commander, the elderly Blücher, was under such strain that at one point he started hallucinating about giving birth to an elephant. But the imperial military machine could cope even with this, and with victory in the air Blücher himself recovered sufficiently to be carried on toward Paris in full view of his troops, wearing a lady’s green silk hat to shade his eyes.

 

Lieven wants us to remember a time when a Russian army entered a Western European capital and was hailed as a liberator. It is a salutary image today when our abiding memory of the last great war systematically plays down the Russian contribution — both military and political. Hollywood glamorizes the Anglo-­American Normandy landings but is silent about the far vaster Operation Bagration — the most lethal offensive in history — that pummeled the Germans in the summer of 1944 and saw Russian troops charge across Europe in a fashion reminiscent of their forebears. This book reminds the reader that Russia’s deep and intimate involvement in European security has taken many forms. In doing so it shows how a magisterial lesson about the past can hold a message for the future as well.

 

Mark Mazower is a professor of history at Columbia University.

 

... tal como em tempos recuados, barbárie, de TREVAS bem profundas... tal como estas, outras surgiram ao longo de décadas de MATANÇAS, por IMPÉRIOS, por GANÂNCIAS, se arrastam AINDA, não CURAM!!!... TANTOS criminosos de GUERRA à solta... GENOCÍDIOS cometidos, bem calados, PROTEGIDOS!!!... TRISTEZA!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 15:36
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Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

Morreu José Saramago

2010-06-18

O prémio Nobel da Literatura, José Saramago, faleceu aos 87 anos. O escritor, laureado com o Nobel em 1998, sofria de graves problemas respiratórios. ‘Caim' foi o último livro de Saramago a ser lançado.

 

... in  http://livros.sapo.pt/noticias/artigo/27804.html

 

Aos 87 anos, José Saramago faleceu vítima de cancro na sua casa em Lanzarote.

 

Biografia

 

José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18.

 

Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não tinha três anos de idade. Toda a sua vida tem decorrido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadas na aldeia natal.

 

Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista.

 

Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista "Seara Nova".

 

Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal "Diário de Lisboa" onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do "Diário de Notícias". Desde 1976 vive exclusivamente do seu trabalho literário.

 

... sinceras condolências à família!!!... Sherpas!!!...

 

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publicado por sherpas às 13:54
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Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

... acasos!!!...

 

{#emotions_dlg.smile}
... contrariedades na vida
que se levam de vencida,
tempo gasto por arrasto,
trabalhos duros, canseiras,
dores, doenças, mortes
de quaisquer, suas sortes,
saltos que damos, fronteiras,
obstáculos que são barreiras,
ânimos que vão cedendo
nos anos que se vão somando,
velhice que não entendo,
quando reparo, vou andando,
feliz com o que vou tendo,
quase nunca me enganando,

não sou pródigo nas farturas,
parco no gesto, na atitude,
encaro males, agruras,
como pequena parte que sou,
onde me encontro, onde estou,
mantenho rara virtude
nesta passagem tão curta,
sorrio, com beatitude,
perante pormenores tão simples,
flor que desponta num canto,
carro original, pintado,
gesto tresloucado de encanto,
menina bonita que flutua
quando passeia na rua,

casa velha de muitos anos,
rua estreita, solarenga,
vasos floridos à janela,
político que fala, arenga,
medalha que se coloca no peito,
parangonas a preceito,
carros blindados, protegidos,
ajuntamento dos escolhidos,
reuniões em monumentos
arranjados, sem defeito,
palavras, mimos, trocadilhos,
pai que acaricia seus filhos,

campos que se abrem a meus olhos,
terras do fim do Mundo,
Lua numa noite escura,
alguns agravos, entolhos,
gato estendido na rua,
buraco escuro, bem fundo,
mal que se tem, não cura,
aceitação da debilidade,
perda vertiginosa, idade,
falhas que sempre tememos
quando nos olhamos, nos vemos,

repentes tão breves, fugazes,
ladrar dum cão que entoa,
briga de mulheres furibundas,
agitado grupo de rapazes,
carro alucinante, veloz,
passagem que atemoriza passante,
águas que jorram dos céus,
poças na rua, imundas,
sarjeta que não engole alimento,
depaupero, incumprimento,
entorno incomodativo, aberrante,
preâmbulo que apequena, instante,

bebé que clama por leite,
mãe atarefada que não cumpre,
batatas fritas em azeite,
cozinha que repica seus sons,
tachos, panelas, pratos, talheres,
pressa de tantas mulheres,
recanto, refúgio, contenda,
luta pela sobrevivência,
lá no alto a excelência,
tão rebolada, contente,
tanto escravo, tanto servente,

notícia que soa na rádio,
televisão que faz estrondo, emoção,
jornal que relata acontecido,
chama que tremelica em pavio,
vela que se gasta, exaustão,
tendo a vida por um fio,
todos mortos, no avião,
escândalo que ecoa nas bocas,
falatório de coisas poucas,
dinheiros que alguém roubou,
quando dirigiu, abusou,
guerras que acalmaram um pouco,
armas que se aprestam, comentam,
na boca de general louco,
amedrontando os que intentam,

pássaro que esvoaça, passa,
ultrapassa nesga da rua,
telhado que se compõe,
dúzias que se encontram por lá
melodia ao desafio,
pia de lá, pia de cá,
tristeza do que dispõe
quando tenta, quando inventa,
vidas dos que muito arriscam
quase sempre não petiscam,
contidos no que se intenta,
pardalitos de pena curta
ao sabor de “filhos da ********,”
por portas travessas, alçados,
reservando seus recados
a parceiros do mesmo lado,
sem temor, sem cuidado,
{#emotions_dlg.smile}{#emotions_dlg.smile}{#emotions_dlg.smile}
acasos que me ultrapassam,
distraído com pormenores,
eles gozam, eles passam,
vão ficando bem menores,
consideração que se esvanece,
respeito que se não tem,
tudo se perde, se esquece,
mesmo quem se julga alguém!!!... Sherpas!!!...

 

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publicado por sherpas às 14:24
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... gotas!!!...


... gota de água na torneira,
pinga que não pinga, cai que não cai,
pequeníssima parte de lago, de ribeira,
pedaço de nuvem que caiu
no chão,
sob calor intenso do Sol se vai,
evapora,
como lágrima que seca quando se chora,
pinga que não pinga,
cai que não cai,

sustentação dum sentimento,
manifestação,
amostragem do que se sente,
gota que se solta dum corpo,
que se mantém inerte,
que não verte,
que se nota, se aponta
quando desponta,
retenção
do que tem dentro do cano, do recipiente,

reboluda, uniforme,
brilhante, incipiente,
hesitante no seu trajecto, periclitante,
pedacinho dum gigante,
barragem extensa que se espraia,
cumulação de tantas gotas,
juntas, inundando vale, mais que prontas,

regando terras, pequenas esferas que se atropelam,
contidas por paredão,
encaminhadas ou não
dependendo da intenção,

choro desatado, emoção,
gotinhas que deslizam por faces juvenis,
adolescentes, infantis,
quereres absolutos, entregas,
dores, refregas,
espasmos de quem muito sofre,
soluços, gemidos, esgares,
carpimentos por quem falece,
algo que nos falta, que nos cobre,
enluta corpo, alma, desgraça,
tragédia que não esquece,
que perdura, não passa,

de mansinho,
pinga que não pinga,
cai que não cai,
lágrima que se solta, sai,
esparrama no solo,
deixando alívio, consolo,

equilibrada na torneira,
gota maravilhosa que resiste,
insiste,
lá está, ao longo de muitas horas,
a desoras,
esquecida num tem-te que não tem,
dependente de alguém,

coisa bela que reluz,
induz,
faz lembrar parte maior,
lago, ribeira, barragem,
amostragem,
pequeníssima parte,
com arte,
doce encanto, certo rubor,
reflexo dum entorno,
chama da lareira,
esplendor numa torneira,
fulgor!!!...

... gota, também é doença,
mal dos bem comidos,
excesso de purinas, quando se pensa,
que faz inchar, massacra
remediados, ricos,
com medicação, passa,
cai que não cai
quando nos vem, vai que não vai,
gota diferente
que ataca essa gente,
ácido úrico cumulativo,
com esta, me fico,

seguindo o seu caminho
na cara duma criança,
doença que vem, nos alcança,
parada numa torneira,
quase... sem eira nem beira!!!... Sherpas!!!...

 

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publicado por sherpas às 13:55
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