Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

... marco meus passos!!!...

 

… marco meus passos, na calçada das ruas,

avanço, seguro, nas avenidas da vida,

olho nos rostos, nas caras nuas,

dos que se cruzam, dos que me olham,

vejo, quando penso, logo em seguida,

mentes amigas, seres que evolam,

progridem, alteram, se transformam,


num tempo que esvai, que passa, que cai,

que tudo arrasta, que deixa marca,

rugas profundas, rasgos visíveis,

choros, risos, amálgama, sentires,

gritos, berros, gargalhares audíveis,

sonoros, distantes, simples provires,

néscios, fátuos, quando nos calca,

nos induz… nos arrasta!!!...


… caminho frontal, por ruelas, encruzilhadas,

escuras vielas, fantasias lúgubres, medonhas,

abranjo minhas vistas, piso calçadas,

mais firmes, pesados, assentando meus passos,

nos percursos que uso, procurando destino,

acompanhando outras vidas, outras zonas,


estudando matizes, rostos que mudam,

numa fuga pertinente, fugaz, inclemente,

que nos obscurecem, nos ofuscam,

nos eclipsam, nos reduzem… como gente!!!...


… avanço,

quase incerto,

mais débil, enfraquecido,

com o carrego que levo, que transporto,

quase cego, enlouquecido,

pouco me importo,

nesta safra, imensa tarefa,

calculadamente, sem pressa,


partilhando dores, sofrimentos,

afagando chagas, sentimentos,

sendo parte integrante dum todo,

na minha insignificante existência,

pobre valência,

uma face, um corpo, um rosto,


uns olhos que abrangem, que se condoem,

face aos disparates cometidos,

dos que ferem, matam, corroem,

por mundos e mundos que destroem,

indiferentes, insensíveis,

pouco ou nada… credíveis!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 18:49
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Metade dos maiores terramotos foram no Chile

Mais de metade dos 10 maiores terramotos do mundo (com mais de 8,5 graus de magnitude) aconteceram no Chile, incluindo o de hoje, tendo quase todos sido seguidos de tsunamis, segundo o observatório norte-americano de geologia. 

 

... in http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1506448

 

Três sismos foram hoje registados ao largo do Chile, tendo o primeiro terramoto atingido os 8,8 graus na escala de Richter, o que já levou o governo local a decretar estado de catástrofe.

 

Na sequência do abalo, o Instituto Geológico dos Estados Unidos emitiu um alerta de tsunami ao Chile e ao Peru, enquanto o Japão optou também por reactivá-lo, depois de o ter levantado na sexta feira à noite.

As autoridades norte-americanas colocaram também a Colômbia, a Antárctida, toda a América Central e a Polinésia em vigilância.

De acordo com o Instituto Geológico dos EUA, o abalo teve uma dimensão para gerar um tsunami destrutivo que pode atingir a costa mais próxima do epicentro em minutos e as zonas de litoral mais afastadas em horas",


Embora não seja ainda possível verificar a amplitude dos estragos, as agências internacionais descrevem um cenário de ampla destruição com muitos danos materiais.

Lista dos maiores terramotos - acima dos 8,5 graus na escala de Richter - registados, sem incluir o de hoje no Chile, que chegou aos 8,8 graus:

 

- 22 maio 1960: um terramoto com magnitude de 9,5 graus no sul do Chile seguido de tsunami provocou mais de 1700 mortos


- 27 março 1964: um sismo de 9,2 graus em Prince William Sound, no Alasca, seguido de tsunami matou 128 pessoas.

- 26 dezembro de 2004: um maremoto de magnitude 9 ao largo da ilha indonésia Sumatra provocou um tsunami que matou 226 mil pessoas em 12 países, incluindo 165 mil na Indonésia e 35 mil no Sri Lanka.

- 13 agosto 1868: terramoto de 9 graus em Arica, no Peru (agora Chile) gerou tsunamis catastróficos tendo morrido mais de 25 mil pessoas na América do Sul.

- 31 janeiro 1906: Sismo de 8,8 graus ao largo do Equador e da Colômbia causou um tsunami que matou pelo menos 500 pessoas. 

- 1 novembro 1755: sismo de magnitude 8,7 seguido de tsunami em Lisboa matou cerca de 60 mil pessoas e destruiu quase Lisboa inteira

- 8 julho 1730: terramoto de 8,7 graus em Valparaiso, Chile, provocou a morte a pelo menos 3 mil pessoas.

- 15 agosto 1950: terramoto de 8,6 graus em Assam, Tibete, matou pelo menos 780 pessoas.

- 15 junho, 1896: sismo com magnitude de 8,5 graus em Sanriku, Japão, causou tsunami que matou pelo menos 22 mil pessoas.

- 11 novembro 1922: Sismo de 8,5 graus na fronteira do Chile com a Argentina matou várias centenas de pessoas.

- 7 novembro 1837: terramoto de 8,5 graus em Valdivia, Chile, gerou um tsunami que matou pelo menos 58 pessoas no Havai.

- 29 outubro 1687: terramoto de 8,5 graus em Lima, peru, destruiu grande parte da cidade.

 

... para quê... por ganâncias/dinheiros, destruição e mortes dantescas se, por vezes, a própria NATUREZA s´encarrega!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 12:31
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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

... ficaram com... TUDO!!!...

 {#emotions_dlg.confused}{#emotions_dlg.mad}{#emotions_dlg.smile}

… exaustos, doentes, com fome,

espalhados pelos cantos,

sem encantos,

deitados, rendidos,

perdidos,

tolhidos pelo medo, pelo frio,

numa manhã de intensa neblina,

um lamento, uma tosse, um arrepio,

com mar parado,

velas caídas, imensa cortina,

ruídos, sempre os mesmos,

consoante a ondulação,

mais leves, espaçados,

ao invés, por ali… no convés,

barcaça da aventura,

quanta dor, amargura,

noutros momentos, os dos tormentos,

raios, chuvas, ventos

soprando por todos os lados,

na tempestade que não deu descanso,

silêncios, medos,

marulhar intenso, feroz,

oceano que altera a sua voz,

pavores que os ultrapassam,

quantos monstros, visões,

os reduzem, assombram,

quantos gritos, quantas rezas, maldições,

noite de sofrimento, já passada,

acalmia repentina,

que se abate com a neblina,

velas caídas, imensa cortina,

rendidos, exaustos,

caídos por… todos os lados!!!...


… um entreabrir de olhos, um som que se entranha,

um espanto, incredulidade, corpos que se agitam,

ouvem, atentos, não gritam,

perdidos, no meio da intensa neblina,

quanto se estranha,

um outro, mais alargado, prolongado,

caras que se interrogam, não mexem,

no mar espelhado, ali parado,

sem vistas, cortadas por densa cortina,

agitação, enquanto se erguem,

alguns sussurros, interrogações,

a brisa matinal vai soprando, de mansinho,

afasta a escura solidão, aquele vazio,

vai desfazendo todos os receios,

uma enseada se desenha, um recorte tão fino,

areal extenso, branco, de sonho,

sombreado por arvoredo espesso,

que Paraíso, doce lugar, belo cantinho,

extasiados, contemplam com devaneios,

onde se encontram, seu destino,

pergunta que faço, me ponho,

quando sofrido, doente, faminto,

recordo os meses… penso,

desde que partimos daquela praia lusitana,

vida rude, agreste… espartana!!!...


… arreiam os botes, marinhagem com remos,

desconfiados, receosos, lá vão,

alguns, ainda assim não tenham surpresas,

levam armas, precavidos que são,

olhos perspicazes esquadrinham a praia,

olham o denso matagal,

alongam seu olhar,

perdem-no no longínquo horizonte,

nos altos montes, nas serranias

que têm defronte,

receios e devaneios, em confronto,

vão remando, pensando,

encalham no areal, puxam o bote,

dão uns passos na orla, tocam no arvoredo,

dão uma corrida, dão um grito entalado na glote,

ficam parados, indecisos,

perante um magote de gentes estranhas,

com folhas, com penas,

com paus aguçados, sem roupas apenas,

surpresos também,

que chega, que vai, hesita, medita,

logo avança, se acerca!!!...


… dois grupos, dois Mundos,

olhares, toques, gestos,

meio inquietos, sorrisos manifestos,

bem acolhida aquela vinda, perdidos e confusos,

perplexos quedaram,

olharam, olharam,

grupos distintos, grupo tão nu,

por ali… ficou!!!...


… serão homens, serão Deuses,

cautelas, certezas,

receios, por vezes,

exaustos, com fome, doentes,

no meio daquelas gentes,

ali, nos confins do Mundo,

chegaram com nada,

ficaram… com tudo!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 19:30
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... labirintus!!!...

 

… habilidades babilónicas, temores,

interrogação constante de quem procura,

cataclismos naturais, mortandades,

registo pertinente d´acontecido, alegrias, dores,

colectânea recuada d´época mais obscura,

livro d´ensinamento, justificação,

muitos avisos, pretensão na contenção

de quem se desmanda, regras que foram leis,

tempos sombrios, cortina leve, separação,

divindades, intermediários, aproximação

dos mais esclarecidos, toque divino,

imaginação, princípio desconhecido,


fé, como base, profunda crença,

eis que s´apresenta,

ultrapassa tudo e todos, pobres mortais,

de pais para filhos, teólogos, colegiais,

filósofos que s´atropelam, propagadores

em chusma, agremiações,

contestável narrativa das religiões,

liberdade de SER, dúvida, observação,

somos DEUSES, seus iguais,

na Terra, nos Céus, interrogação,


 

... aqui ao CENTRO, agora no TOPO... os que nos amolam, que estão SEMPRE

entre DEUS e o DIABO, com as RELIGIÕES impávidas e serenas, né (?) POXA...

 

foram guerras continuadas, perseguições,

palavra que veio do alto, do PAI,

filho dilecto prometido,

todo um ramo que se prolongou,

gerações, vida pr´além da vida,

explanação, escritas como recordatório,

com altos, com baixos,

percursos pagãos, tribo de pastoreio, errante,

seguindo, consoante pastagens em terras secas,

sedentários, ao invés, da terra colhiam fruto,

arreigados a pequeno pedaço, usufruto,

áridas, solitárias noites escuras, amplidão,

templo, mais velhos, doutores, reunião,

profetas,

acontecimentos,

 

Deuses que se misturavam com mortais,

mais normais,

sendo diferentes, imensos,

manifestação mediante sinais tremendos,

trovões, coriscos,

chamas em pedra nua, escolhas, riscos,

hecatombe, anunciação,

de todos os povos, foram escolhidos,

 

patriarca, líder, linha primeira,

proveniência,

tudo descrito, sagradas que são,

origem do que conhecemos como religião,

as maiores, sanguinolentas,

por justas, por crenças,


leis orientadoras, comportamentais,

sacrifícios, hesitações,

legiões e legiões,

tempos que se sucederam,

simplificação, fora do éden,

sofrimento,

acontecimento,

mortes, chagas, invejas, cobiças, adultérios,

impérios,


traições,

acusações, salvação da mais nobre, eleita por DEUS,

filhos seus,

dele, o mais dilecto, no seio dos homens,

foi criança, nasceu dum ventre virgem,

teve canseiras,

pregou a palavra, seguidores,

incrível,


bastonadas, intrigas, parábolas nas curtas estórias,

anuência, seguidores q´aumentaram,

movimento,

mistério,

teu corpo, teu sangue,

presbitério,

sacrário exangue,

martírio,

fé que s´abalança,

tudo aceita, tudo alcança,


não se lamenta,

retóricas,

entretantos com muitos enganos,

violência, guerra SANTA,

religiões que s´enfrentam,

num Cristo que foi Cristo,

num Povo donde veio,

numa linha interligada com Deus, o magnífico,

petrifico,

seguimento, aceitação,

conformação,

multidão,

 

humildade que s´atira, retumba nos ares,

sofrimento, confissão, culpa,

perdão,

lei dos homens, lei de Deus,

protegendo os seus,

fundo d´agulha que s´entulha, não passa,

pactua,

vendilhões da palavra,

da imagem, templos pr´adoração,

monumentos que são apontamentos,

barbas crescidas na divulgação,

 

continentes, evangelização,

fogueiras para quem rejeita,

inquisição,

abusos dos mais esclarecidos,

pecados esquecidos,


adoração de pedras, carneiros de ouro,

estrela brilhante que se levanta todos os dias,

sacrifícios,

oferendas em qualquer altar, temor,

derramamento do mais precioso, vermelho líquido que brota,

renúncia do que s´adora,

cativa, incentiva,

espiritualidade que se renova,

 

encosto a algo que se desconhece,

refreia, inunda, aquece, conforta,

primevos, tão rudes, menos delicados,

vida que se descura,

não protege, empurra,

amontoado de vítimas, santos e santas,

enormidade, estatuária que se prolonga,

afronta

canonização, elementar presunção,

rezas, orações,

perseguições,

 

mortes em catadupa, elevação aos céus, promessa,

renascer dos mortos, seguir o Pai,

opinião de quem não cai,

atira, provoca polémica,

dialéctica,

profética,

{#emotions_dlg.smile}{#emotions_dlg.smile}{#emotions_dlg.smile}

teologia que se pronuncia,

esclarecimento de quem averigua, discernimento de quem decifra,

encadeamento,

complexa criatura,

luta permanente,

busca insana,

VERDADE tamanha,

DEUS,

entre os seus,

imagem e semelhança,

contradança!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 07:54
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Harry Potter plagiarism lawsuit could be billion-dollar case, says claimant

 

Publishers could face legal action worldwide over claims that JK Rowling stole ideas for Harry Potter from a British author's book called The Adventures of Willy the Wizard.


The estate of the late Adrian Jacobs yesterday added Rowling as a defendant in a case originally filed in June against Bloomsbury Publishing, Potter's UK publisher, for alleged copyright infringement.


Max Markson, a PR executive representing the estate, told the Guardian the addition of Rowling's name to the action opened up the possibility of multi-jurisdiction action.


"We believe that she [Rowling] personally plagiarised the Willy the Wizard book. All of Willy the Wizard is in the Goblet of Fire. We now have a case which is not just against Bloomsbury."


Markson, who was a friend of Jacobs, said Rowling was added to the lawsuit after it was learned that the statute of limitations to sue her had not run out as previously thought. She is named in the suit under her married name of Joanne Kathleen Murray.


"I estimate it's a billion-dollar case," Markson said. "That'll be the decision of the courts, obviously."


Rowling denies the claims. "I am saddened that yet another claim has been made that I have taken material from another source to write Harry. The fact is I had never heard of the author or the book before the first accusation by those connected to the author's estate in 2004; I have certainly never read the book," she said in a statement.


"The claims that are made are not only unfounded but absurd and I am disappointed that I, and my UK publisher Bloomsbury, are put in a position to have to defend ourselves. We will be applying to the court immediately for a ruling that the claim is without merit and should therefore be dismissed without delay."


The suit claims Rowling's book Harry Potter and the Goblet of Fire copied substantial parts of Jacobs' 36-page book The Adventures of Willy the Wizard – No 1 Livid Land. The plagiarism claims stem from both Willy and Harry being required to solve a task as part of a contest, which they achieve in a bathroom assisted by clues from helpers.


Jacobs' estate also claims that many other ideas from Willy the Wizard were copied into the Potter books. Goblet of Fire was the fourth book in Rowling's series and was published in July 2000. No 1 Livid Land was published in 1987.


According to Markson, Jacobs had sought the services of the literary agent Christopher Little, who later became Rowling's agent.


Jacobs was a solicitor and accountant who lost heavily in the 1987 stock market crash. He suffered a stroke soon after and was bankrupted for a second time in 1991. He died in a London hospice in 1997, Markson said.

 

... in http://www.guardian.co.uk/books/2010/feb/18/harry-potter-jk-rowling-willy-wizard

 

"Willy The Wizard is a very insubstantial booklet running to 36 pages which had very limited distribution. The central character of Willy The Wizard is not a young wizard and the book does not revolve around a wizard school," Bloomsbury said last year.


"The claim was unable to identify any text in the Harry Potter books which was said to copy Willy the Wizard."


Markson said the plagiarism allegation concerned the story plot rather than the words. The Jacobs estate is seeking legal advice on whether the Harry Potter films and soon-to-be-opened Harry Potter theme park breach copyright law.


In 2007 Rowling and Warner Bros, which made the Potter films, sued the publishers of the Harry Potter Lexicon, an encyclopaedia of the series. A shortened and modified version of the lexicon was published last year.

 

publicado por sherpas às 12:43
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... macabras... sensações!!!...

 

… esmola que se dá, caridade que se pratica,

um gesto, uma dádiva, um acerto,

ajuda voluntária, um bem com que se fica,

satisfação enorme, um ensejo,

quando se reparte, por quem precisa,

quando se acarinha um pobre, um velho,

se dá comida, abrigo a desvalido,

se afaga uma criança, se proporciona sorriso,

naquele instante, no momento preciso,


em qualquer altura, situação,

ao longo dum ano sofrido, constrangido,

carente a tempo inteiro, mendigo,

sofredor, com dor, com medo, diminuído,

deitado fora, esquecido… objecto provocado,

não raro, aumentado, exagerado,

réstias duma carreira de sucesso,

em tempos de… retrocesso!!!...


… os pobres abundam, excedem previsões,

que macabras sensações… alucinações!!!...


… crises que duram, perduram,

estudos que fazem, desfazem,

rentabilidades, negras verdades,

visão dum Mundo imperfeito, rarefeito,

abrangente, globalizado,

insensível, com defeito,

produtor frenético, desfasado,

com tantos postos de lado,


pobres, doentes, carentes, abandonados,

lembrados, por instantes,

a que se adapta tragédia, enquadra,

a mais adequada,

satisfazendo necessidades, afectos,

dos que os criam, os fomentam, os excluem,

os deitam abaixo, os diminuem,


praticando a caridade, dando esmola,

ficando bem com a religião, a do perdão,

quanta ilusão… quando dão!!!...


… filhos sem pais, crianças desvalidas,

sorrisos, afagos, brinquedos… vidas!!!...


… praticando caridade, os que erraram,

dando aos que tiram, abandonaram,

aos que fizeram tristes, fizeram pobres,

quando desenvolves, quando resolves,

quando cresces em haveres, com muitos teres,

à custa de tantos seres,

em harmonia, com cânticos, hossanas,

hipocrisia, quantos enganos… quantas manhas!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 08:03
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

... não quero desejar!!!...

 

… não quero denegrir, tão pouco, desfazer,

não quero celebrar, tão pouco, desejar,

não quero entender, tão pouco, esperar,

não quero sentir, tão pouco, receber,

não quero fazer, destes dias tão solenes,

tão diferentes, tão frios, tão aparentes,

dias de consolação, de muita comiseração,

aproximação de tantas gentes,

solidárias, carentes, em comunhão,


fantasias, luminosas, enganosas,

numa imensa hipocrisia, que se disfarça por uns tempos,

breve período alargado, grande ilusão,

sem saída, sem solução,

palavras bonitas… formosas!!!...


… breves instantes, como ventos,

ruidosos, passageiros, inquietos, não permanentes,

deixando marca indelével, fazendo pobres a rodos,

alegrando alguns tontos,

mexendo com sentimentos,

fazendo chorar, quando embalam, por vezes,

tocando, ao de leve, em feridas, em tormentos,

descurando mágoas, fezes,


ralés que acolhem, que abandonam, que formam,

numa constante apatia, indiferença,

pessoa, instituição ou crença,

quando os criam, quando os arrojam,

quando os excluem, quando os exploram,

quando lhes negam o pão, quase sempre… sem razão!!!...


… quando lhes não proporcionam emprego,

cerrando fábricas, originando falências, despejos,

numa sociedade imperfeita, desenquadrada,

que se não enquadra, repito,

quando os vejo, em debandada,

quando grito

minhas acusações a quem provoca,

insulta,

pela voragem, pelo autismo, pela gula,


tantos pobres, indigentes, excluídos,

fugitivos dos lares, procurando abrigos,

em terras estranhas, longínquas,

mais normais… mais profícuas!!!...


… não quero denegrir, não quero desejar,

não quero celebrar,

tão pouco, desfazer,

só quero entender, só quero esperar,

mesmo que tarde… podem crer!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 14:32
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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

Michelangelo's Dream

What is a dream but a reel of images you can only see when your eyes are closed? Every other definition is subjective. Visions, visitations, the workings of the subconscious, the reliving or reordering of experience, yearnings and fears transformed into outlandish scenarios: whatever else they represent, dreams take the form of secret and inexplicably linked images. And though they seem a modern obsession, no artist has ever made their mystery more perfectly visible – turned it inside out – than Michelangelo

 

 ... in http://www.guardian.co.uk/artanddesign/2010/feb/21/michelangelo-dream-art-review

 

Michelangelo's Dream, as it is known, is the centrepiece of one of the greatest (yet smallest) shows you will ever see. The drawing shows a winged figure alighting from the skies, blowing a soundless trumpet into the forehead of a sleeper; though at first glance this male nude seems more awake than asleep, for his eyes appear open. Beneath him is a box full of theatrical masks; propped at his back a rock-hard globe; around him a halo of spectral scenes materialising on the page like breath on a mirror.

 

But what strikes straight away is the incredible softness of the drawing and the strange weightlessness of the sleeper. So magnificently muscled and yet light enough to levitate, he might be a figment in himself; Captain Marvel minus his costume.

 

The bulging money bag proffered by huge hands, the old man gathered up by the scruff, flaccid as his own nightshirt, the thug about to brain his victim: the images radiating round the sleeper run all the way from the comic to the horrifying, erotic, incoherent and symbolic. Just like a dream, you might say.

 

But that only covers the content. What is so exceptional is the way these images are present without quite being defined, and defined without being altogether present. They fade in and out, diaphanous, unreal, scenically separate and yet continuously interlinked. Our stock analogy for dreams is cinema, but Michelangelo is closer to the truth: precise as they are, his pictures are already vanishing, as if escaping from memory.

 

The Dream was made around 1533 for Tommaso de' Cavalieri, the love of Michelangelo's life. The artist was 57 when they met, the young Roman nobleman somewhere between 13 and 20 but probably nearer to 13. Or so one hopes, given the embarrassing bathos of his response: "ben fatto", he writes back, "well made".

 

Every surviving gift from Michelangelo to de' Cavalieri is in this show: letters, poems, drawings in black and red chalk. Some have never travelled outside Italy before. You can try to make a love story from the images, as some scholars have, citing all these beautiful bodies in motion, striving, falling, surging, heroic; though in this respect they are pretty much indivisible from the rest of Michelangelo's art whereas the letters are openly adoring. Of de' Cavalieri's feelings little is known: he married and had children; he learned to draw from these works; he was there at the artist's deathbed.

 

But the drawings bring Michelangelo's mind far closer than the Sistine ceiling (or the letters) ever can, and here are the show's revelations. That Michelangelo is the greatest draughtsman who ever lived is a commonplace, even though his was an age of incredible performers on paper. And everyone knows that his figures excel, that his grasp of form and conflation of the real with the ideal are without parallel.

 

But it is much harder to catch the strangeness of Michelangelo's originality than its power. Standing close, you become intimate with its inflections here. What would it be like if a chariot and horses were tipped from the clouds, to decimate the doomed below? How might a torso look when solidifying into a tree? Is a satyr more comic than sinister? Nobody has ever seen such things, still less an eagle ravishing a boy or a corpse quickening into life, but Michelangelo makes the barely conceivable spectacularly real.

 

To see the so-called presentation drawings all together is a dreamy, stream-of-consciousness experience in itself. Characters, motifs and ideas appear and reappear; each work seems to give rise to the next. Phaeton plunges from his chariot, Ganymede is snatched upwards by the bird, his helpless limbs spreadeagled; the winged spirit swoops to the sleeper, the spirit leaps skywards from the grave.

 

The same figure – Tityus, prone, shackled and about to be devoured by another eagle – even doubles as Christ rising from the tomb. Michelangelo simply flips the page, holds it to the light and resurrects the form, inspiring it with new life. The Bible story becomes a model for his art.

 

And the apotheosis of the show is one final uprush: Christ's stone-cold body returning to eternal life in a shiver of futurist motion. Which other artist could endow solid form with such supernatural lightness: Christ rises, but there is no visible source of force, within or without. Is this, the drawing implies, what divine power might be like?

 

It is a lightning strike of pure imagination, like the nearly-meeting fingers of God and Adam between which one imagines the sparks leaping. Michelangelo seems to intuit, and anticipate, electricity; and even the fluid continuities, if not the medium, of cinema. If this sounds far-fetched, compare Michelangelo with his peers in a special section of this superbly curated show.

 

Of the many contemporaries who copied The Dream, not one could help fixing the images and limiting the space. Even Dürer's equally mysterious Melancholia, with its morose angel in her junkyard of allegorical symbols, is earthbound and heavily defined. Whereas Michelangelo's visions appear to be still arriving on the page, while at the same time departing: their dimension not so much space as time.

 

The Dream makes the mind's motions visible (and, of course, those of the artist). The crux of the drawing is the dreamer's eye, open and yet unseeing. Even with a magnifying glass it is still not possible to determine the implied angle of vision. The pupil is barely discernible, a chalk particle, and the look is inward; inward looking – the very definition of a dream.

 

publicado por sherpas às 20:45
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

... la Almudena!!!...

 

… sentado em banco amplo, robusto, madeira pesada,

num dos muitos que a enchem, catedral de la Almudena,

colunas coríntias, criptas de encanto, vitrais diversos,

pinturas, frescos já recuperados,

fúria dum corpo, arrasto dum mal,

decrépito, já velho, figura de pena,

idoso, cabelo em desalinho em surda conversa, tristezas, segredos,

injúria, pela expressão que mostra,

olhar cravado no Cristo que culpa,

braços abertos, na Cruz da Catedral,

perante todo aquele espaço, arranjos florais, altar que se alça,

tronos dos clérigos com espaventos,

incúria dos tempos,

grito de alma,


grupos espaçados,

chusma que tira bonecos, se extasia,

clarões diversos, às vezes parados,

vozes de veludo, som que cicia,

crentes, não crentes, origens diversas,

deambulam, dispersam,

nave primeira, nos altares,

nave que cruza, na lateral,

jovens aos pares,

saudáveis, sem mal,

talhas doiradas, Senhora de seu nome,

tríptico com ares,

cenas bíblicas que gritam preceitos,

velas, esmolas, santos, santas,

pintadas, esculpidas, desconformes, com jeitos,

aconselham, avisam,

mudas que gritam,

almas que sentem trejeitos,

defeitos,


olhos que incendeiam, escancarados, ausentes,

mãos trémulas, frementes,

voz cava que balbucia,

não cala, invectiva,

acusa o sacrificado pregado na cruz,

da ostentação que sente,

dela afastado, de ausente,

amplidão tão fresca que convida ao recato,

descanso tão grato numa tarde de Verão,

sem penitência, simples oração,

visita turística, portas adentro,

relevos de medo,

bronzes pesados,


Petrus descomunal, pedra que pesa, que assombra, real,

casamento gravado naquele local,

Palácio do Oriente ofusca culpados,

góticos que enlaçam, que cruzam, traçam,

pormenores tão densos, gritos de alma,

vozes de veludo dos que visitam,

passam,

visão que estarrece, velho que sucumbe,

dor que grita, pedras seculares

para quantos lares,

estarrecem, incitam,

amedrontam,

chaga que arrasta,

acalma,

quanto se afrontam!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 18:55
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... Alice... das maravilhas!!!...

 

… no cantinho da insensatez,

era uma vez,

numa irmandade muito unida,

de passagem, de fugida,

sem anel, sem poder,

fazendo o gosto ao dedo,

só para inglês ver,

num faz de conta de medo,

mostrando artes, saberes,

entre outras coisas, haveres,

pertinácia bem voraz,

de quem, de tudo é capaz,

com perfídia, insinuação,

convencidos… sem razão!!!...


… qual Alice esfusiante,

num País de brincadeira,

coelho com relógio, cartola,

rainha déspota, foleira,

cartas de brincar, como escolta,

maravilhas mirabolantes,

falando ao mesmo tempo,

sem juízo, entretenimento,

numa pressa que desfaz,

numa fúria que não contém,

desmedida, quase sombria,

corrida louca, um vaivém,

aríete que se atira,

reviravolta que se solta,

imbecilidade com que se fica,

quando se pensa… medita!!!...

no que temos à nossa volta!!!...


 {#emotions_dlg.smile}

… quase um crime, pesadelo,

enrolados neste novelo,

debitando o que nos vem,

dando a outros, a alguém,

o que sentimos, com desdém,

com entrega, devoção,

consoante a formação,

o que fazemos no momento,

dando alma, sentimento,

pedaços de nós, também,

bocadinhos que nos apoucam,

quando os deixamos, quando voam,

sem destino, a parte incerta,

enquanto o cinto… se aperta!!!...


… maravilhas que sobram,

que arruínam, desiludem,

quando há gentes que se portam,

quando escrevem, assumem,

papel diverso e tonto,

Alices desmesuradas, enlouquecidas,

como entretém, contraponto,

lutas bem descabidas,

numa harmonia inexistente,

calcando vontades e gente,

maravilhas fictícias, de espantar,

quando fazem, desfazem,

 

quando acabam por inventar,

o que já foi escrito, pensado,

noutro sítio, noutro local,

não correm, não pensam, não agem,

pensamento incerto, desmesurado,

de quem já está instalado,

cantando o mesmo fado,

num Paraíso encantado,

de plástico… falsificado!!!... Sherpas!!!...

 

 

publicado por sherpas às 09:59
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